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  • Audiência Pública debate estratégias para fortalecer a segurança pública em Caxias e região

    Audiência Pública debate estratégias para fortalecer a segurança pública em Caxias e região

    A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) promoveu, na tarde desta quinta-feira (14), uma audiência pública na Câmara Municipal de Caxias. O objetivo do encontro foi mobilizar a região leste maranhense para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao combate à criminalidade e à promoção da paz social.

    Durante a reunião, que contou com a presença da cúpula da segurança estadual, foram apresentadas demandas da sociedade civil e propostas para aprimorar a eficiência do setor.

    A audiência foi uma proposição da deputada estadual Daniella e conduzida pelo presidente da Comissão, deputado Ricardo Arruda. A iniciativa buscou aproximar o Poder Legislativo das necessidades da população, fomentando o diálogo institucional entre as polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Judiciário e gestores municipais.

    O deputado Ricardo Arruda frisou a importância da descentralização do debate sobre a segurança pública. “Caxias novamente dá um grande exemplo ao Maranhão ao ouvir a população e trazer soluções. A Assembleia pode sair de seus muros para discutir soluções concretas para melhor segurança pública da região”, destacou o parlamentar.

    Autora da proposição, a deputada Daniella enfatizou que a união entre os poderes é o caminho para a resolutividade das demandas regionais. “Boa política se constrói em conjunto e com proposição. Quando isso acontece de mãos dadas, tem muita chance de dar certo. Estamos aqui por causas, propósito e responsabilidade pública, com total disposição para trabalhar juntos pelo interesse coletivo”, afirmou.

    Debates

    Na audiência, foram discutidas situações como a necessidade de aumento do efetivo policial, a valorização do serviço de inteligência e o investimento em infraestrutura e viaturas. Professores, advogados e lideranças comunitárias tiveram a oportunidade de expor os principais gargalos da região. Entre as sugestões apresentadas pela comunidade, a funcionária pública Maria Tereza Mendes destacou a urgência de novas estruturas para atender as demandas locais.

    A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, ressaltou que o planejamento técnico e a integração das forças são pilares da gestão estadual. “Não se faz segurança pública de forma isolada. Tudo o que foi dito aqui foi ouvido com cuidado para proteger as pessoas, garantindo dignidade e condições de trabalho aos nossos policiais”, pontuou.

    O prefeito de Caxias, Gentil Neto, destacou que o diálogo com a classe política e órgãos públicos tem gerado resultados práticos. “Tivemos uma redução de 13% nos homicídios entre 2024 e 2025 devido a sugestões colhidas em encontros como este e à parceria contínua com o Governo do Estado”, afirmou o gestor.

    Encaminhamentos

    Durante os trabalhos, parlamentares apresentaram proposições concretas para a melhoria do sistema de segurança na região. Entre os principais encaminhamentos e propostas discutidas estão a estruturação do novo Batalhão de Polícia Militar em Caxiase; proposta para a implementação do Observatório Municipal de Segurança Pública; sugestão para a instalação de uma base do Centro de Tática Aérea (CTA) no município; reforço do efetivo policial e realização de operações integradas na regional; e a defesa de maiores investimentos financeiros e uso intensivo de inteligência policial.

    O deputado Catulé Júnior defendeu que os instrumentos de trabalho das polícias sejam modernizados. “Precisamos representar os anseios da sociedade e ajudar a mudar este quadro com o uso das forças integradas”, destacou. Já o deputado Carlos Lula defendeu o aporte de mais recursos para o setor, enquanto o deputado Adelmo Soares ressaltou a importância de planejar e executar ações que unam os poderes públicos em favor da comunidade.

    Sociedade

    Representando a voz da sociedade civil e lideranças locais, a funcionária pública Maria Tereza Mendes reforçou a importância da criação do novo batalhão para atender as demandas imediatas da cidade. O advogado Adriano Medeiros também pontuou a necessidade de valorização do serviço de inteligência e o aumento de efetivo por meio de concurso público. Já o vereador de São João do Sóter, Itamar Alves, solicitou reforço nas operações regionais para o combate à criminalidade.

    Além das autoridades citadas, participaram da reunião os deputados federais Paulo Marinho Jr. e Amanda Gentil; o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto; o delegado-geral, Augusto Barros; o comandante de segurança do interior, coronel Márcio Silva; a prefeita de São João do Sóter, Josa Silva; além de vereadores e representantes da sociedade civil.

