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  • Ritmos de folia, samba e muita diversão marcam o pré-Carnaval no  Maranhão

    Ritmos de folia, samba e muita diversão marcam o pré-Carnaval no Maranhão

    O ano começou em ritmo de folia em São Luís. Um dos bairros mais tradicionais e boêmios da capital maranhense, Madre Deus, deu o pontapé para a maior festa popular brasileira: o Carnaval. O ritmo intenso do samba, a diversão e as cores vibrantes típicas do Carnaval ecoaram, nesta quarta-feira (1), pelas ruas da Madre Deus. 

    “Madre Deus é o berço da cultura. Quer se divertir, vem pra cá. É muito bom. A segurança é 100%. Aqui é só alegria”, disse a agente de saúde, Kátia Solange. 

    O evento, que marca a temporada pré-carnavalesca em São Luís, teve apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), e foi organizado pelo grupo Máquina de Descascar’Alho, que há quatro décadas comanda a festa naquela comunidade. 

    “O pré-Carnaval já começou na Madre Deus, comemorando os 40 anos da Máquina de Descascar’Alho. O público abraçou e está participando. É o nosso termômetro. Temos dois palcos preparados pela Secma, o que nos deixa muito honrados nesse 1º de janeiro. É um pré-Carnaval de muita sonoridade, de muita alegria”, destacou o fundador da Máquina de Descascar’Alho, Silvério Costa. 

    A festa ocorreu em dois locais principais do bairro: o Largo de São Jorge, ao lado da Casa Barrica, e o Ponto de Fuga. Além dos shows, o público acompanhou o tradicional arrastão de blocos culturais pelas ruas, que transforma cada esquina em extensão da festa.

    No palco São Jorge, rufaram os tambores do Tambor de Crioula Toque dos Bandeirantes, além das apresentações da Confraria do Copo, do Grupo Sindicato do Samba e do Bloco Os Vagabundos do Jegue. 

    Já no Ponto de Fuga marcaram presença os Blocos Os Fuzileiros da Fuzarca e Ritmistas Unidos da Madre Deus. Seguiram com a animação a Escola de Samba Turma do Quinto, Grupo Tô Di Mais, o Bicho Terra e a Máquina de Descascar’Alho.

  • Ação de Trump é tapa na cara das leis internacionais, diz especialista

    Ação de Trump é tapa na cara das leis internacionais, diz especialista

    A professora de Direito e Estudos Internacionais de Paz da Universidade de Notre Dame, Mary Ellen O’Connell, avaliou que o ataque militar do presidente Donald Trump à Venezuela deve aumentar a desconfiança em todo o mundo e não ajudará o país estadunidense a se consolidar como liderança global.

    Há ainda, segundo ela, o risco de que o cenário na Venezuela permaneça fundamentalmente o mesmo. 

    “O princípio mais importante do Estado de Direito, que sustenta tudo e a própria razão pela qual temos leis, é oferecer uma alternativa à ilegalidade e à violência para pessoas que decidem fazer justiça com as próprias mãos, usando a força física para conseguir o que querem. Não permitimos que os países usem violência equivalente entre si para se destacarem no mundo. O mundo prospera na paz, na harmonia, num sistema bem ordenado onde os tratados importam.”

    A professora lembrou que Trump ordenou um ataque de grandes proporções, executado por forças militares, que deixou mortos, destruição e medo entre o povo venezuelano, sem qualquer tipo de justificativa legal.

    “É um tapa na cara de todas as leis [internacionais]. Como se, de alguma forma, o presidente Trump pudesse decidir o que fazer em relação ao direito de uso da força militar. Isso vai causar um grande desapontamento no mundo. Não vai ajudar, no curto prazo, a restabelecer a liderança norte-americana e o apoio a leis internacionais. Vai causar mais desconfiança. Vão ser necessários muitos anos até que os Estados Unidos consigam recuperar um senso de respeito como país que respeita o Estado de Direito e a democracia.”

