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  • Maduro desembarca em Nova York escoltado por agentes federais

    Maduro desembarca em Nova York escoltado por agentes federais

    Imagens transmitidas em canais de televisão mostraram o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca 95 quilômetros da cidade de Nova York, nos Estados Unidos (EUA).

    A aeronave que levou o líder latino-americano e sua esposa, Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (3), mais de 16 horas após a captura do casal, em Caracas, por forças especiais norte-americanas em uma invasão militar sem precedentes do território venezuelano.

    No desembarque, Maduro aparecia cercado por dezenas de agentes federais do FBI e da DEA, a agência de combate às drogas do país norte-americano.  Vestindo moletom e usando capuz, ele parecia ter algemas nos pés e nas mãos, e tinha dificuldade de descer as escadas da aeronave e caminhar pela pista até um hangar do aeroporto. 

    Segundo a imprensa dos EUA, Maduro e a esposa, que serão processados por tráfico internacional de drogas, acusação ainda sem apresentação pública de provas por parte do governo norte-americano, serão agora deslocados de helicóptero até Manhattan, na sede da DEA. De lá, encaminhados a presídios, onde responderão detidos às imputações.

    Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em sua primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Maduro, que o próprio governo estadunidense vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.

    A operação militar envolveu cerca de 150 aeronaves e foi planejada por meses, disseram as autoridades norte-americanas.

    Trump não soube precisar por quanto tempo precisará controlar diretamente o país sul-americano, que possui uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros (km) com o Brasil. Apesar disso, ele indicou um possível diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado, Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país. Ela, porém, rechaçou qualquer subordinação ao governo dos EUA, em sua primeira manifestação

    Com informações da Agência Brasil

  • Inscrições para o Sisu 2026 começam em 19 de janeiro

    Inscrições para o Sisu 2026 começam em 19 de janeiro

    As inscrições para a edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 começarão no dia 19 de janeiro e poderão ser feitas exclusivamente pela internet, até o dia 23 de janeiro. A edição será a maior em número de instituições participantes, com 136 universidades, institutos federais e centros federais de educação tecnológica, que ofertarão 274,8 mil vagas em 7.388 cursos.

    A inscrição é gratuita e pode ser feita exclusivamente pelo Portal de Acesso Único ao Ensino Superior. Os candidatos poderão se inscrever em até duas opções de vagas.

    O candidato poderá concorrer às modalidades de reserva de vagas da Lei de Cotas e às ações afirmativas próprias das instituições. Para isso, precisa preencher o cadastro socioeconômico e indicar as modalidades de reserva de vagas que deseja concorrer.

    De acordo com o edital publicado pelo Ministério da Educação (MEC), o processo seletivo terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026, e a matrícula junto às instituições começa a partir de 2 de fevereiro de 2026.

  • Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente, diz New York Times

    Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente, diz New York Times

    Um dos principais jornais dos Estados Unidos (EUA) – o New York Times (NYT) – publicou neste sábado (3) um editorial criticando as ações do governo de Donald Trump e chamando de ilegal o ataque à Venezuela. Para o jornal, o país sul-americano foi o primeiro alvo da nova doutrina de segurança da Casa Branca para América Latina.

    “Aparentemente, a Venezuela tornou-se o primeiro país sujeito a esse imperialismo moderno, o que representa uma abordagem perigosa e ilegal para o papel dos EUA no mundo”, diz o texto assinado pelo Conselho Editorial do jornal nova iorquino.

    O imperialismo é o conceito usado quando “um país central se vale de seu maior poderio econômico, político e militar para subordinar países periféricos de acordo com seus próprios interesses”, explicou o sociólogo Raphael Seabra, professor da Universidade de Brasília (UnB).

    Em coletiva neste sábado, Trump disse que vai governar a Venezuela até uma “transição segura” de governo, além de admitir que as petroleiras dos EUA vão explorar os recursos energéticos da Venezuela, que é a nação com a maior reserva de petróleo comprovada do planeta. 

    O NYT rejeitou o argumento do presidente norte-americano de que Maduro seria líder de um cartel de drogas. “A alegação é particularmente ridícula neste caso, visto que a Venezuela não é uma produtora significativa de fentanil ou das outras drogas”, disse o periódico.