  • “É um caso de polícia”, diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

    “É um caso de polícia”, diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

    Brasil- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que os vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, é um caso de polícia.

    A declaração foi feita em resposta ao questionamento de uma jornalista durante visita do presidente à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia, a Fafen, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.  

    “Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou o presidente. 

    Lula se referia ao escândalo envolvendo o senador pelo Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Palácio do Planalto, revelado em reportagem do portal The Intercept Brasil

    De acordo com a publicação, Flávio articulou repasses de R$ 134 milhões do banqueiro supostamente para financiar a realização de um filme sobre a trajetória política do pai, que governou o país entre 2019 e 2022.    

    O banqueiro Daniel Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras por meio do Banco Master, que teve sua liquidação decretada no fim do ano passado, por decisão do Banco Central (BC), após a constatação da incapacidade da instituição em honrar com os depósitos e aplicações de clientes.

    Ao revelar o envolvimento entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept divulgou um áudio do próprio senador que menciona a importância do filme sobre o pai e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

    A reportagem revela também, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025.

    Prisão

    As últimas conversas entre ambos, mostradas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. 

    Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fraudes financeiras.

    Vorcaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília, e negocia um acordo de delação premiada.

    O filme estaria sendo realizado por uma produtora no exterior, com atores e equipes estrangeiros, e tem previsão de ser lançado ainda este ano. 

    Ainda segundo a matéria, o apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. 

    Deputados federais da base no governo apresentaram uma denúncia à PF e à Receita Federal para que apurem se houve ilegalidades nas transações e se os recursos podem estar relacionados a algum tipo de propina.

    Outro lado

    Horas após a publicação da reportagem, nesta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro, que inicialmente negou a situação, acabou admitindo ter pedido o recurso e ter mantido relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.  

    “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, esclarece Flávio. 

    “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou o parlamentar na manifestação, horas após a publicação da matéria.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro negou ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já”, completou.

    Pouco depois de divulgar a nota, um vídeo de Flávio repetindo os mesmos argumentos também foi compartilhado nas redes sociais. Na gravação, ele disse que Vorcaro parou de honrar com as parcelas pendentes do patrocínio e informa que havia um contrato assinado a respeito desses repasses prometidos. Ele não deu informações a respeito do suposto contrato.

  • Coletivo Nós cobra mais assistentes sociais para as escolas da rede municipal de ensino de São Luís

    Coletivo Nós cobra mais assistentes sociais para as escolas da rede municipal de ensino de São Luís

    Com assistentes sociais presentes na galeria da Câmara Municipal de São Luís, o co-vereador Jhonatan Soares (foto), do Coletivo Nós (PT), ocupou a tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira (13) para celebrar o Dia da Assistente Social, comemorado em 15 de maio, e cobrar mais valorização e estrutura para a categoria.

    “Esta não é apenas uma data de parabéns, de flores, mas sobretudo é uma data de luta, de resistência e de afirmação da ética. O serviço social não é caridade, é ciência e é compromisso político”, afirmou o parlamentar, que direcionou a fala às profissionais presentes na galeria.

    O co-vereador destacou o papel central das assistentes sociais na construção de políticas públicas estruturantes do país, como o Bolsa Família e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), e lembrou que o projeto de amparo aos órfãos da Covid-19, reconhecido nacionalmente, nasceu da iniciativa de uma assistente social.

    Rede Municipal de Ensino

    Um dos pontos centrais do discurso foi o déficit de profissionais na Rede Municipal de Ensino. Segundo Jhonatan Soares, São Luís conta com quase 500 escolas diretas e indiretas e possui apenas três assistentes sociais para acompanhar toda a rede municipal. “Estamos onde o Estado muitas vezes falha, garantindo que o cidadão invisível seja visto e que o seu direito seja respeitado”, disse o parlamentar.

    O co-vereador também relembrou o avanço do Projeto de Lei Nº 0243/2025, de autoria do Coletivo Nós, que propõe a inserção do Serviço Social e da Psicologia na Rede de Educação Básica e que já avançou na Comissão de Educação da Câmara. Para ele, garantir assistentes sociais nas escolas é uma medida de combate estrutural à evasão escolar, ao trabalho infantil e à violência doméstica.

    Jhonatan Soares também denunciou as condições precárias enfrentadas pelas profissionais nos equipamentos públicos da cidade, citando as sedes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do Coroadinho e da Cidade Olímpica como exemplos de infraestrutura inadequada, com relatos de assistentes sociais que, durante tiroteios, precisaram se proteger se escondendo debaixo das mesas.