    Mary Ann lembra ainda que, até onde se sabe, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, deve assumir o poder no país, conforme determinação do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol).

    “Mesmo que Maduro tenha sido removido do país ilegalmente e possa ser submetido a julgamento nos Estados Unidos, parece que isso não mudará fundamentalmente o cenário na Venezuela. Não é um triunfo claro para a democracia e, certamente, um sinal de pouco caso com o Estado de Direito”.  

    Por fim, a especialista destacou que, no curso da história, países que cumprem as leis internacionais são os que de fato alcançam sucesso e eventualmente surgem como líderes globais.

    “O presidente Trump está correto em se preocupar já que Maduro não é nenhum herói. Precisamos sim dar um jeito no tráfico de drogas e no tráfico humano em todo o mundo e nas Américas. Mas não faremos isso violando a lei, mas restabelecendo e apoiando a lei, criando tribunais que sejam corajosos o suficiente para e enfrentar quem não respeita as leis”. 

    Entenda

    No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

    O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

    O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

    *Com informações da Reuters. 

  • China pede aos EUA a libertação imediata de Maduro e sua esposa

    China pede aos EUA a libertação imediata de Maduro e sua esposa

    O Ministério das Relações Exteriores da China pediu hoje (4) que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, que foram capturados ontem (3) em Caracas e estão sendo mantidos sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York.

    Para o governo chinês, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, a ação deflagrada pelos Estados Unidos “violou claramente” o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, além dos propósitos e princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

    No comunicado, a China pede que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa e cessem com a tentativa de derrubar o governo venezuelano. Além disso, afirma o governo chinês, os Estados Unidos precisam garantir que esse problema seja resolvido “por meio do diálogo e da negociação”.

    Esta foi a segunda manifestação oficial da China sobre o caso. Ontem (3), o Ministério das Relações Exteriores da China já havia condenado o uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, dizendo estar “profundamente chocado” com a ação deflagrada ontem.

    “A China condena veementemente o uso flagrante da força por parte dos Estados Unidos contra um país soberano e sua ação contra o presidente de outro Estado”, afirmou a chancelaria.

    Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve acontecer amanhã (5) para discutir a situação da Venezuela.

    Com informações da Agência Brasil

  • Cerca de 300 mil idosos brasileiros têm algum grau de TEA, diz estudo

    Cerca de 300 mil idosos brasileiros têm algum grau de TEA, diz estudo

    A prevalência autodeclarada de Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre indivíduos com 60 anos ou mais é 0,86%, o que corresponde a aproximadamente 306.836 pessoas. A taxa é ligeiramente maior entre os homens (0,94%) em comparação com as mulheres (0,81%).

    A análise feita pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com base no Censo Demográfico de 2022.

    De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com algum grau de TEA, condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social.

    Embora o TEA seja tipicamente diagnosticado e manifeste seus sinais durante a infância, trata-se de uma condição que permanece ao longo da vida. Em adultos mais velhos o reconhecimento ainda é limitado, tanto no diagnóstico quanto ao acesso a terapias adequadas.

    “Do ponto de vista das políticas públicas de saúde, esses dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA. A prevalência tem crescido nos últimos anos, porém a literatura científica nacional e internacional ainda é escassa em relação ao que se sabe sobre o TEA no contexto do envelhecimento”, afirmou a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na PUCPR, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro.

    Segundo a pesquisadora, pessoas que envelhecem no espectro tendem a apresentar redução na expectativa de vida e alta prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de maior risco de declínio cognitivo e de condições clínicas, incluindo taxas mais elevadas de doenças cardiovasculares e disfunções metabólicas.

    “Dificuldades na comunicação, sobrecarga sensorial e rigidez de comportamento podem dificultar ainda mais o acesso à saúde dessa população. Portanto, o conhecimento em torno da prevalência do TEA em pessoas idosas no Brasil é o primeiro passo para compreender suas necessidades e assim subsidiar políticas públicas direcionadas a este público”, disse.

