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  • Crime de genocídio: Donald Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos

    Crime de genocídio: Donald Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos

    “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou nesta terça-feira (7) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.

    Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

    Agora, o presidente da maior potência militar e nuclear do planeta vem, repetidamente, ameaçando destruir o Irã como nação, dizendo que vai devolver o país à “idade das pedras”.

    Em entrevista à Agência Brasilo professor de direito internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Gustavo Vieira avaliou que as ameaças de Trump são gravíssimas e colocam em risco toda a paz mundial.

    “Essa fala vai contra todas as bases que fundam o direito internacional, que busca a coexistência das nações. Isso é uma ameaça de um crime de genocídio, de crimes contra a humanidade e de guerra que já foram categorizados desde o Tribunal de Nuremberg e estão normatizados pelo Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente”, explicou o especialista.

    Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

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    Vieira ponderou que é desproporcional aniquilar uma nação para poder abrir o Estreito de Ormuz. “O legado disso para a comunidade internacional é muito preocupante. A gente vai ver uma escalada de investimentos em armas e sistemas de defesa”, completou.

    Para a professora de direito internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Elaini Silva, a ameaça de Trump viola a Carta da ONU.

    “É a imagem da barbárie. Quando a ameaça é mais do que um uso da força pontual para coação, mas de extermínio de um povo, já estamos falando de crimes tão graves que podem envolver a responsabilidade pessoal dos governantes”, disse Elaini Silva, doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

    A avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), é de que guerra e as ameaças de Trump têm o efeito de fortalecer a República Islâmica devido ao nacionalismo da população.

    “Os iranianos são uma sociedade com uma identidade nacional e com uma consciência nacional muito forte. Então, essa ideia de que o Irã vai ser destruído, humilhado ou subjugado, obviamente, faz com que as pessoas prefiram apoiar qualquer regime que defenda a soberania nacional”, disse.

    O antropólogo acrescentou que, ainda que a ameaça de Trump não se concretize, a destruição já está em curso. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que 160 monumentos históricos tenham sido danificados ou destruídos pelos ataques dos EUA e de Israel.

    Trump evita comentar crime de guerra

    Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

    “Você está se comprometendo a cometer um crime de guerra?”, disse o profissional de imprensa em áudio captado pela transmissão oficial. O presidente apenas virou o rosto e pediu novas perguntas aos jornalistas. “O que mais?”, desconversou.

    Em coletiva de imprensa no mesmo dia, um jornalista do New York Times questionou Trump se ele não estaria violando o direito internacional ao ameaçar atacar infraestruturas civis.

    O presidente estadunidense acusou o jornal de “falta de credibilidade” e disse que não permitiria que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das tantas justificativas da guerra. Porém, mesmo os serviços de inteligência dos EUA apontam que Teerã não buscava desenvolver esses armamentos.

    Na mesma postagem em que promete um genocídio no Irã, Trump diz que não quer que isso aconteça, “mas provavelmente acontecerá”.

    “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, completou. Contraditoriamente, Trump finaliza o comunicado pedindo para Deus abençoar “o grande povo do Irã”.

    Com informações da Agência Brasil

  • Braide escolhe empresária da região tocantina para compor vice na chapa ao governo do Maranhão

    Braide escolhe empresária da região tocantina para compor vice na chapa ao governo do Maranhão

    Em evento realizado em Imperatriz nesta terça-feira (7), o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), oficializou o nome da empresária Elaine Carneiro como sua pré-candidata a vice-governadora na disputa pelo Palácio dos Leões.

    Elaine é filha do influente empresário João Cruzeiro do Sul, mas consolidou sua própria trajetória no setor produtivo da Região Tocantina.

    Como diretora da Pneus Brasil, ganhou destaque por sua gestão focada em inovação e valorização de equipes, tornando-se uma liderança empresarial respeitada no segmento.

    Estratégia

    A escolha de Elaine Carneiro é um movimento calculado de Braide para atingir três objetivos centrais:

    • Representatividade: Ampliar a presença feminina na chapa majoritária.
    • Fortalecimento Regional: Consolidar a base de apoio na Região Tocantina, segundo maior colégio eleitoral do estado e ponto estratégico para qualquer projeto rumo ao governo.
    • Diálogo com o Mercado: Aproximar a candidatura do setor empresarial e produtivo do interior.

