Categoria: Últimas notícias

  • Criação da Resex Tauá-Mirim avança após 26 anos de debate no Maranhão

    Criação da Resex Tauá-Mirim avança após 26 anos de debate no Maranhão

    O processo de criação da Reserva Extrativista (Resex) Federal de Tauá-Mirim voltou oficialmente à pauta institucional no Maranhão. Em reunião técnica realizada com o governador Carlos Brandão, representantes do Governo do Estado, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do setor produtivo, lideranças comunitárias e parlamentares discutiram a retomada do procedimento administrativo, paralisado há anos.

    A proposta abrange mais de 16 mil hectares no município de São Luís e envolve 12 comunidades tradicionais, com mais de 1.150 famílias.

    A Resex Tauá-Mirim é uma unidade de conservação de domínio público prevista na Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). O modelo garante proteção ambiental aliada ao uso sustentável dos recursos naturais por populações tradicionais, com gestão realizada por um Conselho Deliberativo presidido pelo ICMBio e previsão de desapropriação de áreas privadas incluídas nos limites estabelecidos.

    Durante o encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para buscar alternativas que conciliem a proteção dos manguezais e ecossistemas costeiro-marinhos com a manutenção da capacidade logística e industrial estratégica do Estado.

    O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), Pedro Chagas, classificou a reunião como produtiva e destacou o papel do Governo como mediador. “Debatemos de maneira clara a criação da Resex Tauá-Mirim. É uma reserva extrativista que preserva a cultura da população tradicional.

    O governador atuou como intermediador desses interesses, mostrando que o Maranhão preserva o meio ambiente, mas também pensa no desenvolvimento. Vamos sair daqui com um grupo de trabalho para encontrar a melhor alternativa”, disse.

    O presidente do ICMBio, Mauro Pires, avaliou que houve avanço nas negociações. “Conseguimos fazer vários avanços e creio que está bem próximo de encontrarmos uma solução: a criação da unidade, levando em conta também os outros aspectos. Discutimos com o setor da indústria, ouvimos as comunidades e trabalhamos com base no desenvolvimento sustentável, que considera as dimensões ambiental, social e econômica”, afirmou.

    Para as comunidades, o momento é histórico. O líder comunitário Alberto Cantanhede Lopes lembrou que a proposta tramita há mais de duas décadas.

    “É um grande passo numa luta que já ultrapassa um quarto de século. São 26 anos de mobilização pela criação dessa unidade de conservação como parte da segurança jurídica que as comunidades do interior da ilha de São Luís precisam. O processo teve consulta pública em 2007, depois ficou parado, e agora estamos retomando. Acreditamos que podemos chegar a uma conclusão até o meio deste ano”, declarou.

    Também participaram da reunião representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (Ciema), do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), da Zona de Processamento de Exportação do Maranhão (ZPE) e técnicos do ICMBio, além de lideranças comunitárias.

    A expectativa é que o grupo de trabalho consolide estudos técnicos e propostas de encaminhamento nos próximos meses, com definição sobre o futuro da Resex Tauá-Mirim ainda este ano.

  • Com morte de Khamenei, Irã forma conselho de governo com aiatolá Arafi

    Com morte de Khamenei, Irã forma conselho de governo com aiatolá Arafi

    O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o país persa. A informação foi confirmada pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28), no horário de Brasília, já madrugada em Teerã.

    Nas primeiras horas do dia, milhares de pessoas foram às ruas em cidades do país para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte, conforme mostram imagens aéreas dos veículos estatais iranianos. Foram decretados 40 dias de luto pela morte de Khamenei. 

    Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Ele é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou o jornal estatal Terah Times.

    Além desses, foi nomeado o aiatolá Alireza Arafi para representar no colegiado o Conselho dos Guardiões, órgão que era chefiado por Ali Khamenei, informou a agência iraniana Isna News.

    Portanto, o aiatolá Arafi não é o novo líder supremo, que precisa ainda ser eleito pela Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos. O chamado Conselho de Liderança interina assume as funções e poderes de Khamenei até a escolha do novo líder. 

    Martírio de Khamenei

    A residência do chefe de Estado do Irã, Ali Khamenei, há 36 anos no cargo, teria sido bombardeada durante a agressão dos EUA e Israel, matando ainda parte da família do líder político e religioso, incluindo a filha, o genro, a nora e o neto. A informação é do jornal Tehral Times.

    As autoridades iranianas ainda informaram o assassinato de outras importantes lideranças do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani; e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.

    As Forças Armadas do Irã advertiram, em nota, que farão com que os EUA e Israel se arrependam.