    Ao encerrar, o parlamentar reforçou o apoio do mandato às pautas da categoria, entre elas o piso salarial nacional, previsto no Projeto de Lei Nº 1.827/2019, em tramitação no Senado Federal; a jornada de 30 horas sem redução salarial e a realização de concursos públicos para garantir continuidade no atendimento. “As assistentes sociais e os assistentes sociais de São Luís e de todo o Maranhão recebam o nosso respeito e a garantia de que essa tribuna é um eco para as suas reivindicações”, concluiu.

  • PF: pai de Vorcaro liderava A Turma, milícia pessoal do banqueiro

    PF: pai de Vorcaro liderava A Turma, milícia pessoal do banqueiro

    Brasil- Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado pela Polícia Federal (PF) como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

    Nesta quinta-feira (14), Henrique foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e a atuação de Daniel Vorcaro junto a agentes públicos. 

    O alvo principal da fase deflagrada hoje são os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro. 

    “Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão. 

    A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. 

    Vazamento de investigações 

    O material mostra que Marilson tinha papel de operacionalizar as ações de intimidação aos desafetos de Vorcaro, além de conseguir informações sigilosas sobre investigações em curso tendo como alvo Henrique e Daniel Vorcaro, mediante pagamentos a uma delegada e a um agente da própria Polícia Federal. 

    Lotado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, o policial Anderson da Silva Lima “era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo VORCARO, inclusive mobilizando sua rede de confiança dentro da corporação”, relatou a PF. 

    A pedido da PF, Mendonça determinou a transferência de Marilson Roseno da Silva para o Sistema Penitenciário Federal, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma. Anderson da Silva Lima também foi preso preventivamente nesta quinta. 

    “Marilson exerce papel de liderança no núcleo “A Turma”, em posição hierárquica elevada, sendo imprescindível a sua custódia em estabelecimento com maior rigor de fiscalização, restrição de contatos e reforço da incomunicabilidade prática, a fim de impedir que continue a influenciar a organização criminosa ou a frustrar o andamento das investigações”, escreveu o ministro. 

    Segundo a PF, outra figura crucial que exercia papel de gerente dos grupos criminosos é Felipe Mourão, cujo apelido era Sicário. Ele chegou a ser preso em fase anterior da Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela para a qual foi levado, na superintendência da PF em Belo Horizonte. 

    Jogo do bicho e ameaças

    Também foi preso nesta quinta Manoel Mendes Rodrigues, suspeito de ser líder de uma filial da Turma, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações da PF, ele teria participado diretamente de ameaças de morte presenciais contra um comandante de um iate e um chefe de cozinha no município de Angra dos Reis (RJ). 

    Segundo o testemunho das pessoas ameaçadas, ao realizar ele próprio as ameaças, Manoel relatou ser “amigo de Vorcaro” e que “mexia com o jogo do bicho”. 

    Fuga com computadores 

    Em relatório parcial, a PF diz que outro homem apontado como figura de destaque na organização criminosa é David Henrique Alves, que seria responsável por contratar hackers para executar monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis em redes sociais. 

    Alves foi preso em uma fase anterior da Compliance Zero em uma aparente fuga com carro que pertencia a Felipe Mourão. No veículo estavam cinco computadores e objetos pessoais. A suspeita da PF é de que os equipamentos seriam destruídos. 

    Além dele, foram presos Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier, apontados com hackers que executaram os crimes cibernéticos. 

    Prisões 

    Ao todo, foram presas nesta quinta-feira (14) sete pessoas. São elas: 

    • Anderson da Silva Lima 
    • David Henrique Alves
    • Henrique Moura Vorcaro, 
    • Manoel Mendes Rodrigues
    • Victor Lima Sedlmaier
    • Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos
    • Sebastião Monteiro Júnior 

    Defesa

    A defesa de Henrique Vorcaro enviou nota na qual chama a prisão de “grave e desnecessária”, por ter sido realizada antes mesmo do pai de Daniel Vorcaro ser ouvido nas investigações. 

    “Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele”, escreveram os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta. 

    Agência Brasil tenta contato com as defesas dos demais citados e deixa o espaço aberto para incluir os posicionamentos.

  • Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

    Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

    A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta-feira (13) a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, responsável pela marca Ypê, contra a suspensão da fabricação, venda e uso de produtos da marca.