    Com este anúncio, Braide busca romper a barreira da capital e estadualizar seu nome na corrida pela sucessão. A movimentação é vista por analistas como um passo decisivo para fortalecer alianças fora da Ilha de São Luís e estruturar uma pré-campanha competitiva em todo o território maranhense.

    Com informações de O Imparcial

  • Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas

    Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

    O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

    De acordo com a Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.

    Outro dado mostra que, em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram à interdição de oito empresas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade.

    O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, reforçou que as medidas não têm como foco a restrição mercadológica ou proibição de manipulação dos ativos, mas sim coibir o uso irregular e proteger a saúde da população, garantindo a qualidade e eficácia dos produtos.

    A agência vê aumento de relatos sobre eventos adversos e identificação de uso off label (prescrição diferente da aprovada na bula) desses produtos, como para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência emitiu alerta para o risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras.

    “Esse é um desafio regulatório não só para o Brasil, mas para as principais agências do mundo, essa situação do avanço do consumo de medicamentos derivados de GLP-1 e o avanço da manipulação em cima desses produtos”, disse em coletiva de imprensa.

    Riscos

    Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição. O uso indevido de nomes comerciais e divulgação e venda de múltiplos produtos sem registro também foram identificados.

    A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas.

    Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

    Eixos estratégicos

    O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos:

    Aprimoramento regulatório

    • Revisão da Nota Técnica 200/2025 que orienta procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs de agonistas de GLP-1. 

    Segundo a Anvisa, a nova norma vai comportar desde a entrada do insumo até a preparação final do produto, com especificações sobre rastreabilidade, qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva; a qualificação dos fabricantes e fornecedores; e o estabelecimento de testes mínimos de controle de qualidade.

    A proposta está em construção e será discutida no próximo dia 15 na reunião da diretoria colegiada da Anvisa.

    • Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007). Essa resolução é a que norteia todo o processo regulatório das farmácias de manipulação.
    • Fortalecimento das medidas sanitárias cautelares para suspensão de Autorização de Funcionamento (AFE) em situações de risco iminente e a retirada automática de efeito suspensivo de recursos administrativos.

    Monitoramento e fiscalização

    • Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas de estética.
    • Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas e odontológicas. A Anvisa possui o sistema VigiMed para que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem sobre efeitos adversos de produtos.
    • Aperfeiçoamento da matriz de risco do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1.
    • Ampliar as medidas preventivas, para reprimir a entrada de produtos irregulares no território nacional.

    Articulação institucional, federativa e internacional

    • Acordo de cooperação técnica e criação de grupo de trabalho com entidades médicas e outros órgãos de controle.
    • Ações proativas de informação e treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
    • Cooperação com agências reguladoras internacionais.

    Ampliação da oferta de produtos registrados

    • Priorização das análises de pedidos de registros. De acordo com a Anvisa, há 17 pedido de registro de canetas emagrecedoras na agência, que estão em andamento e serão priorizadas para ampliar a oferta de produtos registrados.

    “Com a queda da patente da semaglutida, uma boa parte desses produtos estão vindo com novas opções e foram solicitados [os registros] para a Anvisa e nós estamos priorizando essa análise”, explicou Safatle.

    • Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência, como EMA (Europa) e FDA (Estados Unidos), para avançar com a regulação.

    Comunicação com a sociedade

    • Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples.
    • Orientação sobre riscos do uso indiscriminado.
    • Informação sobre produtos irregulares.
    • Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral.
    • Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais.

    Governança

    • Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação das medidas para avanço contínuo do plano de ação instituído.

    Com informações da Agência Brasil

  • Vereador despede-se da Câmara e faz balanço de atuação no Parlamento

    Vereador despede-se da Câmara e faz balanço de atuação no Parlamento

    O vereador Anderson Borges (PP) despediu-se, nesta segunda-feira (6), do cargo que ocupou por um período como suplente e fez um balanço de sua atuação na Câmara Municipal de São Luís. O parlamentar assumiu a vaga do vereador André Campos (PP), que havia se afastado em dezembro de 2025 para presidir a Agência Executiva Metropolitana (AGEM) e retorna agora ao Parlamento.