    “Faremos com que os inimigos desta nação, especialmente os Estados Unidos criminosos e o regime sionista maligno, se arrependam com a força, a firmeza e o apoio do povo honrado, e continuaremos o caminho desse líder sábio e poderoso até a última gota de sangue e a rendição dos inimigos”, reiteraram os chefes do Estado-Maior Conjunto do Irã, em nota.

    Líder supremo

    No cargo de líder supremo há 36 anos, Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento. 

    Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 86 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

    Com informações da Agência Brasil

  • Irã volta a atacar países do Oriente Médio no conflito envolvendo Israel e EUA

    Irã volta a atacar países do Oriente Médio no conflito envolvendo Israel e EUA

    Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter lançado mais uma onda de mísseis e drones contra países da região.

    Colunas de fumaça foram vistas subindo de uma área próxima ao Porto de Abu Dhabi após fortes explosões serem ouvidas pela cidade. Ainda não está claro o que atingiu a área.

    Vídeos obtidos pela CNN mostraram fumaça saindo do porto, enquanto moradores relataram ouvir aviões sobrevoando a região.

    Alireza Arafi foi nomeado neste domingo (1º) como membro jurista do Conselho de Liderança do Irã, órgão encarregado de desempenhar o papel do líder supremo até que a Assembleia de Peritos eleja um novo líder, informou a agência de notícias ISNA.

    Membro do Conselho dos Guardiães e membro do clero, Arafi fará parte do Conselho de Liderança temporário ao lado do Presidente Masoud Pezeshkian e do Juiz-Chefe Gholamhossein Mohseni Ejei.

    líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto pelos ataques dos Estados Unidos e Israel, confirmou a mídia estatal iraniana na manhã de domingo (1º), horário local.

    Com informações da CNN Brasil

  • Moto Clube está sem presidente e em crise financeira

    Moto Clube está sem presidente e em crise financeira

    O presidente do Moto Club, José Artur Lima Cabral Marques, anunciou oficialmente sua renúncia ao cargo na sexta-feira (27), com apenas três meses e meio de gestão.

    Em um comunicado direcionado ao Conselho Deliberativo e à torcida rubro-negra, o dirigente disse que a decisão foi motivada pelo que chamou de “perseguição política interna”, além da crise financeira do clube e, principalmente, as ameaças de morte dirigidas a ele e sua família.

    Artur Cabral assumiu o comando do Moto Club em novembro de 2025, após uma aclamação em que sua chapa, composta também pelo vice-presidente Vitor Sardinha, foi a única a se apresentar.

    O agora ex-presidente do Papão do Norte disse que sua permanência se tornou insustentável por causa do ambiente de “críticas ferozes” e insultos partindo de membros do Conselho Deliberativo.

    Com informações do Imirante.com

  • Mídia iraniana confirma morte de Ali Khamenei

    Mídia iraniana confirma morte de Ali Khamenei

    líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto pelos ataques dos Estados Unidos e Israel, confirmou a mídia estatal iraniana na manhã de domingo (1º), horário local.

    Em publicação na rede social X, a agência de notícias Fars escreveu “pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”.

    Segundo a mídia iraniana, Khamenei foi morto nas primeiras horas deste sábado (28).

    Mais cedo, duas fontes israelenses haviam confirmado à CNN Internacional que Khamenei estava morto. Imagens de satélite mostraram fumaça saindo de seu complexo, que foi atingido pelo ataque de sábado.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado a possibilidade de Khamenei ter morrido.

    “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, escreveu o republicano em publicação no Truth Social.

    “Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer.”

    Segundo a mídia estatal iraniana, também foram mortos a filha, um dos netos, a nora e o genro do líder supremo do Irã.

    Com informações da CNN Brasil

  • Ataque ao Irã pode levar a aumento do petróleo, avaliam especialistas

    Ataque ao Irã pode levar a aumento do petróleo, avaliam especialistas

    ataque dos Estados Unidos e de Israel ao território do Irã, neste sábado (28), deve ter reflexo direto no preço do petróleo, provocando alta no mercado internacional.

    O principal motivo que leva a essa avaliação é a localização estratégica do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam ainda que a ofensiva americana e israelense desacredita a negociação entre Estados Unidos e Irã sobre os limites do programa nuclear do país do Oriente Médio.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a principal justificativa para o ataque foi defender os americanos.

    Ao comentar os desdobramentos da ação militar, o pesquisador Leonardo Paz Neves, do Núcleo de Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), considerou pouco efetivos os disparos de mísseis iranianos a países vizinhos que abrigam bases americanas.

    “O Irã retaliou com algumas bombas na base do Catar, na base do Bahrein e em Israel, mas nada me parece que muito efetivo”, diz.

    Gargalo no petróleo

    Segundo ele, o principal reflexo mundial seria o fechamento do Estreito de Ormuz. “Vai criar um gargalo muito sério no abastecimento e no preço do petróleo internacional”, prevê.

