Categoria: Últimas notícias

  • Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro

    Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (20) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Na semana passada, Bolsonaro passou mal no presídio e foi levado para o Hospital DF Star, onde continua internado. O ex-presidente se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana.

    O pedido para que a PGR apresente um parecer foi feito após a direção da Papudinha informar a Moraes que a transferência para a unidade hospitalar ocorreu em razão do “risco de morte” do ex-presidente.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Mais cedo, no relatório enviado ao Supremo, o presídio comunicou oficialmente ao ministro que realizou a escolta para o hospital.

    “A escolta teve início às 6h52, após avaliação e determinação da médica de plantão, Dra Ana Cristina, em razão do risco de morte do custodiado. O trajeto foi concluído por volta das 8h55, com chegada no Hospital DF Star”, diz o relatório.

    Após o ex-presidente passar mal, a defesa fez novo pedido de prisão domiciliar a Moraes. Não há prazo para decisão.

    De acordo com boletim médico divulgado na manhã de hoje, Bolsonaro segue internado e não tem previsão de alta.

    Com informações da Agência Brasil

  • Brandão sanciona lei que amplia acesso à saúde com transporte intermunicipal gratuito

    Brandão sanciona lei que amplia acesso à saúde com transporte intermunicipal gratuito

    O governador Carlos Brandão sancionou a Lei nº 12.795/2026, de iniciativa do deputado estadual Catulé Júnior, que assegura a gratuidade no transporte intermunicipal rodoviário terrestre para pacientes em tratamento de hemodiálise, pessoas diagnosticadas com hérnia de disco em grau severo e trabalhadores rurais aposentados em situação de debilidade permanente.

    A nova legislação, sancionada chefe do Palácio dos Leões, tem como objetivo ampliar o acesso à saúde e garantir mais dignidade a quem depende de deslocamentos frequentes entre municípios para tratamento médico ou enfrenta limitações físicas.

    Beneficiados

    De acordo com o texto da lei, terão direito ao benefício pacientes que comprovem a realização contínua de hemodiálise, bem como aqueles diagnosticados com hérnia de disco severa mediante laudo médico.

    Também estão contemplados trabalhadores rurais aposentados que comprovem debilidade permanente, seja por documentação do INSS ou por laudo médico que ateste a condição.

    A legislação prevê, ainda, a extensão do benefício a um acompanhante, nos casos em que houver recomendação médica ou quando se tratar de trabalhador rural aposentado em condição que o impeça de se deslocar sozinho.

    As empresas responsáveis pelo transporte intermunicipal deverão garantir o cumprimento da lei, sob pena de sanções administrativas, conforme regulamentação específica. A solicitação da gratuidade deverá ser feita com antecedência mínima de 48 horas, mediante apresentação dos documentos exigidos.

    A iniciativa reforça o compromisso com políticas públicas voltadas à inclusão social e ao cuidado com a população mais vulnerável, especialmente aqueles que enfrentam desafios diários para acessar serviços essenciais de saúde.

  • Governo já fiscalizou 1,1 mil postos e distribuidoras de combustíveis para evitar abusos

    Governo já fiscalizou 1,1 mil postos e distribuidoras de combustíveis para evitar abusos

    O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos.

    Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.

    Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) já notificou empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis.

    No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos.

    “Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e gasolina.

    O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Omuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume global da mercadoria.

    Lima e Silva também informou que foi assinada uma portaria criando uma força-tarefa para o monitoramento e a fiscalização dos mercados combustíveis “unindo e agregando” o trabalho da Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

    Segundo ele, a portaria que será publicada no Diário Oficial da União também serve como “reforço normativo” para que outros órgãos dos estados e dos municípios possam participar “com o lastro institucional adequado” no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, formação de cartel de postos e de crimes contra a economia popular.

    Com informações da Agência Brasil

  • MPMA recomenda extinção do consórcio de transporte público em São Luís

    MPMA recomenda extinção do consórcio de transporte público em São Luís

    O Ministério Público do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís, expediu, nesta quinta-feira, 19, Recomendação ao Município de São Luís para a imediata instauração de processo administrativo, com a finalidade de extinguir o contrato de concessão do Consórcio Via SL, em razão das sucessivas quebras contratuais e da completa incapacidade operacional de continuidade da prestação do serviço.

    Também foi recomendada a autorização, no prazo de 30 dias, em caráter precário e emergencial, para a contratação de novas empresas destinadas a operacionalizar as linhas vacantes, até a conclusão do processo licitatório destinado à nova concessão do serviço.