    Durante discurso na tribuna, Borges destacou ações sociais realizadas ao longo do período, com ênfase em iniciativas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. “Esta tribuna hoje é ocupada com muita alegria e gratidão para destacar uma ação que ganhou repercussão não só em nossa cidade, mas também na Imprensa nacional”, afirmou, ao citar o trabalho desenvolvido durante a Quaresma pela Paróquia São Maximiliano Maria Kolbe, que ofereceu café da manhã a pessoas em situação de rua.

    O vereador ressaltou o caráter social e humano da iniciativa. “Mais do que alimentar o corpo, essa ação levou acolhimento, respeito, dignidade e, sobretudo, a palavra de Deus àqueles que muitas vezes são invisíveis aos olhos da sociedade”, declarou. Ele também destacou a distribuição de pescados durante a Semana Santa: “Passamos esse período garantindo alimento àquelas pessoas que mais precisam, especialmente, na Sexta-feira Santa”.

    Ao fazer um balanço do mandato, Anderson Borges enfatizou a atuação próxima da população. “Nosso compromisso está onde o povo está. Seguimos percorrendo os quatro cantos da cidade, ouvindo as pessoas e levando suas demandas”, pontuou. E ainda mencionou sua atuação em causas sociais, como a situação de pacientes com doenças inflamatórias intestinais: “Não podemos ignorar o sofrimento de quem ficou mais de três meses sem acesso ao suplemento alimentar essencial”.

    Em sua despedida, o parlamentar reforçou que continuará na vida pública. “Saio desta cadeira, mas não saio da política. Volto às minhas bases com a convicção de que o verdadeiro poder de um político é servir”, declarou. Borges encerrou o pronunciamento agradecendo aos colegas parlamentares, servidores da Casa, equipe e eleitores. “Gratidão a todos que contribuíram para que eu pudesse chegar até aqui”, finalizou.

  • Lindbergh pede prisão de Eduardo por campanha a sanções dos EUA ao TSE

    Lindbergh pede prisão de Eduardo por campanha a sanções dos EUA ao TSE

    O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, após o anúncio, feito em entrevista, de uma nova campanha nos Estados Unidos a favor de sanções contra autoridades judiciais brasileiras, com foco em ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    No último sábado (4), Eduardo Bolsonaro confirmou que pretende acionar novamente o governo americano para interromper vistos e aprovar novas penalidades contra a Justiça Eleitoral brasileira. “Estarei atento, farei as minhas denúncias como entender pertinente e que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências”, declarou.

    Segundo o ex-parlamentar, o esforço seria direcionado à Casa Branca, ao Congresso americano e a “quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais”.

    Na representação, Lindbergh afirma que o discurso de Eduardo “não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral”, mas representa “a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”.

    O congressista acrescenta que “a finalidade declarada é inequívoca no sentido de monitorar, reportar e acionar, em tempo real, centros de poder situados fora do país para constranger integrantes da Justiça Eleitoral brasileira no curso da disputa presidencial, com o objetivo de favorecer o seu irmão [Flávio Bolsonaro (PL-RJ)], pré-candidato a cargo eletivo”.

    Veja a íntegra da representação.

    Audiência marcada

    Eduardo Bolsonaro responde a ação penal por coação no curso do processo que resultou, em setembro, na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de prisão. O ex-deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de buscar sanções contra ministros do STF em retaliação ao julgamento, o que levou à suspensão de vistos e à inclusão do nome de Alexandre de Moraes na lista de alvos da Lei Magnitsky.

    O interrogatório está previsto para o dia 14, em modalidade virtual. Como Eduardo está fora do Brasil e não indicou advogado, sua defesa ficará sob responsabilidade da Defensoria Pública da União.

    Também tramita um processo administrativo disciplinar contra Eduardo na Polícia Federal, onde possui o cargo de escrivão. Além de responder por abandono do cargo, a PF cita ainda tentativas de Eduardo de ofender, ameaçar e expor servidores da corporação na mídia, com o objetivo de intimidar as equipes responsáveis por investigações supervisionadas pela Corte.

    Processo: AP 2782-DF

    Com informações do Congresso em Foco

  • Justiça do Maranhão condena empresa de transporte aéreo por falha na prestação de serviços

    Justiça do Maranhão condena empresa de transporte aéreo por falha na prestação de serviços

    Em sentença proferida no 7º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, o Judiciário julgou procedente a ação de um homem, condenando a Latam Airlines ao pagamento de indenização por danos morais.