    Na abertura da 8º Reunião Ordinária, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação. O item voltará a ser analisado pela diretoria na sexta-feira (15). 

    Safatle afirmou que a Anvisa e a empresa têm realizado reuniões técnicas para “mitigação dos riscos sanitários”. A previsão, segundo o presidente, é que a empresa apresente nesta quinta-feira (14) medidas para correção das irregularidades encontradas na fábrica

    De acordo com Safatle, em fiscalização realizada em abril deste ano, as equipes da Anvisa, em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo, encontraram 76 irregularidades na unidade, como a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes

    O presidente da agência reguladora manteve o alerta para que os consumidores não utilizem os lotes terminados em 1, por causa de contaminação.

    “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, disse. 

    Em nota, a Ypê informou que está em colaboração com a Anvisa “na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026”.

    Representantes da empresa se reuniram ontem com diretores da agência “e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa”.

    “A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor”, disse a empresa, acrescentando que solicitou a manutenção da suspensão até que todas as medidas estejam concluídas. 

    Sobre a reunião, a Anvisa informou, também em um comunicado divulgado ontem, que a fábrica de Amparo intensificou “o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025”.

    Participaram da reunião o diretor-presidente, Leandro Safatle; o diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização; o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e COO da empresa, Jorge Eduardo Beira.

    Entenda o caso 

    No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.

    A agência informou ter verificado “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”.

    Um dos principais problemas é a  presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária a infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.

    A empresa recorreu da decisão e a fabricação e comercialização dos produtos passaram a ficar liberados. No entanto, a Ypê não retomou a produção ainda. 

    >> Veja os produtos com os lotes que terminam com o número 1:

    • Lava Louças Ypê Clear Care 
    • Lava Louças com enzimas ativas Ipê 
    • Lava Louças Ypê 
    • Lava Louças Ypê Clear Care 
    • Lava Louças Ypê Toque Suave 
    • Lava Louças concentrado Ypê Green 
    • Lava Louças Ypê Clear 
    • Lava Louças Ypê Green 
    • Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor 
    • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas 
    • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac 
    • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha 
    • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green 
    • Lava Roupas Líquido Ypê Express 
    • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT 
    • Lava Roupas Líquido Ypê Premium 
    • Lava Roupas Tixan Maciez 
    • Lava Roupas Tixan Primavera 
    • Desinfetante Bak Ypê
    • Desinfetante de uso geral Atol 
    • Desinfetante Perfumado Atol 
    • Desinfetante Pinho Ypê
    • Lava roupas Tixan Power ACT 

    Com informações da Agência Brasil

  • Polícia Federal prende pai do banqueiro Daniel Vorcaro em nova operação

    Polícia Federal prende pai do banqueiro Daniel Vorcaro em nova operação

    A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (14) o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro.

    A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master.

    A operação é da Dicor, Diretoria de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Federal de Brasília, como nova fase da Compliance Zero.

    Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.

    Com informações da CNN Brasil

  • CPI da Alema inicia trabalhos de apuração sobre denúncias de corrupção envolvendo vice-governador Camarão

    CPI da Alema inicia trabalhos de apuração sobre denúncias de corrupção envolvendo vice-governador Camarão

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada pela Assembleia Legislativa do Maranhão para apurar denúncias de corrupção na Vice-Governadoria e na Secretaria de Estado da Educação, realizou sua primeira reunião de trabalho na tarde desta quarta-feira (13), na Sala das Comissões.

    Na oportunidade, foi confirmado o nome do deputado Dr. Yglésio (PRD) para a relatoria do colegiado. Também foram votados requerimentos de autoria do relator e do deputado Rodrigo Lago (PSB). Os trabalhos foram iniciados com a leitura da ata da reunião anterior que elegeu a deputada Ana do Gás (Republicanos) como presidente da CPI. Em seguida, foram apresentados e votados cinco requerimentos, dos quais três foram aprovados.

    “Na primeira reunião oficial da CPI foram ouvidos os membros e, a partir disso, deliberamos sobre requerimentos, aprovando uns e rejeitando outros. Agora, vamos seguir com o planejamento, com reuniões todas as terças-feiras. Avalio que nesta reunião atendemos a todos os interessados e creio que vamos seguir com esse entendimento, de transparência e cuidado”, destacou a deputada Ana do Gás.