    O MPMA concedeu prazo de 10 dias úteis para a Prefeitura de São Luís se manifestar sobre o cumprimento da Recomendação.

    IRREGULARIDADES

    Assinada pela promotora de justiça Lítia Cavalcanti, a manifestação ministerial levou em consideração as sucessivas paralisações totais e parciais, de forma unilateral, da operação do Consórcio Via SL, constatadas desde 18 de dezembro de 2025, o que tem ocasionado a falta de atendimento de 27 linhas e prejuízos a um número indeterminado de usuários.

    Também teve como referência o constante atraso no pagamento dos salários e a demissão em massa dos trabalhadores rodoviários da empresa Expresso Rei de França, integrante do Consórcio VIA SL, cujo processo de recuperação judicial tramita na 1ª Vara de Paço do Lumiar.

    Conforme explicou a promotora de justiça, a Recomendação tem natureza preventiva e corretiva. “O objetivo é regularizar o serviço público essencial de transporte coletivo, bem como evitar a responsabilização cível, administrativa e criminal do ente e agentes públicos que eventualmente descumprirem as orientações estabelecidas no documento”.

  • MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente

    MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente

    O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de medicina que apresentaram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. Publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), as medidas determinam desde a suspensão do ingresso de novos alunos até restrições ao Programa Universidade para Todos (Prouni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

    A decisão foi baseada na avaliação de 351 cursos. As instituições punidas obtiveram notas 1 e 2, em uma escala que vai até 5, e o rigor das sanções variou conforme o percentual de alunos proficientes em cada unidade.

    Divisão das sanções

    O MEC separou as instituições em grupos, aplicando punições proporcionais à gravidade dos resultados:

    • Grupo 1 – instituições com nota 1 e menos de 30% de estudantes com proficiência: punição mais severa, com suspensão imediata de novos alunos, proibição de novas vagas e abertura de processo de supervisão.. Além disso, fica suspensa da possibilidade de celebrar contratos de Fies e com outros programas federais de acesso ao ensino.

    A medida foi aplicada contra a Universidade Estácio Angra dos Reis, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.

    • Grupo 2 – instituições com nota 1 e proficiência entre 30% e 40%:dos estudantes: redução de 50% das vagas autorizadas e impedimento de expansão, além de proibição de contrato do Fies e e restrição à participação em programas federais.

    Centro Universitário Presidente Antônio Carlos; Universidade Brasil; Universidade do Contestado; Universidade de Mogi das Cruzes; Universidade Nilton Lins; Centro Universitário de Goiatuba; Centro Universitário das Américas; Faculdade da Saúde e Ecologia Humana; Centro Universitário CEUNI (Fametro); Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras; Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns (Itumbiara).

    • Grupo 3 – instituições com nota 2 e proficiência entre 40% e 50%: redução de 25% das vagas e restrições a programas federais de financiamento.

    As instituições penalizadas foram: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho. Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc. Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês.

    • Além dessas, outras 40 graduações de medicina com nota 2, mas proficiência acima de 50%, entraram em processo de supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, garantindo o direito de defesa.

    Universidades Federais

    O ministério também incluiu instituições públicas na lista. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) responderão a processos de supervisão. A UFPA foi a única pública a sofrer sanção imediata, com corte de 50% das vagas.

    Segundo o MEC, as cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou agravadas com base nos resultados do Enamed 2026.

    Com informações da Agência Brasil

  • Governadores fecham 29° Fórum com carta conjunta e agenda de ações para a Amazônia Legal

    Governadores fecham 29° Fórum com carta conjunta e agenda de ações para a Amazônia Legal

    O 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal reuniu, no decorrer desta semana, lideranças dos estados da região para uma agenda repleta de decisões e entregas voltadas ao desenvolvimento sustentável. A programação incluiu a 2ª Assembleia Geral do Consórcio da Amazônia Legal (CAL), seguida de coletiva de imprensa. Na sequência, durante o encerramento do evento, a reunião governamental, no Hotel Blue Tree Premium São Luís, concentrou os principais anúncios do evento.

    Um dos destaques foi a divulgação da instalação do Fórum de Turismo da Amazônia e a apresentação de entregas das câmaras setoriais, como o projeto regional de regularização fundiária, o posicionamento conjunto para o Plano Safra 2026/2027, o manifesto de apoio à criação da Universidade Federal Indígena e ações integradas de enfrentamento aos crimes ambientais.