    Diagnóstico tardio

    De acordo com a pesquisadora, a identificação do TEA em pessoas idosas é difícil porque algumas manifestações do transtorno como isolamento social, inflexibilidade, comportamento rígido e interesses restritos podem ser confundidos com características de outros transtornos ou sintomas de ansiedade, depressão ou demência.

    Além disso, a falta de profissionais capacitados para a identificação e até as modificações nos critérios podem dificultar o diagnóstico.

    “O diagnóstico é frequentemente recebido com alívio, porque o idoso sente que oferece uma explicação para dificuldades interpessoais e sensoriais vivenciadas ao longo da vida, promovendo maior autocompreensão e aceitação”, explicou a especialista.

    Com informações da Agência Brasil

  • Moraes autoriza visitas de filhos e enteada a Bolsonaro

    Moraes autoriza visitas de filhos e enteada a Bolsonaro


    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, permitiu, de forma permanente, que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas na prisão da Superintendência da Polícia Federal (PF)
    , em Brasília, dos filhos dele que residem no Brasil: Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura. A enteada Letícia Firmo também poderá visita-lo.

    Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 três meses, em regime inicial fechado, por coordenar a trama de tentativa de golpe de Estado,  na Superintendênciada PF.

    “Dessa forma, cumpridas as determinações legais, autorizo a visitação permanente de Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e [da filha menor idade], filhos do sentenciado e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, independentemente de nova autorização, dentro dos horários estabelecidos nos termos da Portaria SR/PF/DF nº 1104, de 28 de março de 2024”, diz a decisão.

    O ministro Moraes ressaltou que permanece válida a autorização de visitação permanente, dada em dezembro, à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Fica de fora da decisão o filho Eduardo Bolsonaro, que reside no Estados Unidos desde março de 2025. Em dezembro, Eduardo perdeu o mandato de deputado federal por não comparecer às sessões deliberativas da Câmara Federal.

    Data e hora

    De acordo com o magistrado, as visitas ocorrerão às terças e quintas-feiras, das 9 horas às 11 horas, com duração de 30 minutos, com limitação de dois familiares por dia. Cada familiar deverá  visitar o preso separadamente.

    Alta hospitalar

    As autorizações permanentes de visitação dos quatro filhos e da enteada foram concedidas um dia após o ex-presidente receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos.

    Nesta quinta-feira (1°), o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente para mudança para prisão domiciliar.

  • Cem turistas brasileiros deixaram a Venezuela após ataque dos EUA

    Cem turistas brasileiros deixaram a Venezuela após ataque dos EUA

    O governo brasileiro informou, neste sábado (3), que 100 brasileiros que faziam turismo na Venezuela cruzaram a fronteira com o Brasil, em Roraima, após os ataques dos Estados Unidos (EUA) contra o país sul-americano.

    O Itamaraty segue acompanhando a situação da comunidade brasileira na Venezuela, informou a ministra interina do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maria Laura da Rocha.

    “Nossa embaixada em Caracas segue acompanhando com atenção não apenas o desenrolado dos acontecimentos, mas também a situação da comunidade brasileira naquele país. Não havendo qualquer relato de vítimas ou feridas na comunidade brasileira”, disse a ministra interina.

    A embaixadora Maria Laura substitui o ministro Mauro Vieira, que estava de férias, mas interrompeu o descanso e viajou de volta a Brasília ainda neste sábado para acompanhar os acontecimentos envolvendo o país vizinho.

    A embaixadora Maria Laura falou com a imprensa no Itamaraty, após a segunda reunião emergencial do dia sobre a invasão da Venezuela pelos EUA.

    O encontro foi coordenado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a participação também dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandoviski, da Secretaria de Comunicação do Planalto, Sidônio Palmeira, e da Defesa, José Múcio.

