Na sessão plenária desta terça-feira (18), o co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT), utilizou o pequeno expediente da Câmara Municipal de São Luís para reforçar a pauta dos candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes Comunitários de Endemias.
O parlamentar destacou que 316 pessoas aguardam convocação para os cargos, após terem sido aprovadas em concurso público e concluído a capacitação exigida.
Segundo levantamento apresentado pelos próprios candidatos, São Luís possui atualmente 189 equipes de Saúde da Família, cada uma com capacidade planejada para até seis agentes comunitários. Hoje, cerca de 815 profissionais estão em atividade. A convocação dos aprovados elevaria esse número para aproximadamente 1.131 agentes, preenchendo a estrutura prevista pela administração municipal e fortalecendo a atenção básica.
Jhonatan Soares ressaltou que o financiamento do piso salarial dos agentes comunitários conta com participação do Governo Federal, o que garante fonte de custeio para as contratações.
O parlamentar ressaltou que a atuação desses profissionais é essencial para a prevenção de doenças, acompanhamento das famílias e identificação de situações de vulnerabilidade, funcionando como o “braço do SUS” nas comunidades. Exemplos citados foram o combate à hanseníase e o acompanhamento de casos de gravidez na adolescência.
O parlamentar também criticou falhas administrativas da Prefeitura de São Luís, que, segundo informações repassadas pelos candidatos, teria encaminhado documentação incorreta ao Ministério da Saúde, impedindo o recebimento de recursos para ampliar as equipes de Estratégia da Saúde da Família.
Para Jhonatan, esse tipo de erro atrasa a convocação e prejudica diretamente milhares de famílias que permanecem sem cobertura adequada.
Ao encerrar sua fala, o co-vereador reafirmou o apoio do Coletivo Nós à luta dos aprovados e defendeu que a Prefeitura avalie e efetive a convocação dos profissionais. “Investir nos agentes comunitários não é apenas contratar servidores; é investir na prevenção, no SUS, na periferia e na vida das pessoas”, concluiu.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar a suspensão imediata de um inquérito instaurado pelo ministro Flávio Dino. A investigação apura a suposta prática de compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
A peça jurídica protocolada pelos advogados Nabor Bulhões e José Carlos Nobre Porciúncula utiliza como instrumento uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Até o momento, o processo aguarda a distribuição para a escolha do ministro relator.
O procedimento investigativo foi determinado por Dino a partir dos desdobramentos de uma ação direta de inconstitucionalidade. Esse processo contestava um dispositivo específico do regimento interno da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), que previa votação secreta para a apreciação e aprovação das indicações aos cargos de conselheiro do tribunal de contas.
No centro do litígio está a indicação de Flávio Costa, advogado e aliado pessoal do governador, nomeado por Brandão para ocupar a vaga no órgão de controle. A partir de suspeitas levantadas sobre a conduta de Costa no processo principal, Dino ordenou a abertura de um inquérito autônomo para aprofundar as apurações.
A petição da defesa de Brandão solicita a anulação da decisão que autorizou a Polícia Federal a instaurar o procedimento, requerendo a paralisação de todos os atos de investigação em andamento e a proibição de novas diligências. Os defensores sustentam ser inconstitucional a abertura direta de inquérito policial contra governadores em sede de processos de controle concentrado de constitucionalidade.
Entre os argumentos centrais, a defesa destaca que a abertura do inquérito ocorreu sem a prévia provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além disso, argumenta que o STF não possui a competência constitucional para processar e julgar governadores de Estado em matérias criminais comuns.
Caso o relator a ser sorteado negue a suspensão total das apurações, os advogados requerem, alternativamente, que a investigação seja remetida para a PGR ou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) — fórum competente para julgar chefes de Executivos estaduais —, determinando a anulação e a não convalidação automática das provas colhidas até então.
O presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), advogado Daniel Brandão, disse ter recebido com perplexidade a notícia do seu afastamento, por 180 dias, e reafirmou total inocência e confiança de que a verdade prevalecerá.