    O jornal acrescentou que, ao mesmo tempo em que atacava barcos venezuelanos, Trump concedia indulto a Juan Orlando Hernández, “que comandava uma vasta operação de narcotráfico quando era presidente de Honduras, de 2014 a 2022”. O indulto a Hernández ocorreu no contexto das eleições hondurenhas, em que Trump apoiou o candidato do partido do ex-presidente condenado. 

    “Seu governo justificou os ataques às pequenas embarcações alegando que elas representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos. Mas uma ampla gama de especialistas jurídicos e militares rejeita essa alegação”, completou o jornal. 

    Dominar a América Latina

    Ainda segundo o New York Times, a explicação mais plausível para ação de Trump na Venezuela pode ser encontrada na Estratégia de Segurança Nacional recentemente divulgada pela Casa Branca. “Nela, o governo reivindica o direito de dominar a América Latina”, diz o texto.

    No início de dezembro, o governo Trump publicou as diretrizes da política externa da Casa Branca reafirmando a “proeminência” dos EUA na América Latina, o que foi lido como um recado à China. 

    Legitimidade internacional

    O editorial do NYT afirma ainda que a ação de Trump, “sem qualquer aparência de legitimidade internacional”, corre o risco de fornecer justificativa para outros governos, como China e Rússia, dominarem “seus próprios vizinhos”.

    O jornal nova iorquino avalia que Trump está empurrando os EUA para uma crise internacional e lembrou que o presidente precisaria pedir autorização ao Congresso para essa ação. “Sem a aprovação do Congresso, suas ações violam a lei dos EUA”, disse o NYT.

    Em entrevista neste sábado, Trump argumentou que não precisaria de autorização do Congresso porque a ação resultou “apenas” na prisão de duas pessoas, não foi uma invasão “tradicional”.

    “Se há uma lição fundamental a ser aprendida com a política externa americana no último século, é que tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação”, argumentou o jornal estadunidense.

    O NYT lembrou que o país passou 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e que, ao derrubar o governo de Muamar Kadafi, na Líbia, criou um Estado fragmentado no norte da África.

    “As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Ele ameaça replicar a arrogância americana que levou à invasão do Iraque em 2003”, completou o editorial.

    Ainda segundo o jornal, é grande o potencial para o caos na Venezuela.

    “Apesar da captura de Maduro, os generais que apoiaram seu regime não desaparecerão repentinamente. Tememos que o resultado do aventureirismo do Sr. Trump seja o aumento do sofrimento dos venezuelanos, o crescimento da instabilidade regional e danos duradouros aos interesses dos Estados Unidos em todo o mundo”, finaliza o jornal.

    Com informações da Agência Brasil

  • Trump: operação é um aviso a quem ameaçar soberania dos EUA

    Trump: operação é um aviso a quem ameaçar soberania dos EUA

    Em um duro pronunciamento neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a invasão militar na Venezuela é recado claro a nações que tentarem contrariar os interesses norte-americanos. A operação resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e um possível controle do país.

    “Outros presidentes podem ter faltado coragem ou algo assim para defender a América. Mas eu nunca permitirei que terroristas e criminosos atuem impunemente contra os Estados Unidos. Esta operação extremamente bem-sucedida deve servir como um aviso a qualquer um que ameace a soberania americana ou coloque vidas americanas em perigo”, disse Trump, logo depois de anunciar que os EUA passariam a tomar controle total da Venezuela até que se possa fazer uma transição segura de poder.

    “Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, iniciativa e habilidade americanos. E o regime socialista roubou isso de nós durante administrações anteriores, roubou pela força. Isso constituiu um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país. Uma infraestrutura petrolífera gigantesca foi tomada como se fôssemos bebês, e não fizemos nada a respeito. Eu teria feito algo. A América nunca permitirá que potências estrangeiras roubem nosso povo ou nos empurrem para fora do nosso próprio hemisfério. Foi isso que fizeram”, destacou Trump.

    O presidente dos EUA enumerou uma série de acusações contra Maduro, sobretudo relacionadas a suposto envolvimento com narcotráfico e uma suposta apreensão unilateral de petróleo, ativos e plataformas dos EUA. Trump também citou o apoio do venezuelano a outros países que seriam hostis aos EUA, sem citar quais.