    De acordo com informações do processo, o autor adquiriu passagens aéreas junto à requerida, para saindo de São Luís (MA) com destino a Salvador (BA). Porém, houve atraso e seu voo foi realocado para o dia seguinte, com outro itinerário. Diante dos fatos, entrou na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.

    Na sentença, a juíza Maria José França Ribeiro destacou que o caso é de relação de consumo. “Da análise dos autos, verifica-se ser indiscutível o não cumprimento do contrato de transporte aéreo na forma que foi contratado, onde o transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos e contratados, sob pena de responder por perdas e danos, salvo motivo de força maior, o que deve ser verificado na análise desta demanda (…) Na ação, a demandada afirmou que o voo foi cancelado operacionalmente, por conta da necessidade de manutenção não programada na aeronave, ocasião inevitável e imprevisível”, pontuou.

    NÃO COMPROVOU A MANUTENÇÃO NA AERONAVE

    Observou, ainda, que a empresa deveria comprovar a tese de manutenção não programada, demonstrando que de fato houve o comprometimento da partida do voo que impediu a viagem, obrigando a realocação. “Por isso, não merece acolhimento a tese de imprevisibilidade de falha técnica da aeronave, quando ausente elementos de provas que sustentem a tese da empresa de transporte aéreo (…) Nem mesmo qualquer relatório indicativo de um problema de força maior foi anexado ao processo, ou dados acerca de manutenção contínua das aeronaves”, ponderou.

    A magistrada entendeu que, consideradas tais circunstâncias, não há como ser afastado o dever de reparação dos danos por causa da falha na prestação do serviço de transporte aéreo. “Conclui-se que a situação vivenciada pelo autor ultrapassa a esfera do mero aborrecimento, vindo a caracterizar o dano moral, ante o transtorno, angústia e aflição experimentados (…) O valor da indenização deverá cumprir a função pedagógica de obrigar a demandada a evitar casos semelhantes (…) Desta forma, arbitro a indenização por danos morais em R$ 4.500,00”, finalizou.

  • Eleições levam 11 governadores e 10 prefeitos de capitais a renunciar

    Eleições levam 11 governadores e 10 prefeitos de capitais a renunciar

    Saídas para a disputa eleitoral redesenha o comando político nos Estados. Trocas fortalecem vices, embaralham alianças regionais e mudam o peso dos partidos na largada da campanha. Veja quem saiu

    A desincompatibilização para as eleições deste ano provocou uma mudança imediata no comando de 11 Estados e 10 capitais brasileiras. O prazo para deixar o cargo terminou no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, como determina a legislação para ocupantes de funções no Executivo que queiram disputar postos diferentes.

    As mudanças nos governos estaduais não representam apenas uma exigência formal da lei eleitoral. Na prática, elas alteram o peso das legendas na máquina administrativa, reposicionam aliados regionais e entregam visibilidade a vice-governadores que podem entrar na disputa já no exercício do cargo.

    Entre os governadores que renunciaram estão dois presidenciáveis: Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás. Os demais, em sua maioria, devem disputar vagas no Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras em 2026.

    De saída

    Deixaram os cargos Gladson Cameli (PP), no Acre; Wilson Lima (União), no Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás; Mauro Mendes (União), em Mato Grosso; Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais; Helder Barbalho (MDB), no Pará; João Azevêdo (PSB), na Paraíba; Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro; e Antonio Denarium (Republicanos), em Roraima.

    Na maior parte dos casos, os vices assumem o comando dos Estados e passam a ocupar posição estratégica na sucessão local. O cenário mais delicado é o do Rio de Janeiro. Sem vice-governador, o Estado terá de escolher um ocupante tampão para o cargo até o fim do mandato. O formato dessa escolha ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal, que definirá se a eleição será direta ou indireta.

    Entre os novos governadores, já anunciaram pré-candidatura Celina Leão (PP-DF), Ricardo Ferraço (MDB-ES), Daniel Vilela (MDB-GO), Mateus Simões (PSD-MG), Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), Hana Ghassan (MDB-PA), Lucas Ribeiro (PP-PB) e Edilson Damião (Republicanos-RR).