    Durante a realização das Câmaras Setoriais do Fórum, os diálogos deram continuidade às discussões dos projetos que estavam em andamento na gestão do ex-presidente do Consórcio, governador Helder Barbalho, com as novidades já sob a liderança do governador Carlos Brandão.

    “A novidade é o Plano de Ecoturismo e a Câmara Temática, para que possamos explorar a região com sustentabilidade. Em cada reunião, colhemos frutos da anterior. Construímos propostas em áreas como segurança, educação, saúde, meio ambiente, agricultura familiar e planejamento, e essas trocas de experiências são muito importantes para aperfeiçoar a gestão”, avaliou o governador Carlos Brandão.

    Paz no Campo e Sustentabilidade

    Também foram firmados acordos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Uma das assinaturas garantiu apoio financeiro ao Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), que através do apoio do Fundo Amazônia, vai fortalecer a regularização fundiária em 85 municípios da Amazônia Legal no estado, consolidando o Programa Paz no Campo. O investimento será superior a R$52 milhões de reais, com execução prevista para três anos. 

    Em outra frente, foi firmado o contrato operacional do Projeto de Restauração do Programa Floresta Viva, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Mercuria. Outro destaque foi o lançamento do Plano de Transformação Ecológica da Amazônia, além de medidas para prevenção e combate a incêndios florestais, com edital para kits em parceria com a ONU Brasil e participação da iniciativa privada.

    Em sua última participação no cargo, a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, foi homenageada. Ela fez um balanço das parcerias construídas ao longo de sua missão de cinco anos e destacou o protagonismo do Maranhão em iniciativas de alcance internacional.

    “Tivemos a oportunidade de mostrar o trabalho conjunto do Sistema das Nações Unidas com o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal. Quero parabenizar o governador do Maranhão, Carlos Brandão, pelo trabalho fantástico com o ‘Terra para Elas’, que já é um modelo que queremos replicar não só na Amazônia, mas em outros países. Os desafios da Amazônia são enormes, mas aprendemos que, colocando as pessoas no centro das propostas, as realidades mudam e as vidas se transformam”, pontuou Silvia Rucks.

    Ainda no campo internacional, foi assinado acordo com a agência alemã GIZ, além de homenagens às embaixadas da França, Alemanha, Noruega e Canadá, em reconhecimento ao apoio às iniciativas na região.

    Carta de São Luís

    O principal símbolo do encontro foi a leitura e a assinatura da Carta de São Luís, documento que reúne os compromissos firmados pelos estados amazônicos. O texto destaca a atuação conjunta como estratégia de governança, aponta a bioeconomia como eixo central de desenvolvimento e reafirma diretrizes como a Estratégia Amazônia 2050 e o Plano de Transformação Ecológica.

    A carta também define prioridades para o próximo ciclo, incluindo a regularização fundiária, a melhoria da infraestrutura e logística e o combate ao desmatamento. O documento ainda prevê avanços na agenda indígena, com apoio ao Projeto Ybirá, e na segurança pública, com integração no enfrentamento aos crimes ambientais.

    A diretora de Pesquisa do Instituto Igarapé, Melina Risso, que recebeu a placa Amigo da Amazônia, defendeu a inclusão dos crimes ambientais como prioridade na agenda do Consórcio da Amazônia Legal, com enfrentamento firme.

    “Os crimes ambientais deixaram de ser vistos como de menor importância e já se configuram como uma das maiores economias ilícitas do mundo, sendo operados por organizações criminosas que impactam diretamente o patrimônio natural, a vida das pessoas e a economia dos estados, o que torna fundamental um combate sério, assertivo e capaz de virar essa página”, destacou Melina Risso.

    O embaixador da Noruega analisou a importância de parcerias internacionais na proteção da floresta. “A Noruega está comprometida em apoiar mecanismos comprovados, como o Fundo Amazônia, e novos instrumentos que ampliem o financiamento, reconhecendo o valor da floresta e das pessoas que a protegem. Não faz sentido falar em preservação sem, ao mesmo tempo, criar oportunidades econômicas sustentáveis para quem vive na Amazônia”, observou Kjetil Elsebutangen, elogiando a atuação do Consórcio Interestadual nessa frente.

    O encerramento do Fórum, na capital maranhense, marcou dois dias intensos de articulação política e definição de agendas conjuntas para a preservação da Amazônia.

    O Maranhão nas discussões sobre a preservação da Amazônia

    O Maranhão tem papel central na Amazônia Legal: 181 dos seus 217 municípios estão na região, o que evidencia sua responsabilidade na proteção ambiental. Inserida em um território que representa 58% do Brasil, a Amazônia é essencial para o clima, a água e a biodiversidade. Isso se reflete na preservação de florestas, nascentes e no combate às queimadas.