    Os dois primeiros requerimentos aprovados, de autoria de Dr. Yglésio, solicitaram, respectivamente, a realização de sessões fechadas para análise de documentos acerca das apurações e o compartilhamento, por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) de inquéritos relativos à investigação.

    “Aprovamos hoje dois requerimentos de compartilhamento das informações de procedimentos realizados pelo Ministério Público que estão sob segredo de Justiça, inclusive solicitamos a marcação de uma sessão secreta, após recebimento desse material, e aprovamos também. A gente quer fazer a CPI da melhor forma possível, esse é o centro do nosso esforço, tentar entregar um resultado para que a população saiba o que está acontecendo de fato”, pontou Dr. Yglésio.

    Outro requerimento aprovado, de autoria de Rodrigo Lago, solicitou a convocação do empresário José Papile, da empresa Taec Módulos, responsável pela obra da escola que será construída no bairro Angelim, em São Luís. O parlamentar tinha solicitado ainda a convocação de outro empresário do ramo da construção civil e ainda o compartilhamento de inquérito, ambos requerimentos rejeitados.

  • Pesquisa aponta que fake news sobre eleições miram urnas eletrônicas

    Pesquisa aponta que fake news sobre eleições miram urnas eletrônicas

    Brasil- Nesta quarta-feira (13), as urnas eletrônicas completaram 30 anos de existência no Brasil em meio a narrativas de desinformação sobre o sistema de votação. 

    Uma pesquisa do Projeto Confia, iniciativa do Pacto pela Democracia, revela que mais de 45% dos conteúdos falsos sobre eleições compartilhados nos últimos ciclos eleitorais tinham como alvo o funcionamento das urnas eletrônicas. 

    Em seguida aparecem conteúdos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, com 27,1%, teorias de fraude na apuração dos votos, com 21,8%, e desinformação sobre regras e logística eleitoral, com 15,4%.

    Entre os exemplos mais recorrentes de fake news sobre as urnas estão mensagens que afirmavam existir um suposto atraso no botão “confirma” ou alegações falsas de que a urna completaria automaticamente os números digitados pelo eleitor.

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    Segundo Helena Salvador, coordenadora do Projeto Confia, os conteúdos desinformativos exploram justamente o desconhecimento técnico da população sobre o funcionamento do sistema eleitoral eletrônico

    “As narrativas recorrem a falsas explicações técnicas para sugerir falhas e possibilidades de manipulação. Elementos concretos da experiência de votação, como as teclas da urna e as mensagens exibidas na tela, são utilizados para gerar estranhamento e alimentar dúvidas”, afirmou.

    Para Helena, a distância entre o contato da população com a urna e a compreensão sobre o funcionamento da tecnologia favorece a circulação desse tipo de conteúdo.

    “As pessoas só têm acesso à urna a cada dois anos, no domingo de votação. Isso faz com que, se alguém espalha uma notícia falsa sobre um botão ou uma tecla, muita gente não tenha como checar rapidamente”, explicou.

    A coordenadora do estudo afirma que o objetivo foi entender de onde surge a desconfiança nas eleições e preparar estratégias de enfrentamento à desinformação para as eleições de 2026.

    “A gente queria entender em que exatamente as pessoas deixaram de acreditar quando falam das eleições. O levantamento mostra que a maior parte da desinformação circula em torno das urnas eletrônicas, queremos chegar em 2026 preparados para construir contra narrativas fortes e responder rapidamente aos ataques contra o sistema eleitoral”, disse.

    A pesquisa analisou mais de 3 mil conteúdos publicados nas eleições de 2022 e 2024. Desses, 716 mensagens foram selecionadas para análise qualitativa aprofundada. Segundo o estudo, 326 mensagens, que seria o equivalente a mais de 45% do total, continham ataques relacionados às urnas eletrônicas.

    O Pacto pela Democracia é uma coalizão formada por mais de 200 organizações da sociedade civil que atua na defesa do Estado Democrático de Direito, no monitoramento de ameaças à democracia e no combate à desinformação eleitoral. O estudo analisou mensagens desinformativas circuladas nas eleições de 2022 e 2024.

    Confiança 

    Uma pesquisa Quaest divulgada em fevereiro deste ano mostra que 53% dos brasileiros dizem confiar nas urnas eletrônicas. Em 2022, levantamento do Datafolha divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontava índice de 82%.

    Entre pessoas com 60 anos ou mais, 53% afirmam confiar no sistema, índice associado pelos pesquisadores à memória do período em que o voto era realizado em papel, antes de 1996. Já entre jovens de 16 a 34 anos, a confiança chega a 57%.