    “Sob o agora deposto ditador Maduro, a Venezuela passou a hospedar cada vez mais adversários estrangeiros em nossa região e a adquirir armas ofensivas ameaçadoras que poderiam colocar em risco interesses e vidas dos Estados Unidos. E eles usaram essas armas ontem à noite. Usaram essas armas ontem à noite, potencialmente em conluio com os cartéis que operam ao longo da nossa fronteira”, prosseguiu.

    Operação mantida

    Trump garantiu também que as forças armadas do país permanecerão posicionadas, com os EUA mantendo todas a opções militares até que as exigências sejam “totalmente atendidas e plenamente satisfeitas”.

    “Todas as figuras políticas e militares da Venezuela – como vocês podem entender – o que aconteceu com Maduro pode acontecer com elas, e acontecerá se não forem justas, sequer, com seu próprio povo. O ditador e terrorista Maduro finalmente se foi da Venezuela. O povo está livre. Livre novamente. Faz muito tempo para eles, mas agora estão livres. A América é uma nação mais segura nesta manhã. É uma nação mais orgulhosa nesta manhã porque não permitiu que essa pessoa horrível e esse país, que estavam fazendo coisas muito ruins contra nós, continuassem”, afirmou, sem especificar exatamente quais serão as exigências americanas sobre o país a partir de agora.

    Captura de Maduro

    Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

    “O ditador ilegítimo Maduro era o chefe de uma vasta rede criminosa responsável por traficar quantidades colossais de drogas mortais e ilícitas para os Estados Unidos. Conforme alegado na denúncia, ele supervisionava pessoalmente o cartel brutal conhecido como Cartel de los Soles, que inundou nosso país com veneno letal, responsável pela morte de incontáveis americanos, muitos, muitos americanos, centenas e milhares de americanos morreram ao longo dos anos por causa dele”, enfatizou.

    Segundo Trump, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, vão enfrentar “todo o peso da Justiça americana e serão julgados em solo americano”. Neste momento, de acordo com o norte-americano, eles estariam a caminho de Nova York, onde deverão ser processados e julgados.

    Com informações da Agência Brasil

  • Trump publica suposta foto de Maduro em navio após captura

    Trump publica suposta foto de Maduro em navio após captura

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (3) em uma rede social uma suposta foto do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em um navio norte-americano, após ter sido capturado e retirado do país.

    Na imagem, Maduro aparece com óculos escuros e usando um conjunto de moletom cinza. Ele segura uma garrafa de água e, aparentemente, está algemado. Trump informou hoje que Maduro e a primeira-dama Cilia Flores estão sendo levados de navio para Nova York.

    Na madrugada deste sábado, o governo dos Estados Unidos anunciou um ataque à Venezuela. A capital, Caracas, e outras cidades foram atingidas por vias aérea e terrestre. 

    Entenda

    A invasão da Venezuela pelos EUA marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam Maduro, sem apresentar provas, de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

    Com informações da Agência Brasil

  • CNBB defende democracia e alerta para “graves retrocessos” no Brasil

    CNBB defende democracia e alerta para “graves retrocessos” no Brasil

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou “grave preocupação” com alguns retrocessos no campo da ética e do cuidado com os pobres. A Carta de Ano-Novo de lideranças católicas foi publicada no apagar das luz de 2025, na segunda-feira (29). 

    Sobre a democracia no país, a entidade afirma que o ano de 2025 foi marcado por “profundas tensões e retrocessos sociais” que fragilizaram a confiança nas instituições.

    “No âmbito da convivência democrática, o ano de 2025 foi marcado por profundas tensões e retrocessos sociais, que deixaram feridas abertas no tecido social. Algumas experiências fragilizaram seriamente a confiança nas instituições e desafiaram as pessoas de boa vontade, que acreditam numa sociedade mais justa e fraterna”, diz a mensagem.

    Para a entidade, a democracia é um “patrimônio do povo brasileiro” que exige cuidado, diálogo e respeito aos freios e contrapesos institucionais.

    “A democracia, com sua exigência de diálogo, suas instituições, seus freios e contrapesos, é patrimônio do povo brasileiro e precisa de cuidado e promoção. Embora imperfeita, ela é terreno fértil onde a justiça e a verdade podem se abraçar (cf. Sl 85,10) e florescer.”

    A entidade defende que a nação deve reencontrar o caminho da pacificação, do diálogo e do respeito mútuo.