    A saída do cargo, porém, não assegura presença na urna. A renúncia é apenas uma etapa legal para viabilizar a candidatura. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro no Tribunal Superior Eleitoral, previstos para agosto.

    Prefeitos de capitais

    Além das mudanças dos governadores, 10 prefeitos de capitais também deixaram seus mandatos para tentar o governo de seus respectivos Estados. Estão nessa lista Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; Lorenzo Pazolini (Republicanos), em Vitória; João Campos (PSB), no Recife; Eduardo Braide (PSD), em São Luís; Cícero Lucena (MDB), em João Pessoa; David Almeida (Avante), em Manaus; Dr. Furlan (PSD), em Macapá; Tião Bocalom (PSDB), em Rio Branco; Arthur Henrique (PL), em Boa Vista; e João Henrique Caldas, o JHC, hoje no PSDB, em Maceió.

    Reeleição

    A legislação não obriga governadores candidatos à reeleição a deixar o cargo. Por isso, nomes como Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe permanecem à frente dos governos durante a campanha. A mesma regra vale para o presidente Lula caso confirme a tentativa de reeleição.

    Sem eleição

    Há ainda governadores que optaram por cumprir o mandato até o fim sem entrar na disputa. É o caso de Paulo Dantas (MDB), em Alagoas; Carlos Brandão (sem partido), no Maranhão; Ratinho Junior (PSD), no Paraná; Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte; Eduardo Leite (PSD), no Rio Grande do Sul; Marcos Rocha (PSD), em Rondônia; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), no Tocantins.

    Em alguns Estados, essa permanência decorreu menos de desinteresse eleitoral e mais de obstáculos políticos. Fátima Bezerra articulava disputar o Senado, mas recuou depois que o vice, Walter Alves, se recusou a assumir o governo. Eduardo Leite, por sua vez, trabalhava para viabilizar uma candidatura presidencial, mas foi derrotado por Ronaldo Caiado na disputa interna do PSD.

    Com informações do Congresso em Foco

  • Retaliação pesada: atuação de Duarte Júnior contra esquema do INSS quase o tira das eleições

    Retaliação pesada: atuação de Duarte Júnior contra esquema do INSS quase o tira das eleições

    O deputado federal Duarte Júnior foi direto ao ponto ao enfrentar o escândalo envolvendo o INSS, se colocando como um dos principais nomes na defesa dos idosos que tiveram seus direitos violados. Atuante e incisivo, ele se tornou um verdadeiro algoz de quem, segundo denúncias da CPMI, teria participado de um esquema que prejudicou milhares de brasileiros.

    Mas a resposta veio em forma de retaliação. Nos bastidores, Duarte enfrentou um cerco político pesado. Mesmo com mandato, ele quase ficou sem partido para disputar as eleições. Tentou filiação em diversas siglas, mas esbarrou em sucessivas negativas vindas de direções nacionais alinhadas ao governo federal.

    O motivo seria claro: o enfrentamento direto a interesses poderosos. Informações apontam que nomes ligados ao entorno do presidente Lula, incluindo familiares, foram citados nas discussões, o que teria acirrado ainda mais o cenário.

    Sem poder tirá-lo do cargo, a estratégia teria sido outra: inviabilizar sua candidatura. Uma manobra considerada por aliados como um golpe baixo e sujo, com o objetivo de silenciar uma voz incômoda.

    Faltando poucas horas para o fim da janela partidária Duarte anunciou sua filiação no Avante.

    O caso gera um alerta grave. Para muitos, o que está em jogo vai além de um mandato: é o recado dado a quem decide enfrentar o sistema.

    Com informações do Portal a Fonte

  • “Estamos nos tornando indiferentes à violência”, alerta Papa Leão XIV

    “Estamos nos tornando indiferentes à violência”, alerta Papa Leão XIV

    Pela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. 

    “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV, neste domingo (5).

    O líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio.

    “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”.

    Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico.

    Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos.

    “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou o papa;

    Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.