“Tomei conhecimento, por meio da imprensa, da decisão que determinou meu afastamento da função de Conselheiro-Presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. Embora ainda não tenha sido oficialmente notificado de seu teor, recebo a notícia com profunda perplexidade, mas com a serenidade dos inocentes. Reafirmo, de forma categórica, minha absoluta inocência e minha confiança de que a verdade dos fatos será devidamente esclarecida. Desde o início, sempre estive e continuo inteiramente à disposição das autoridades policiais e do Poder Judiciário para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, tendo, inclusive, peticionado espontaneamente nos autos, colocando-me à disposição para ser ouvido. Sempre pautei minha atuação pelo respeito ao cumprimento das leis, às instituições e ao Poder Judiciário. Por essa mesma razão, embora discorde profundamente da medida cautelar adotada – que, aliás, é contrária ao parecer da Procuradoria Geral da República – cumprirei integralmente a decisão judicial, ao mesmo tempo em que adotarei, pelos meios legais, todas as providências cabíveis para exercer plenamente meu direito de defesa para que reste provada a verdade dos fatos”, destacou Daniel Brandão.
Ele foi afastado do cargo após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (17), no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) sobre o assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, ocorrido em 2022, nas dependências do prédio Tech Office, na Ponta d´Areia, em São Luís.
Mais uma megaoperação integrada das forças de segurança pública interceptou, na madrugada desta terça-feira (18), um grupo de motociclistas que planejava realizar um “rolezinho” pelas ruas e avenidas de São Luís.
A abordagem ocorreu no túnel do bairro Cohab, no momento em que os condutores se preparavam para iniciar o percurso pelas vias da capital maranhense.
A ação resultou na apreensão de mais de 100 motocicletas, além da identificação de veículos roubados ou clonados e na recuperação de aparelhos celulares com restrição de roubo.
A força-tarefa foi encabeçada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e executada em conjunto por diversos órgãos de trânsito e forças policiais.
Entre as corporações participantes estiveram a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), o 20º Batalhão da Polícia Militar (20º BPM), o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), o Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT) e o Batalhão de Choque.
Apreensões e encaminhamentos à Polícia Civil
Durante a fiscalização e triagem no local da interceptação realizada na madrugada desta terça-feira (18), as equipes identificaram irregularidades graves na documentação e no estado dos veículos. De um total de mais de uma centena de motocicletas recolhidas, pelo menos seis apresentavam sinais claros de adulteração ou restrição por roubo e furto.
Segundo o agente Medeiros, da SMTT, duas pessoas foram conduzidas à delegacia de polícia: uma por estar na posse de uma das motocicletas com suspeita de clonagem e outra flagrada com um aparelho celular roubado.
De acordo com o tenente Falcão, do 20º BPM, a atuação preventiva das forças de segurança conseguiu conter o grupo na saída do ponto de concentração. Todos os veículos e suspeitos recolhidos foram colocados à disposição das autoridades competentes e do Ministério Público para a continuidade dos procedimentos legais e instauração das apurações na esfera penal.
A defesa de Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir o reconhecimento da suspeição do ministro Flávio Dino no inquérito que investiga o ex-secretário. A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN, Teo Cury, ao CNN Novo Dia.
Segundo Teo Cury, o pedido foi apresentado ao ministro Luiz Edson Fachin e argumenta que Dino não reúne condições de conduzir o caso com imparcialidade.
De acordo os advogados de Cutrim, os fatos apurados em uma operação autorizada por Alexandre de Moraes — que resultou em busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo e contra o próprio Cutrim — dizem respeito diretamente à pessoa de Dino. A defesa sustenta que, por ser o relator do inquérito que investiga Cutrim, Dino estaria em situação de conflito de interesses.
Quem é Raimundo Cutrim e qual é o contexto das investigações
Raimundo Cutrim foi secretário no governo de Carlos Brandão (MDB) no estado do Maranhão. De acordo com a Polícia Federal, ele é suspeito de ter atuado para obstruir as investigações sobre o assassinato de um empresário que teria negociado propina com o governo do estado. O crime ocorreu em 2022, e o autor do homicídio foi preso e condenado, prestando depoimentos aos investigadores.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (17) o afastamento de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) pelo prazo de 180 dias.
A decisão ocorre no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, ocorrido em 2022.