    Entre 35 e 50 anos, 50% afirma não confiar nas urnas eletrônicas. 

    “Ninguém critica as urnas apenas dizendo que elas são ruins, existem explicações bastante sofisticadas online tentando convencer as pessoas de que o sistema não funciona. Isso mostra a importância de tornar mais compreensível o caminho do voto, desde o momento em que o eleitor aperta a tecla até a totalização”, afirma Helena Salvador.

  • Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

    Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro

    Deputados federais do PT, PSOL e PCdoB anunciaram nesta quarta-feira (13) que vão apresentar uma denúncia à Polícia Federal (PF), bem como um requerimento à Receita Federal e um pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), para investigar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    O pedido se baseia em uma reportagem do site The Intercept Brasil que revelou que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte milionário para financiar um filme sobre a família Bolsonaro. Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras.

    Trocas de mensagens e documentos obtidos pelo veículo mostram Flávio cobrando Vorcaro pelos pagamentos. O valor mencionado na negociação seria de, aproximadamente, R$ 134 milhões, segundo o Intercept. O apoio do banqueiro viabilizaria a realização do filme, que estava sendo realizado no exterior, com atores e equipe estrangeiros. 

    Em um dos áudios, Flávio menciona a importância do filme e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

    “Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e fico preocupado com o efeito contrário com o que a gente sonhou para o filme”, diz o senador, em áudio. 

    A matéria revela, com base em áudios e mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025. O suposto apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

    Investigação

    O líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (SC), apontou uma possível ilegalidade na transferência.

    “Esse recurso encaminhado lá nos EUA para o fundo que tem relação com o advogado de Eduardo Bolsonaro, passou pela Receita, teve cobrança tributária, foi declarado, é ilegal?”, questionou.

    De acordo com Uczai, um requerimento com essas indagações será encaminhado à Receita Federal. Os parlamentares também anunciaram que vão apresentar uma denúncia à Polícia Federal (PF), para que abra o inquérito e investigue possíveis crimes no envolvimento entre Vorcaro e Flávio.

    “Ninguém doa o valor de R$ 134 milhões se não tiver relação pessoal, política e até afetiva”, disse o deputado.

    Nas mensagens reveladas pela reportagem, o senador trata o banqueiro como “irmão” e chega a proferir frases como: “Estou e estarei contigo sempre”. As conversas vazadas, segundo o Intercpet, teriam ocorrido dias antes da primeira prisão de Vorcaro e da liquidação do Banco Master por decisão do Banco Central.

    “Lavagem de dinheiro, corrupção passiva, tráfico de influência e financiamento ilegal. Há indícios fortes desses quatro crimes, que precisam ser investigados, na relação entre o senador Flávio Vorcaro e o banqueiro Daniel Bolsonaro. Porque agora os nomes começam a se misturar”, acusou o líder da federação PSOL/Rede na Câmara, deputado federal Tarcísio Motta (RJ).

    Já a atual líder da bancada do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), apontou que o suposto valor de R$ 134 milhões é muito acima do que custaria um filme, o que abre questionamentos sobre a real finalidade do recurso. De forma irônica, ela comparou o orçamento de Dark Horse, o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o de obras brasileiras premiados recentemente, como Ainda Estou Aqui e Agente Secreto.

    “O Ainda Estou Aqui não passou de R$ 50 milhões. O Agente Secreto foi R$ 28 milhões de orçamento. Qual é a biografia que tem o senhor Jair Bolsonaro para ter um filme de R$ 134 milhões? É importante que a gente também apure para onde de fato, foi esse dinheiro. Para o bolso de quem foi, nós precisamos saber”, afirmou.

    Outro lado

    Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de dinheiro para financiar o filme e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma relação privada.  

    “É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.

    Flávio disse que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024,”quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”

    “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, disse o parlamentar na manifestação.

    Ainda na nota, Flávio Bolsonaro nega ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

    “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, completou.

    Com informações da Agência Brasil

  • Governo e Câmara acordam fim da 6×1 e jornada de 40 horas semanais

    Governo e Câmara acordam fim da 6×1 e jornada de 40 horas semanais

    Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5×2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

    Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

    No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

    “Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

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    O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento “e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC”, de forma a valorizar a negociação coletiva e para que “as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

    Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

    A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6×1. 

    O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

    Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.

    Com informações da Agência Brasil