    “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”

    Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”

    Com informações da Agência Brasil

  • Com apoio do Governo do Maranhão, Via Sacra do Anjo da Guarda transforma ruas do bairro em palco de arte e fé

    Com apoio do Governo do Maranhão, Via Sacra do Anjo da Guarda transforma ruas do bairro em palco de arte e fé

    O maior espetáculo teatral a céu aberto do estado e um dos principais do Nordeste, a Via Sacra do Anjo da Guarda foi encenada pelas ruas do bairro durante a Semana Santa, reunindo uma multidão. O evento é realizado pelo Grupo Independente de Teatro Amador (Grita) e conta com o apoio do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), via Lei de Incentivo à Cultura, e da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

    Esta é a 45ª edição do espetáculo que, além de ser uma manifestação artística da comunidade, também representa resistência, sendo patrimônio afetivo e cultural da capital maranhense. O tema deste ano foi “Paixão que inclui, arte que acolhe” e provocou reflexões sobre apagamento histórico, desigualdades sociais e racismo. O momento de fé e cultura foi vivenciado por milhares de pessoas.

    Claudio Silva, um dos fundadores do Grupo Grita, afirmou que a história do grupo também é a história do bairro Anjo da Guarda. “Existe uma cultura que a gente vem transformando de acordo com o tempo. Quando a gente começou aqui, não existiam casas de alvenaria. Hoje, faz 45 anos que a gente monta esse espetáculo e, a cada ano, é uma alegria imensa”, disse.

    Moradora do Anjo da Guarda, Marília Baltazar participa da encenação da Via Sacra há 36 anos e está entre as pioneiras da manifestação cultural e religiosa. A dedicação é tão grande que, mesmo com problemas na coluna, ela decidiu manter a presença no espetáculo deste ano como soldado romano.

    “Eu não resisti, eu iria chorar se não saísse na Via Sacra. É muito bom e prazeroso ver o envolvimento da comunidade com esse espetáculo. Cada vez que acontece a encenação, a comunidade participa, seja debaixo de chuva, mesmo estando doente, sempre está todo mundo presente, colaborando. É uma apresentação muito linda e o povo do Anjo da Guarda se sente honrado por isso”, comentou.

    Segurança reforçada

    Para garantir a segurança do evento e a tranquilidade de moradores e visitantes, foi montado um grande planejamento de segurança com a Operação Semana Santa, desencadeada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). As ações contam com cerca de 500 policiais militares apenas em São Luís e se estendem ao interior do estado, com ampliação das estratégias de prevenção e combate à criminalidade.

    A Operação Semana Santa conta com o trabalho integrado do sistema de segurança pública estadual e, além da Polícia Militar, mobiliza a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Perícia Oficial, o Centro Tático Aéreo (CTA), o Centro de Inteligência de Segurança Pública (Cisp), o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) e a Força Estadual.

    “A Via Sacra é um grande evento religioso que costuma unir as pessoas para fazerem suas orações. Então, o sistema de segurança pública está aqui para dar proteção à população e a todas as pessoas que estão aqui para aproveitar esse momento e voltarem para suas casas com tranquilidade”, afirmou a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade.

    O reforço das ações policiais da Operação Semana Santa segue até o Domingo de Páscoa (5) em todo o estado.

    Apoio à cultura

    Com a Lei de Incentivo à Cultura, a Secretaria de Estado da Cultura (Secma) está apoiando a 45ª edição da Via Sacra do Anjo da Guarda com investimento de R$ 250 mil, além da estrutura de palco e som. O maior espetáculo teatral ao ar livre do estado também conta com o apoio da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), contribuindo para o enriquecimento cultural da Grande Ilha e fortalecendo os laços entre o Porto do Itaqui e a comunidade local.

    “O Porto do Itaqui, por meio das ações de responsabilidade social, tem vários projetos sociais nessa área do entorno Itaqui-Bacanga, e apoiar a Via Sacra no Anjo da Guarda é reconhecer a identidade cultural que temos nesse território vizinho e tão parceiro. Acreditamos em uma comunhão e troca de experiências, gerando renda, empreendedorismo e, mais do que nunca, a união de todos por um mesmo território”, comentou a gerente de responsabilidade social do Porto do Itaqui, Marina Moura.

    Além do espetáculo, o projeto envolve oficinas e ações de capacitação profissional, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, diretriz seguida pela gestão da Emap. A Via Sacra do Anjo da Guarda une investimento em cultura, inclusão social e segurança pública.