Segundo a decisão, há elementos que justificam o aprofundamento das investigações sobre um possível envolvimento de Daniel Brandão no caso, além de suspeitas de interferência na apuração. O ministro também apontou a necessidade de preservar a investigação e evitar eventual obstrução da Justiça.
Daniel Brandão, que é sobrinho do governador Carlos Brandão, nega as acusações. A defesa sustenta que ele foi alvo de uma tentativa de extorsão e rejeita qualquer envolvimento com o crime investigado.
O afastamento ocorre em meio a uma investigação mais ampla da Polícia Federal, que apura possíveis conexões entre homicídio, corrupção, contratos públicos, emendas parlamentares e supostas tentativas de interferência nas investigações.
O caso segue sob investigação. Até o momento, não há condenação contra Daniel Brandão pelos fatos investigados.
Por meio de nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação e condenaram medidas adotadas em uma investigação que resultou, segundo as entidades, na identificação da fonte do jornalista Luís Pablo, do Maranhão.
O caso ocorreu no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto monitoramento ilegal do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e seus familiares.
Segundo informações divulgadas sobre a apuração, há suspeitas de acesso indevido a dados sigilosos e de repasse dessas informações ao jornalista, que publicou reportagens sobre o ministro.
A operação da PF, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, teve como alvo, entre outros, o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista.
A Abraji condenou o que classificou como violação do sigilo da fonte. Para a entidade, a identificação da pessoa que forneceu informações ao jornalista representa um risco ao exercício da atividade jornalística e à liberdade de imprensa.
“Apreender equipamento jornalístico e quebrar a fonte do profissional colocam em risco o exercício da profissão no país. Se existe necessidade de apurar algum crime, que isso seja feito sem violar ou relativizar uma garantia constitucional dos jornalistas, mas que também é crucial para a própria solidez da democracia”, diz a nota da Abraji.
A associação afirmou que eventuais suspeitas sobre a origem ou a obtenção das informações divulgadas podem ser investigadas, mas defendeu que a apuração não resulte na violação da proteção constitucional assegurada às fontes jornalísticas.
Em nota conjunta, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) também manifestaram preocupação com a possibilidade de violação do direito constitucional ao sigilo da fonte. A Constituição Federal assegura, no artigo 5º, o acesso à informação e resguarda o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.
Segundo as entidades, a garantia é fundamental para o exercício do jornalismo e para a obtenção de informações de interesse público. O Sindjor-MA e a Fenaj solicitaram esclarecimentos sobre as medidas adotadas no caso.
“O Sindjor-MA e a Fenaj solicitam esclarecimentos públicos e formais sobre os critérios que autorizaram o acesso às comunicações do jornalista Luís Pablo com suas fontes, a garantia de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido a partir do material apreendido e a preservação integral dos equipamentos jornalísticos sob sigilo”, afirmaram.
Posição do STF
Em manifestação sobre o caso na última quinta-feira (13), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, reafirmou o compromisso da Corte com a liberdade de imprensa e com o direito dos jornalistas ao sigilo da fonte. Fachin afirmou que a atividade jornalística legítima não deve ser alvo de investigação e indicou que o tema deverá ser discutido pelo plenário do Supremo.
O ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão que autorizou as medidas, afirmou que a investigação não tem como objetivo impedir ou criminalizar o exercício do jornalismo. Segundo o ministro, a apuração busca investigar suspeitas relacionadas ao acesso e à divulgação de informações sigilosas.
A mídia nacional segue repercutindo os desdobramentos políticos envolvendo acusações contra o governador do Maranhão, Carlos Brandão, mediante ação que tramita no STF.
Vale ressaltar que o governador Brandão (MDB), usou as redes sociais, na noite da última sexta-feira (14), para criticar uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga suspeitas de corrupção em seu governo, além de possível manipulação de testemunhas e vazamento de informações.
Em seu perfil no X, Carlos Brandão, ex-aliado e ex-vice-governador na chapa de Flávio Dino, hoje ministro do STF, afirmou ser vítima de “falsas acusações”.
“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim. Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas. Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá.”