    O estreito fica no sul do Irã e liga os golfos Pérsico ou de Omã. O Irã já provocou o fechamento da passagem marítima em outras ocasiões, como forma de pressão internacional.

    >> Entenda a preocupação mundial com possível fechamento de Ormuz

    Na avaliação do professor titular aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves, as consequências da ofensiva podem “desorganizar a economia global”, seja por envolvimento militar de vizinhos e gargalo no comércio internacional de petróleo.

    Para ele, o fechamento do Estreito de Ormuz criará desequilíbrio na distribuição do petróleo e “rápida elevação de preços”. “Isso vai afetar países que estão muito distantes do teatro de guerra e que não têm nada a ver diretamente com o problema”, antecipa.

    Negociação “no lixo”

    O pesquisador do FGV Leonardo Paz Neves considera que o ataque militar em meio a negociações com o Irã joga a chance de um acordo “no lixo”.

    Os dois países participam de rodadas de conversa em relação ao alcance do programa nuclear iraniano. O país do Oriente Médio alega que é para fins pacíficos. No entanto, Estados Unidos e alguns aliados, como Israel, temem que o regime iraniano desenvolva armas nucleares.

    último encontro havia sido na quinta-feira (26), e o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que atua como mediador da conversa, havia informado publicamente que o processo estava avançando.

    Neves lembra que havia uma reunião entre as partes marcada para a próxima semana.

    “Os Estados Unidos vão lá e atacam no meio do caminho, atacam de surpresa. Então, obviamente, jogam o acordo no lixo”, diz o pesquisador.

    “Qual é o incentivo que os iranianos têm agora de acreditar em qualquer coisa que os americanos façam?”, indaga.

    Para Neves, o governo do presidente americano Donald Trump estava usando a negociação como “engodo”, enquanto conseguia tempo para posicionar equipamentos e armamento militares próximos ao Irã.

    O professor Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), disse à Agência Brasil que as demandas americanas nas negociações eram muito altas e exigentes. “Dificilmente os iranianos aceitariam”, acredita.

    “As negociações me pareceram mais uma estratégia para inglês ver ─ window dressing, como se chama em inglês. Simplesmente para fazer a preparação estratégica e logística de pressão dos Estados Unidos”, completa.

    Mudança de regime

    Neves considera também que o objetivo declarado de Trump de mudança de regime politico no Irã não será algo fácil de se conseguir.

    “Não me parece que vai ser algo trivial”, diz. Na visão dele, o Irã tem se preparado para um ataque, e as principais autoridades, como o líder supremo Ali Khamenei, encontram-se protegidas.

    “Acho que não vai ter essas missões espetaculares, como teve na Venezuela”, aponta o pesquisador da FGV, se referindo ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

    O professor da USP Feliciano de Sá Guimarães elenca fatores que dificultam os esforços dos Estados Unidos para a troca de poder no Irã.

    “É uma situação de escalada militar e quem estuda escalada sabe que o vitorioso é sempre aquele que está disposto a subir mais riscos. Ao que parece, o Irã, neste momento, ao contrário do ano passado, está disposto a subir mais riscos”, sustenta.

    Na visão de Guimarães, o Irã é um país muito grande e muito difícil de ser vencido estrategicamente. “Os americanos conseguem vitórias táticas e não vitórias estratégicas contra o Irã”, diz.

    Williams Gonçalves considera que o Irã é uma nação organizada, tem história e capacidade de reação. O professor da Uerj enfatiza que o país tem importantes aliados no cenário internacional.

    “O Irã não é um Estado qualquer, [não é] um Estado isolado. O Irã tem uma vizinhança instável, como todo o Oriente Médio, mas também tem vizinhos fortes, que o prestigiam, que o protegem. Portanto, a situação é muito delicada, imprevisível.”

    Com informações da Agência Brasil

  • Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência após ataques ao Irã

    Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência após ataques ao Irã

    O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza reunião de emergência, neste sábado (28), sobre os ataques no Oriente Médio. Na pauta na reunião estão os ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã. A reunião está sendo transmitida ao vivo.

    O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, cada um com direito a um voto, é responsável por manter a paz e a segurança internacionais.

    O grupo assume a liderança na determinação da existência de uma ameaça à paz ou de um ato de agressão. Ele insta as partes em disputa a resolvê-la por meios pacíficos e recomenda métodos de ajuste ou termos de acordo. O conselho pode recorrer à imposição de sanções ou mesmo autorizar o uso da força para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais.

    De acordo com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados-Membros são obrigados a cumprir as decisões do conselho.

    Além dos cinco membros permanentes – China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos –, fazem parte do Conselho de Segurança: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, Somália. Cada um deles, com mandatos de dois anos.