    Também participaram da reunião a ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, além de representantes da secretaria de Relações Institucionais.

    O ministro da Defesa, José Múcio, reforçou que a fronteira segue aberta e tranquila, sugerindo aos brasileiros que queiram deixar o país que procurem as representações diplomáticas.

    “Da maneira que está tudo calmo, as fronteiras estão abertas, não há nenhuma restrição. O brasileiro que estiver lá pode vir, procure o seu embaixador, o embaixador ajudou, a vice-cônsul brasileira lá também tem ajudado bastante, de maneira que nós estamos só de plantão para ver se surgem novos acontecimentos”, disse Múcio.

    Chefe de Estado

    Questionados sobre quem o Brasil reconhece como chefe de Estado na Venezuela, Maria Laura disse que é a vice-presidente Delcy Rodríguez. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, afirmou.

    A ministra interina do MRE disse ainda que o Brasil participa da reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marcada para este domingo (4), e do Conselho de Segurança da ONU, marcado para próxima segunda-feira (5). Em ambos os encontros, será discutida a agressão dos EUA contra a Venezuela.

    “O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, é pela soberania dos países”, afirmou Maria Laura.

    Em comunicado publicado mais cedo, o presidente Lula condenou o ataque argumentando que foi uma violação do direito internacional.

    Entenda

    A agressão dos EUA contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

    Com informações da Agência Brasil

  • Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

    Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

    A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento, neste sábado (3), pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares dos Estados Unidos após bombardeios contra o país.

    Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano. Segundo ela, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro.

    “Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse Delcy em cadeia nacional de rádio e TV.

    A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela. 

    A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

    Delcy afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada deste sábado e reforçou a posição do governo de que a ação é uma tentativa dos EUA de terem controle sobre os recursos naturais do país caribenho “sob falsos pretextos”.

    A vice-presidente acrescentou que ativou, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano para proteção do território contra a invasão dos Estados Unidos.

    “Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, disse a mandatária.

    Delcy convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manter a calma para “afrontar, juntos, em perfeita união nacional. Que essa fusão policial-militar-popular se converta em um só corpo e saiamos nessa etapa maravilhosa de defesa da nossa soberania, da nossa independência nacional”.

    A vice-presidente agradeceu as manifestações de solidariedade de países ao redor do mundo e destacou que hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer outra nação.

    “O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

    Entenda

    O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

  • Suprema Corte da Venezuela ordena que Delcy Rodríguez assuma presidência

    Suprema Corte da Venezuela ordena que Delcy Rodríguez assuma presidência

    A Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela ordenou neste sábado (3) que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina do país na ausência de Nicolás Maduro, que foi detido na madrugada deste sábado em uma operação das forças americanas.

    A decisão judicial determinou que Rodríguez assumiria “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

    A decisão acrescentou que o tribunal irá debater a questão a fim de “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”.

    Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar do que o governo americano irá governar a Venezuela após a captura de Maduro neste sábado (3), Rodríguez que Nicolás Maduro é o único presidente do país.

    Em discurso na televisão estatal de Caracas, ela pediu calma e união para defender o país em meio ao “sequestro” de Maduro e afirmou que a Venezuela jamais será colônia de qualquer nação.

    Com informações da CNN Brasil

  • América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

    América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

    A invasão militar na Venezuela pelos Estados Unidos e o rapto do presidente Nicolás Maduro representam um risco para todos os países da América Latina. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a ação do presidente Donald Trump viola todas as normas internacionais e a Carta das Nações Unidas, configurando um ataque a um país soberano e ignorando o direito à autodeterminação dos povos.