    Desafios à ética

    O balanço crítico de 2025 dos bispos brasileiros aponta que a convivência democrática foi prejudicada por interesses econômicos e disputas de poder que enfraqueceram mecanismos essenciais de controle.

    Entre os pontos citados pela Igreja, destacam-se:

    • Conduta de autoridades: o texto denuncia “a perda de decoro e a falta de responsabilidade por parte de algumas autoridades, especialmente do nosso Congresso Nacional”.
    • Enfraquecimento da ética e o aumento da corrupção na vida pública;
    • Fragilização dos mecanismos democráticos, por causa de interesses econômicos e disputas de poder;
    • Flexibilização de marcos legais: a CNBB critica as mudanças na Lei da Ficha Limpa e na Lei Geral do Licenciamento Ambiental;
    • Ameaças à proteção ambiental e aos povos originários e tradicionais, neste último caso, com a aprovação do marco temporal no Congresso Nacional;
    • Violência e intolerância: a mensagem condena o discurso de ódio, a manipulação da verdade e o aumento, especialmente, de crimes como o feminicídio;
    • Pagamento de juros e amortizações da dívida: deixa o país sem capacidade de maior investimento em áreas como educação, saúde, moradia e segurança;
    • Desigualdade social, que continua marginalizando muitos;
    • Uso de drogas e o crescimento de “economias ilícitas”.

    Cenário nacional

    Apesar das críticas, a carta também elenca vitórias celebradas em 2025, no Brasil. No campo social e econômico, a Igreja Católica destacou o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do aumento da taxa de médicos por habitante.

    No campo econômico, a CNBB valorizou a queda da taxa de desemprego, a estabilidade da inflação e o relativo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como fato marcante no comércio de bens e serviços em 2025, a instituição não esqueceu da “retirada de algumas tarifas norte-americanas sobre vários produtos brasileiros”, negociada pelo governo federal, e “a abertura de novos mercados internacionais”.

     No setor ambiental, os bispos destacaram o protagonismo do Brasil em energias renováveis e a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, o que reforçou o compromisso com o cuidado do planeta Terra e combate à crise climática. “Reafirmamos que nenhum projeto político pode se sobrepor à vida, ao respeito à pessoa humana, à justiça social e ao cuidado com a casa comum.”

    Também foram mencionadas como experiências positivas a taxação de grandes fortunas e a mobilização popular sobre a redução da jornada de trabalho, a chamada escala 6×1, com a realização de um plebiscito popular.

    Valores cristãos

    Como instituição que reúne os bispos da Igreja Católica no país, a mensagem reafirma a posição firme da Igreja contra qualquer iniciativa de legalização do aborto e defende a “sacralidade da vida desde a concepção até o seu fim natural” como o primeiro dos direitos e dom gratuito de Deus.

    Os bispos vão além e ressaltam outros aspectos contemporâneos que devem ser observados em defesa da vida humana.

    “Defender a vida, contudo, implica também lutar contra a fome, a miséria e a desigualdade. Defender a vida significa criar condições para que ‘todos tenham vida e vida em abundância’ (Jo 10,10)”, frisa a CNBB.

    O texto termina com a citação do sonho de dom Helder Câmara e a poesia de Thiago de Mello para reforçar que, embora o cenário atual apresente dificuldades, a esperança deve ser a força transformadora para 2026. “Faz escuro, mas eu canto, porque a manhã vai chegar.”

    A carta é assinada pelo presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Cardeal Spengler; pelo arcebispo de Goiânia e 1º vice-presidente da instituição, dom João Justino de Medeiros Silva; pelo 2º vice-presidente da entidade e arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa; e pelo secretário-geral da conferência e bispo auxiliar de Brasília, dom Ricardo Hoepers (foto).

    O que é a CNBB

    Fundada em 1952, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem a função de coordenar a ação evangelizadora e pastoral da Igreja Católica e promover o bem comum e a justiça social.

    Como parte da Igreja Católica, a CNBB atua em questões religiosas, mas também tem voz ativa na sociedade civil e comumente trata de temas de direitos humanos, ética e política, em especial nas campanhas anuais da fraternidade. As iniciativas são realizadas durante o período da Quaresma cristã.