A Câmara Municipal de São Luís realizará, no próximo dia 26, uma nova Audiência Pública para apresentação e discussão do Projeto de Lei nº 077/26, acompanhado da Mensagem nº 007/26, que institui o Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Município de São Luís.
A audiência ocorrerá a partir das 9h, no Plenário Simão Estácio da Silveira, reunindo vereadores, representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil, iniciativa privada e a população interessada em participar das discussões sobre a proposta.
A nova convocação foi definida após a suspensão da audiência realizada no último dia 11 de agosto. Na ocasião, o presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSB), decidiu interromper os trabalhos em razão da ausência de representantes do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e da Prefeitura de São Luís, por meio do Instituto da Cidade, Pesquisa e Planejamento Urbano e Rural (INCID).
Segundo o presidente, a participação dessas instituições é indispensável para garantir um debate amplo, transparente e democrático sobre uma das matérias mais importantes para o planejamento urbano da capital.
“Considero fundamental a presença de todos os atores envolvidos no processo de análise da lei de zoneamento, incluindo o Ministério Público, a Prefeitura, representantes da iniciativa privada, das comunidades e dos demais setores da sociedade. Um debate dessa relevância precisa contar com a participação de todos”, afirmou Paulo Victor.
O Projeto de Lei nº 077/26 estabelece novas diretrizes para o ordenamento territorial de São Luís, definindo regras para ocupação do solo, parcelamento urbano e zoneamento da cidade, temas que impactam diretamente o desenvolvimento urbano, a preservação ambiental, a atividade econômica e a qualidade de vida da população.
De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente sua busca do quarto mandato em comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
“A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, discursou a um estádio cheio, conclamando a participação ativa da militância na campanha.
O local foi escolhido justamente pela relação com sua história política. Palco das assembleias de operários das metalúrgicas do ABC, teve greves importantes para pressionar uma ditadura militar que já dava sinais de cansaço, em 1979.
Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
O evento adiantou as linhas gerais de campanha, com destaque para a defesa da soberania, pautas sociais e as questões em disputa com os partidos de direita, como o papel da mulher e as diferenças de abordagem em relação à segurança pública.
Em sua sétima candidatura à presidência, Lula disse que “enquanto for vivo não vai permitir que uma direita responsável pela morte de crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina volte”.
O comício emprestou palanque para outros estados, com participação de políticos do partido de todas as regiões. Coube a Benedita da Silva, que concorre ao Senado no Rio de Janeiro, representar os candidatos ao legislativo.
Em relação à segurança pública, defendeu propostas em andamento, como o ministério de segurança pública e a possibilidade de aprovação da lei de combate ao crime organizado, dando destaque à importância de buscar os grandes beneficiários do crime.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro começou a campanha pela Presidência da República na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O local recebeu uma série de manifestações bolsonaristas nos últimos anos, incluindo aquelas contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Flávio subiu ao carro de som por volta das 11h30, usando uma camiseta com os dizeres “Meu Partido é o Brasil”, nas cores da bandeira nacional. Ele estava acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, também candidata, e da esposa, Fernanda.
Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Flávio tocou áudios do pai refletindo sobre a família, depois do atentado que sofreu, e prometeu levar à frente o legado do presidente que governou o país entre 2019 e 2022.
“Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, disse Flavio, no início do discurso, para um público de milhares de pessoas, na praia.
O candidato defendeu o pai e afirmou que Jair foi preso injustamente. Prometeu, se eleito, indicar os novos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre “homens e mulheres”. Atualmente, a Corte conta com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
A pauta da segurança pública esteve entre os principais tópicos do discurso. Flávio prometeu classificar milícias e organizações do tráficos de drogas como “terroristas”, reduzir a idade penal, enfrentar roubos e furtos, além de diminuir os altos índices de feminicídio no país.
No tema economia, ele criticou a alta taxa de juros no país, com a Selic a 14% ao ano, e prometeu aliviar a inflação para a classe média. Propôs um “tesouraço”, nos primeiros dias, além de cortes de gastos e de cargos.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) escolheu começar a campanha em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste ano e onde, segundo pesquisas eleitorais, lidera as intenções de votos.
Acompanhado por apoiadores, o candidato percorreu municípios goianos do entorno do Distrito Federal. Ele passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, encerrando o ato em Luziânia.