    Com informações da Agência Brasil

  • Morre aos 78 anos o diretor e ator Dennis Carvalho

    Morre aos 78 anos o diretor e ator Dennis Carvalho

    Morreu neste sábado (28), no Rio de Janeiro, aos 78 anos de idade, o ator e diretor Dennis Carvalho. Natural de São Paulo, ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro.

    A causa da morte não foi revelada, a pedido dos familiares do artista. Ele deixa três filhos: Luíza, do casamento com a também atriz Deborah Evelyn; Leonardo, da união com Christiane Torloni, e Tainah, filha de Monique Alves. 

    Dennis Carvalho dirigiu novelas de grande audiência, como Vale Tudo e Fera Ferida. O início de sua trajetória foi marcado por participações em teleteatros e dublagens de atrações televisivas marcantes. Foi a voz, por exemplo, do capitão Kirk, de Star Trek (Jornada nas Estrelas). 

    Essas experiências no currículo abriram as portas para Dennis na TV Globo, com a qual manteve contrato até os dias de hoje. Dirigiu na emissora, além de novelas, minisséries, como Anos Rebeldes, e o programa de humor Sai de Baixo, exibido semanalmente, com grande Ibope.

  • Iracema Vale destina emenda parlamentar para criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão

    Iracema Vale destina emenda parlamentar para criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão

    A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado do Maranhão para formalizar a destinação de emenda parlamentar que viabilizará a criação do Observatório de Feminicídio do Maranhão. Participaram do encontro o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado; a 1ª subdefensora pública-geral, Cristiane Marques; e os defensores públicos do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio.

    Durante a reunião, foi ressaltado que o Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Embora tenha sido observada redução de 27,5%, em 2025, nos casos consumados, as tentativas cresceram 60%, evidenciando o agravamento do cenário de violência contra a mulher. 

    “Esses números demonstram a necessidade de atuação responsável, técnica e estratégica. Não basta reagir; é fundamental prevenir. Hoje, cada instituição atua com seus próprios bancos de dados. O Observatório permitirá consolidar, compartilhar e transformar essas informações em políticas públicas mais eficazes”, ressaltou Iracema Vale.

    Atualmente, o estado dispõe predominantemente de dados estatísticos quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, há lacunas na análise qualitativa das informações. “Sabemos quantas mulheres perdem a vida, mas ainda carecemos de dados sobre o contexto em que viviam, como: escolaridade, raça, renda, dependência econômica e acesso ao mercado de trabalho. A qualificação dessas informações é essencial para fortalecer a prevenção”, destacou.

    Proteção à mulher

    O Observatório será resultado de articulação institucional entre a Assembleia Legislativa e órgãos da rede de proteção à mulher, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria da Mulher. A iniciativa prevê a integração de boletins de ocorrência, processos judiciais, medidas protetivas e dados da rede de atendimento.

    A Defensoria Pública ficará responsável pela coordenação técnica do projeto e pela prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos da emenda parlamentar, assegurando transparência e efetividade. Para o defensor-geral Gabriel Furtado, a parceria representa um marco institucional. “Com dados consolidados e qualificados, será possível direcionar políticas públicas com maior precisão e embasamento técnico”, afirmou.

    O Observatório de Feminicídio do Maranhão se propõe a ser uma ferramenta estratégica para subsidiar decisões, fortalecer ações preventivas e ampliar a proteção às mulheres.

    “O enfrentamento ao feminicídio exige integração, conhecimento técnico e compromisso permanente. Nosso mandato está comprometido em transformar informação em ação e ação em proteção efetiva”, concluiu a presidente da Alema, Iracema Vale.

  • Chefe da ONU pede cessar-fogo no Oriente Médio

    Chefe da ONU pede cessar-fogo no Oriente Médio

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, fez neste sábado (28) um apelo público pela cessação imediata das hostilidades no Oriente Médio, após novos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

    Em comunicado, Guterres condenou a escalada militar na região e afirmou que o uso da força e as retaliações subsequentes colocam em risco a paz e a segurança internacionais.

    “Peço o cessar imediato das hostilidades e a desescalada”, declarou. Segundo ele, a continuidade dos confrontos pode desencadear um conflito regional mais amplo, com graves consequências para civis e para a estabilidade do Oriente Médio.

    Apelo ao direito internacional

    O chefe da ONU também reforçou que todos os Estados-Membros devem respeitar suas obrigações conforme o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.

    Guterres afirmou ainda que não há alternativa viável à solução pacífica das controvérsias internacionais e incentivou as partes envolvidas a retornarem imediatamente à mesa de negociações.

    “O fracasso em desescalar pode ter consequências graves para toda a região”, alertou.

    Com informações da Agência Brasil