    Com informações da Agência Brasil

  • Venezuela denuncia guerra colonial e interesse dos EUA em petróleo

    Venezuela denuncia guerra colonial e interesse dos EUA em petróleo

    O governo da Venezuela repudiou e denunciou, perante a comunidade internacional, a “gravíssima agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos” contra o território e a população venezuelanos, em comunicado oficial, neste sábado (3). O país afirma que essa é uma tentativa de impor uma guerra colonial e que o objetivo é se apoderar do petróleo e minerais venezuelanos.

    “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o comunicado.

    Segundo as autoridades do país, foram atingidas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A diplomacia venezuelana, diz o texto, apresentará as denúncias ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países não Alinhados (MNOAL), exigindo a condenação e a prestação de contas do governo dos Estados Unidos.

    A Venezuela informou ainda que, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência.

    Há ainda uma convocação para a população. “O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz.”

    Soberania e petróleo

    De acordo com o governo, o objetivo deste ataque é apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar com o uso da força a independência política da nação. “Não conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e o seu governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o seu destino”, acrescentou.

    “A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma ‘mudança de regime’, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores”, diz o governo.

    O comunicado menciona ainda que, desde 1811, a Venezuela tem enfrentado e derrotado impérios. “Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: ‘A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da pátria’. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.”

    O documento termina com uma citação do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez: “Diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

    Com informações da Agência Brasil

  • Fronteira do Brasil com a Venezuela está tranquila e aberta, diz Múcio

    Fronteira do Brasil com a Venezuela está tranquila e aberta, diz Múcio

    A fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, está tranquila, monitorada e aberta, informou neste sábado (3) o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio. O governo disse ainda que não há notícia de brasileiros feridos pelos bombardeios dos Estados Unidos (EUA) contra a Venezuela.

    “A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos, algumas coisas que vão acontecer durante o dia”, disse Múcio.

    O ministro da Defesa disse que o Brasil tem 10 mil militares na região amazônica, com 2,3 mil em Roraima. Múcio acrescentou que há muita informação desencontrada e que o governo monitora os acontecimentos.

    A fala ocorreu após reunião de emergência no Itamaraty, em Brasília, da qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou por videoconferência. Uma segunda reunião de emergência foi marcada para às 17h, também no Itamaraty.

    Participaram também da primeira reunião as ministras interinas das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e da Casa Civil, Miriam Belchior, além do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) disse que o presidente Lula reforçou o posicionamento divulgado mais cedo no sentido de condenar o ataque dos EUA contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolas Maduro, e sua esposa Cilia Flores, por militares estadunidenses.

    A ministra interina Maria Laura da Rocha disse que o Brasil ainda não tem informações sobre o paradeiro do presidente Maduro, mas confirmou que não há relatos de brasileiros feridos.  

    “A comunidade brasileira está tranquila e nenhuma ocorrência até o momento. Os turistas que lá estão estão conseguindo sair normalmente. Normalidade total com relação à comunidade brasileira”, disse a ministra interina.

    Entenda

    A invasão da Venezuela pelos EUA marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

    Com informações da Agência Brasil

  • Frente Parlamentar reage a tarifa chinesa e pede ação rápida para carne bovina

    Frente Parlamentar reage a tarifa chinesa e pede ação rápida para carne bovina

    Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu com preocupação ao anúncio do governo da China de que passará a impor, a partir de 2026, um sistema de cotas tarifárias por país para a importação de carne bovina, com aplicação de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite anual.

    Para a bancada ruralista, é necessário agir rapidamente para evitar instabilidade no mercado e impactos negativos já no início do ano.

    Em nota, a FPA afirmou que a medida “exige reação imediata” e anunciou que irá atuar junto ao Ministério da Agricultura (Mapa), ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo federal para abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas.

    A bancada também pretende solicitar um levantamento técnico detalhado do fluxo recente das exportações, com o objetivo de embasar a estratégia brasileira e reduzir o risco de desorganização do mercado, efeitos sobre o abate e queda na renda dos produtores.

    Com informações do Congresso em Foco

  • Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é “afronta gravíssima à soberania”

    Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é “afronta gravíssima à soberania”

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou neste sábado (03), o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Pelas redes sociais, Lula disse que o país norte-americano cometeu “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.

    “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

    Com informações da CNN Brasil