    O desafio dos estados é equilibrar conservação e desenvolvimento. A proposta do Consórcio da Amazônia Legal é apostar em um modelo sustentável que respeite as comunidades tradicionais e gere oportunidades econômicas, com apoio de iniciativas como o Fundo Amazônia, além de recursos nacionais e internacionais captados pela força do bloco interestadual, associada a projetos consistentes.

    “Aos olhos dos investidores internacionais e do mundo, a Amazônia é uma só. Os governadores compreendem a importância dessa agenda e de termos uma narrativa única sobre a floresta, sobre os povos, sobre as questões e desafios que são enfrentados diariamente. O Consórcio é a ferramenta institucional que representa a Amazônia brasileira e é muito importante. É um momento para comunicar tudo que estamos fazendo e consolidar os trabalhos que estão sendo desenvolvidos”, destacou Vanessa Duarte, secretária executiva do Consórcio da Amazônia Legal. 

    Como peça-chave nesse processo, o Maranhão sediou o 29º Fórum de Governadores da Amazônia Legal nos dias 16 e 17 de março, quando o governador Carlos Brandão tomou posse como presidente da entidade.

  • Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 8 milhões

    Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 8 milhões

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.986 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (19). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 8 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados são: 01 – 05 – 13 – 26 – 41 – 53

    • 33 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 30.740,63 cada
    • 2.117 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 789,87 cada

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Apostas

    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (21), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

  • Assembleia Legislativa aprova MP que cria programa de residência universitária no Maranhão

    Assembleia Legislativa aprova MP que cria programa de residência universitária no Maranhão

    Os deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovaram, nesta quinta-feira (19), durante sessão plenária, a Medida Provisória (MP) 530/2026, de autoria do Poder Executivo, que institui o Programa de Residência Universitária.

    A medida visa garantir moradia estudantil gratuita e de qualidade a estudantes de graduação e de pós-graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica, vinculados a instituições de ensino superior públicas ou privadas situadas na Região Metropolitana de São Luís.

    De acordo com a MP, a Residência Universitária terá por finalidade reduzir a evasão e promover igualdade de oportunidades acadêmicas. O acesso às vagas ocorrerá por seleção periódica, com ampla publicidade, e a concessão da oportunidade será pessoal, temporária e intransferível.

    A permanência inicial será de até 12 meses, renovável enquanto perdurar a elegibilidade. A gestão da Residência Universitária do Estado do Maranhão caberá à Secretaria de Estado de Governo (SEGOV).

    Importância

    O governador Carlos Brandão justificou a medida pontuando que cabe ao Estado a garantia do direito ao acesso à educação, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

    “Portanto, no exercício dessa competência, reafirma-se o compromisso do Estado do Maranhão com a democratização do acesso à educação superior, a redução da evasão acadêmica e a promoção da igualdade de oportunidades, especialmente para jovens oriundos do interior e de famílias de baixa renda”, disse o chefe do Executivo estadual.

    Brandão pontuou ainda que o programa se configura como um instrumento de inclusão e permanência estudantil. “A urgência decorre da necessidade de fortalecimento das políticas públicas estaduais de juventude, educação e assistência estudantil”, completou o governador. 

  • Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

    Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

    A Receita Federal antecipou a liberação do Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (PGD IRPF 2026)permitindo que contribuintes iniciem o preenchimento antes do prazo inicialmente previsto.

    A disponibilização do sistema estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (20), às 8h, mas foi liberada ainda nesta quinta-feira (19), por volta das 18h, após a conclusão antecipada dos testes finais e validação das versões para diferentes plataformas.

    Liberação antecipada

    Com a medida, os contribuintes já podem baixar o programa e começar a organizar as informações necessárias para a declaração do Imposto de Renda.

    Segundo a área técnica da Receita, a antecipação foi possível graças a melhorias nos processos internos e à integração entre as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e validação do sistema.

    O objetivo, de acordo com o órgão, é oferecer um serviço mais ágil, estável e acessível ao cidadão.

    Prazo mantido

    Apesar da liberação antecipada do programa, o calendário oficial de entrega das declarações permanece inalterado. O envio começa no dia 23 de março.

    A possibilidade de preenchimento prévio pode beneficiar especialmente contribuintes que não utilizam a declaração pré-preenchida e desejam reunir documentos com mais calma.