    “O princípio do respeito à soberania dos Estados já foi desrespeitado, o que significa que todos os Estados da nossa região estão à mercê da intervenção dos Estados Unidos, de acordo com o humor do presidente dos Estados Unidos, com os interesses das empresas norte-americanas. Todo o nosso subcontinente está, portanto, entregue à vontade, ao arbítrio do senhor Donald Trump”, disse Williams Gonçalves, professor titular aposentado de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

    Ele considera ainda lamentável e inadmissível que essa ação seja aceita por Estados, como é o caso do presidente da Argentina, Javier Milei, e até por agrupamentos políticos dentro dos países. “É uma verdadeira traição a toda a luta que o povo argentino travou para defender a sua independência, para defender a sua autonomia. O mesmo nós podemos dizer a respeito dos grupos políticos dentro do Brasil que saúdam, que festejam uma coisa dessas”, disse.

    Gonçalves, que é também pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU), explica que saudar a intervenção na Venezuela é um verdadeiro convite a que Donald Trump, arbitrariamente, decida quando e por que invadirá o Brasil ou os países vizinhos. Ele acrescenta que Trump utiliza uma retórica típica do imperialismo e colonialismo do século 19.

    “Todos os chefes de Estado deveriam estar unidos e recorrendo a todos os instrumentos jurídicos e políticos, para condenar com a maior veemência possível essa intervenção. Nossos militares deveriam estar se pronunciando, afirmando que, no Brasil, não se tolerará uma intervenção como essa”, lamentou o especialista.

    Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha afirma que o compromisso de Donald Trump com o direito internacional é nenhum.

    “Ele não entende as relações internacionais pautadas por normas, ele entende as relações internacionais pautadas pela força e pelo interesse de curto prazo, pela motivação imediata. Isso torna o mundo muito mais imprevisível, muito mais perigoso”, analisou Rocha.

    Para o professor, a intervenção estabelece a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos para interferir em qualquer governo soberano da região. “Se está acontecendo agora com a Venezuela, não nos iludamos, poderá acontecer amanhã com a Colômbia, com o Brasil, com o Peru, ou com qualquer outro país”, disse.

    Outra implicação é o incentivo ao fortalecimento das divisões internas das sociedades. “Ao tentar criar a polarização internamente, os Estados Unidos encontram um pouco mais de espaço para prevalecer seus interesses de curto prazo, que não terão nenhuma coincidência com os interesses das sociedades em questão dos governos que ali estão constituídos.”

    “Há claramente uma sinalização também de preferências por governos específicos e de interferências nos processos eleitorais que estão em curso ainda na região, Colômbia e Brasil claramente como os principais alvos”, mencionou Rocha. Ele avalia que é preciso defender o multilateralismo e uma atuação mais decisiva das Nações Unidas, apesar de a instituição estar “completamente desaparelhada”.

    As consequências desse ataque para a América Latina são graves, afirma Rocha, e não apenas imediatas, mas de longo prazo. “A Colômbia já mobilizou tropas, o Brasil deverá fazer a mesma coisa, colocar tropas na fronteira. Se os Estados Unidos decidirem ocupar militarmente a Venezuela, nós teremos um pesadelo, nós teremos aqui um governo segundo o Vietnã.”

    Na análise do professor, a Venezuela está muito dividida e o governo nunca foi popular. “É um governo péssimo que destruiu um país, tentou implantar um sistema muito mais pela propaganda socialista do que pela realidade”, disse. No entanto, afirmou que a Venezuela é um país soberano e que a invasão e retirada do presidente de seu território configuram uma violação das normas internacionais.

    Com informações da Agência Brasil

  • Maduro será julgado pelos Estados Unidos, diz procuradora

    Maduro será julgado pelos Estados Unidos, diz procuradora

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3). Eles foram sequestrados durante ação militar, confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump (foto).

    Segundo Bondi, ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.

    “Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi no X (antigo Twitter).

    A procuradora-geral não detalhou as acusações contra Cilia Flores.

    Coragem

    “Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, finalizou Bondi.

    O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de “vil e covarde”. Padrino pediu ajuda internacional. Bombardeios dos Estados Unidos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses. 

    Com informações da Agência Brasil