{"id":2277,"date":"2026-02-17T19:01:13","date_gmt":"2026-02-17T19:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdomariocarvalho.top\/?p=2277"},"modified":"2026-02-17T19:01:13","modified_gmt":"2026-02-17T19:01:13","slug":"casos-de-cancer-de-pele-saltam-de-4-mil-para-mais-de-72-mil-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdomariocarvalho.top\/?p=2277","title":{"rendered":"Casos de c\u00e2ncer de pele saltam de 4 mil para mais de 72 mil em 10 anos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o n\u00famero de diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de pele no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. A incid\u00eancia da doen\u00e7a, segundo a entidade, apresenta um padr\u00e3o regional claro, com os estados do Sul e do Sudeste concentrando taxas mais elevadas.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1676050&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676050&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o nacional, em 2024, foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, ligeiramente abaixo do pico registrado em 2023 (36,28). Em 2024, Esp\u00edrito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking, seguidos por Rond\u00f4nia (85,11), que se destacou fora do eixo regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a SBD, os \u00edndices refletem uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, incluindo maior exposi\u00e7\u00e3o solar, predomin\u00e2ncia de pessoas de pele clara e envelhecimento populacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, as taxas permanecem mais baixas, embora estados como Rond\u00f4nia (85,11) e Cear\u00e1 (68,64) tenham apresentado eleva\u00e7\u00e3o em 2024.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm unidades historicamente marcadas por baixa notifica\u00e7\u00e3o, como Roraima, Acre e Amap\u00e1, o aumento pode indicar avan\u00e7o na vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, ainda que a subnotifica\u00e7\u00e3o persista, sobretudo em \u00e1reas rurais ou de dif\u00edcil acesso\u201d, avaliou a entidade.<br><br><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diagn\u00f3stico precoce<\/h2>\n\n\n\n<p>A alta de diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de pele no pa\u00eds, segundo a SBD, foi mais expressiva a partir de 2018, quando se passou a exigir o preenchimento do Cart\u00e3o Nacional de Sa\u00fade e da Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID-10) em exames para an\u00e1lise laboratorial de c\u00e9lulas e tecidos coletados para bi\u00f3psia.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da entidade mostram que usu\u00e1rios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) t\u00eam 2,6 vezes mais dificuldade para agendar uma avalia\u00e7\u00e3o com dermatologista quando comparados a usu\u00e1rios da sa\u00fade privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a SBD, ampliar o diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de pele depende do aumento da oferta de consultas na rede p\u00fablica, uma vez que identificar a doen\u00e7a em est\u00e1gios iniciais eleva as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consultas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os n\u00fameros mostram que, no SUS, o volume de consultas dermatol\u00f3gicas retornou ao n\u00edvel pr\u00e9-pandemia, ap\u00f3s queda acentuada em 2020, passando de 4,04 milh\u00f5es para 2,36 milh0\u00f5es. Nos anos seguintes, houve recupera\u00e7\u00e3o gradual, chegando a 3,97 milh\u00f5es em 2024, pr\u00f3ximo da marca de 2019.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na sa\u00fade suplementar, o n\u00famero de consultas dermatol\u00f3gicas se manteve duas a tr\u00eas vezes acima do SUS, ultrapassando 10 milh\u00f5es em 2019 e em 2024.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a SBD, entre 2019 e 2024&nbsp;o n\u00famero de consultas com especialistas por mil benefici\u00e1rios variou de 37,96 (2020) a 51,01 (2019), confirmando maior disponibilidade de profissionais no setor privado, onde os usu\u00e1rios tiveram de duas a quase cinco vezes mais acesso a dermatologista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2020, essa diferen\u00e7a chegou a 3,4 vezes; em 2024, ainda foi 2,6 vezes maior. Embora nem todas as consultas tenham como objetivo o rastreamento do c\u00e2ncer de pele, o maior volume de atendimentos aumenta a chance de identificar les\u00f5es suspeitas precocemente\u201d, destacou a entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo o exame cl\u00ednico visual \u00e9 a principal porta de entrada para o diagn\u00f3stico, essa diferen\u00e7a de acesso pode influenciar diretamente a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, especialmente nos casos de melanoma\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alta complexidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Para a SBD, a desigualdade de acesso reflete diretamente na complexidade do tratamento, j\u00e1 que, quando o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o \u00e9 precoce, os pacientes comumente precisam de procedimentos mais invasivos e prolongados.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento mostra que munic\u00edpios do interior do pa\u00eds enfrentam vazios assistenciais e longos deslocamentos para acessar os Centros de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e as Unidades de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).<\/p>\n\n\n\n<p>Estados como S\u00e3o Paulo (57 unidades, sendo 15 Cacons e 42 Unacons), Minas Gerais (31 unidades, 3 Cacons e 28 Unacons) e Rio Grande do Sul (28 unidades, 9 Cacons e 19 Unacons) concentram a maior parte dos ambulat\u00f3rios especializados, centros de diagn\u00f3stico e hospitais habilitados em oncologia dermatol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 unidades federativas como Acre, Amazonas e Amap\u00e1 contam com apenas um Unacon cada, sem a presen\u00e7a de Cacons. \u201cEssa desigualdade contribui para que pacientes nessas regi\u00f5es recebam o diagn\u00f3stico em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados\u201d, lamenta a SBD.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tempo entre diagn\u00f3stico e tratamento<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os n\u00fameros mostram ainda que, entre 2014 e 2025, o total de casos de c\u00e2ncer de pele tratados no Brasil cresceu, sendo que Sul e Sudeste conseguem iniciar a terap\u00eautica em at\u00e9 30 dias na maioria dos casos, enquanto no Norte e no Nordeste&nbsp;a espera frequentemente ultrapassa 60 dias, elevando o risco de agravamento do quadro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOnde a rede \u00e9 mais densa, como no Sudeste, os fluxos s\u00e3o mais \u00e1geis e os registros mais completos. Diante desses n\u00fameros, a SBD defende a ado\u00e7\u00e3o de medidas urgentes\u201d, ressaltou a entidade, citando garantir o acesso ao protetor solar, ampliar a preven\u00e7\u00e3o e melhorar o diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Protetor solar<\/h2>\n\n\n\n<p>Em nota, a entidade informou que pretende sensibilizar parlamentares brasileiros a inclu\u00edrem o filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tribut\u00e1ria. \u201cCom a redu\u00e7\u00e3o de impostos, estima-se uma queda de custos, o que ampliaria o acesso da popula\u00e7\u00e3o ao produto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados que tra\u00e7am um panorama do c\u00e2ncer de pele no Brasil, segundo a SBD, foram encaminhados a deputados e senadores. \u201cOs textos pretendem contribuir e estimular a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.758\/2023, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do C\u00e2ncer no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e o Programa Nacional de Navega\u00e7\u00e3o da Pessoa com Diagn\u00f3stico de C\u00e2ncer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o n\u00famero de diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de pele no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. 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