    Restituição

    A Receita também destaca que iniciar o preenchimento com antecedência pode ajudar quem busca receber a restituição nos primeiros lotes, já que a ordem de envio é um dos critérios considerados.

    O programa já está disponível para download no site oficial do órgão.

    Com informações da Agência Brasil

  • Senado aprova uso imediato de tornozeleira por agressor de mulher

    Senado aprova uso imediato de tornozeleira por agressor de mulher

    O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 2942/2024 que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica pelo agressor de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, se for verificado o alto risco à vida delas. O objetivo é ampliar a proteção às vítimas.

    De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto aprovado sem mudanças pelo Senado foi relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta segue, agora, para a sanção da Presidência da República.

    A senadora pelo Distrito Federal disse que o projeto aperfeiçoa a legislação ao garantir a aplicação imediata do monitoramento eletrônico como medida protetiva de urgência.

    “Somada ao afastamento do agressor do convívio com a vítima, a tornozeleira amplia a proteção às mulheres, permitindo inclusive o acompanhamento em tempo real do agressor por um dispositivo que emite um alerta, em caso de aproximação”, explicou a parlamentar Leila Barros.

    O texto também torna permanente o programa de monitoramento eletrônico e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.

    Vira regra

    Pelo projeto de lei, a imposição imediata do uso da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves às mulheres. O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

    A exigência da terminação de medida protetiva de urgência fortalece a proteção prevista na Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, aplicável em conjunto com outras.

    Até a aprovação deste projeto de lei, a Lei Maria da Penha autoriza a aplicação do monitoramento, mas como algo opcional, e não o inclui no rol das medidas protetivas de urgência.

    Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

    Se o juiz decidir que a tornozeleira não deve ser mais usada como medida protetiva, o magistrado deverá justificar expressamente os motivos que o levaram a tomar a decisão.

    Rastreamento pela vítima e pela polícia

    O texto do projeto determina que, nas situações de uso da tornozeleira pelo agressor, deve ser entregue à mulher vítima um dispositivo portátil de rastreamento que alerte sobre eventual aproximação do agressor.

    O aparelho de segurança vai emitir um alerta automático e simultâneo para vítima e para polícia, logo que o agressor romper a área de trânsito proibido, fixada judicialmente.

    A iniciativa tem o objetivo de permitir o monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas.

    Rigor para quem descumprir a lei

    A imposição da tornozeleira também será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

    O texto aprovado aumenta a punição caso o agressor se aproxime da vítima ou se remover ou violar a tornozeleira sem autorização judicial.

    Hoje, a pena de reclusão varia de 2 a 5 anos, mais multa. Com a proposta, os agravantes aumentam a pena de um terço à metade do tempo de reclusão.

    Cidades pequenas

    Em municípios em que não existe uma comarca, portanto, localidades sem um juiz de plantão, o uso da tornozeleira poderá ser determinada pelo delegado de polícia local.

    Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nas localidades sem um representante do poder Judiciário.

    O delegado deverá comunicar, em até 24 horas, à Justiça sobre determinação de monitoramento eletrônico. O juiz deverá decidir sobre a sua manutenção e comunicar a decisão ao Ministério Público.  

    levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2024, 50% dos feminicídios ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes. Naquele ano, apenas 5% das cidades possuíam delegacias da mulher e somente 3% dos municípios tinham acesso a uma casa abrigo.

    Mais dinheiro e campanhas

    O projeto também aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que deve ser destinada ao combate à violência contra a mulher.

    O dinheiro deverá ser empregado, prioritariamente, na compra e manutenção das tornozeleiras eletrônicas e de dispositivos de alerta para as vítimas.

    Segundo o projeto, as campanhas de enfrentamento da violência contra a mulher deverão contemplar informações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização, funcionamento das medidas protetivas de urgência e mecanismos de monitoração eletrônica.

    Violência em números

    A senadora Leila Barros classifica a violência doméstica como “uma verdadeira epidemia” e apresentou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): em 2024, 966.785 novos casos de violência doméstica contra as mulheres foram analisados pela Justiça  e foram concedidas 582.105 medidas protetivas.

    Dados do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil 2006-2026 produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública destacam que, em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em relação a 2021, o aumento é 14,5%.

    O relatório mostra também que, em 2024, 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência em vigor.

    Desde que a Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015) tipificou o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo, 13.703 mulheres foram vítimas do feminicídio, entre 2015 e 2025.

    Como denunciar

    É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher.

    O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

    Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar.

    Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar.

    Com informações da Agência Brasil