Caiado, que diz estar disputando o pleito deste ano “para tirar o PT do poder”, assegurou que, caso não passe para o segundo turno, não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. A manifestação é contrária à declaração do presidente do PSD e vice de Caiado, Gilberto Kassab, que disse no sábado que os partidos do chamado Centrão “estão com Lula”.
O ex-governador de Goiás disse ser o único político com mandato no Brasil que nunca apoiou Lula e acrescentou que, no primeiro turno, a população vai escolher o candidato de oposição que vai enfrentar o atual presidente no segundo turno.
“Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”, comentou o goiano ao responder a perguntas de jornalistas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que supera Caiado nacionalmente nas pesquisas de intenção de votos.
Candidato a presidente da República Ronaldo Caiado (PSD). Foto: PSD
Caiado garantiu que, durante sua gestão à frente do governo de Goiás, entregou melhorias na segurança pública, na educação e na saúde. E destacou a importância dos eleitores analisarem as propostas dos candidatos para promover a responsabilidade orçamentária e o equilíbrio fiscal.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, foi a Montes Claros, Norte de Minas Gerais, para iniciar a campanha à presidência da República neste domingo.
Ele participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José. Depois, esteve em um almoço com candidatos de seu partido a cargos de deputado federal.
Em discurso na cidade, o ex-governador de Minas criticou o governo Lula e disse que acredita que estará no segundo turno das eleições. Zema defendeu propostas sobre segurança pública e combate à corrupção.
“O que eu fiz aqui [em Montes Claros] eu vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, discursou.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista coletiva. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Renan Santos (Missão)
O primeiro ato de campanha de Renan Santos, candidato pelo Missão, aconteceu no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.
O evento teve a participação do deputado federal Kim Kataguiri, do ex-deputado estadual Arthur do Val, Amanda Vettorazzo, entre outros apoiadores.
Santos criticou o assistencialismo, falou sobre empreendedorismo, segurança pública e outros temas de sua campanha.
“Nós estamos aqui para colocar o nosso nome na história como a geração que alterou o destino de uma das maiores nações do mundo”, disse ao público presente.
Renan Santos na oficialização de sua candidatura à Presidência da República Foto: Bartholomeu Ferreira da Cruz/ CNM
Augusto Cury (Avante)
Augusto Cury, do Avante, também iniciou sua campanha à presidência neste domingo.
Ele esteve em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) e defendeu seu plano de governo, citando projetos que pretende implementar na área da Saúde. O candidato prometeu que seu mandato vai “escutar as pessoas”.
Em conversa com a imprensa e com o público presente, Cury descreveu sobre como encara a política no Brasil hoje:
“Nós não estamos em dois barcos, direita e esquerda, esquerda e direita. Estamos num barco só chamado família brasileira. Quem dirige esse barco tem de dirigir com responsabilidade”.
O presidenciável Augusto Cury — Foto: Divulgação/Avante
Hertz Dias (PSTU)
Professor da rede pública e ativista do movimento negro, o candidato do PSTU, Hertz Dias, caminhou com correligionários e apoiadores pela Avenida Paulista, em São Paulo, e por ruas de São José dos Campos, no interior paulista.
O socialista apresentou aos eleitores com quem conversou uma de suas principais propostas de governo: a reestatização das empresas estratégicas do país.
“O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e grandes empresários”, disse o maranhense.
Dias defendeu que sua campanha está ao lado dos trabalhadores, que são quem produz toda a riqueza do país e se propôs a construir uma alternativa à concentração de riqueza, que impõe sacrifícios para a maioria.
Candidato Hertz Dias (PSTU), . Foto: Matheus Soares/PSTU
Outros candidatos
Em São Paulo, Samara Martins, da Uidade Popular (UP), fez um evento de lançamento de campanha com militantes do partido.
Edmilson Costa, do PCB, participa de uma live em seu canal no YouTube nesta noite de domingo.
Não divulgaram agenda para este domingo os candidatos: Clariana Barão, do DC; Rui Costa Pimenta, do PCO; Wilson Grassi, do Democrata; e Pablo Marçal, do PRTB.