Categoria: Últimas notícias

  • Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

    Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente ter caluniado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

    O caso remonta a uma publicação feita por Flávio na rede social X no dia 3 de janeiro, em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post.

    A publicação trazia ainda imagem da prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.

    A abertura do inquérito havia sido pedida pela Polícia Federal (PF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, o órgão afirmou que a medida “está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”.

    Agora, a PF terá um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes determinou ainda o levantamento do sigilo do processo, “uma vez que não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, escreveu o ministro na curta decisão de três páginas.

    A abertura do inquérito contra Flávio Bolsonaro ocorre num momento de definição das candidaturas à Presidência para a eleição de outubro. O senador foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, como representante da família na corrida presidencial. 

    Com informações da Agência Brasil

  • Maranhão tá no meio da operação da PF contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão

    Maranhão tá no meio da operação da PF contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão

    A Polícia Federal (PF) faz na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Narcofluxo para desarticular grupo criminoso que fez movimentações ilícitas de dinheiro em valor acima de R$ 1,6 bilhão. Influenciadores e cantores conhecidos estão entre os investigados.

    A ação ocorre no litoral de São Paulo, além do Rio de Janeiro, de Pernambuco, do Espírito Santo, Maranhão, de Santa Catarina, do Paraná, de Goiás e do Distrito Federal.

    Os envolvidos, segundo informações das autoridades, usavam um sistema para ocultar e mascarar o uso de grandes volumes de dinheiro, incluindo operações financeiras vultosas, transportes em espécie e transações com criptoativos.

    Na Operação Narcofluxo, a Justiça também determinou sequestro de bens, constrição patrimonial e restrições societárias para interromper as atividades ilícitas.

    As pessoas que presas hoje podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    São mais de 200 policiais federais envolvidos na operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos.

    Com informações da Agência Brasil

  • Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa

    Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa

    Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos. 

    Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.

    Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE. 

    Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.

    De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano. 

    “É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”. 

    Peso relevante

    Tokarski lembrou que na última eleição presidencial, em 2022, a diferença entre candidatos foi pequena, inferior a 2 milhões de votos, o que torna esse contingente altamente estratégico. Numericamente, a geração 60+ passa a ter um peso relevante, constituindo um em cada quatro eleitores do país e, portanto, capaz de influenciar sistemas equilibrados. 

    “Assim, embora não determine o resultado de forma isolada, pode atuar como fiel da balança, especialmente em cenários polarizados”, afirmou o CEO da Nexus.

    Ele admitiu que a tendência é de que a proporção dos seniores nas eleições acompanhe o aumento da longevidade. “A tendência é claramente de que a proporção de eleitores seniores acompanhe e até reflita diretamente o aumento da longevidade e do envelhecimento populacional”. 

    O levantamento mostra que a população com 60 anos ou mais saltou de 7% para 16% em três décadas e, em paralelo, o eleitorado 60+ cresceu rapidamente, já representando 23,2% dos votantes. 

    Abstenção

    A abstenção dos maiores de 60 anos apresentou queda nas últimas três eleições: somava 37,1% em 2014 e passaram para 36,4% em 2018 e a 34,5% em 2022. Em contrapartida, as abstenções do eleitorado brasileiro em geral aumentaram de 19,4% em 2014 para 20,3% em 2018 e 20,9% no último pleito nacional. 

    Os maiores de 70 anos, embora tenham uma taxa de abstenção maior do que a média da Geração 60+, também têm comparecido mais às urnas. Sem obrigatoriedade de voto, esse público registrou 63,6% de abstenção em 2014, 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022.

    Na avaliação de Marcelo Tokarski, os brasileiros com mais de 70 anos que participam das eleições o fazem por convicção ou identificação política e, ao lado dos eleitores mais jovens, entre 16 e 18 anos, constituem as faixas de brasileiros a serem ‘conquistadas’ pelos candidatos. Ele acredita que, em um cenário político acirrado, essas pessoas têm a possibilidade de mudar os rumos de uma eleição.

    Cenário político

    Também o número de candidatos maiores de 60 anos tem aumentado anualmente no Brasil, tanto nas eleições gerais quanto nas municipais. Segundo dados do TSE, nas últimas eleições, em 2024, mais de 70 mil brasileiros com 60+ se candidataram aos cargos em disputa, o que equivale a 15% de todas as candidaturas. 

    O montante é o maior desde o início da série histórica, em 1998. O pleito anterior, em 2022, também registrou recorde para eleições gerais. Foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, o que equivale a 17% das candidaturas.

    Com informações da Agência Brasil

  • Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante das ameaças invasoras de Trump

    Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante das ameaças invasoras de Trump

    Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.   

    “Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

    Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso

    “É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”, completou, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, apoiada pelos EUA e vencida pelas forças leais a Fidel Castro.   

    O diplomata Cabañas atuou como representante de Havana em Washington a partir de 2012, tendo sido o primeiro embaixador de Cuba nos EUA durante governo de Barack Obama.

    Invasão iminente?

    O também professor de relações internacionais José Cabañas lembrou que, em muitos momentos, a invasão de Cuba parecia iminente, como quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983, ou durante a invasão dos EUA no Panamá, em 1989.

    “No ano de 1989, houve uma grande mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba. Algumas pessoas pensavam que a invasão contra Cuba era iminente”, comentou.

    Cabañas destacou o agravante que, no caso de Cuba, os estadunidenses não precisariam se deslocar até a ilha. “Porque a base naval ilegal em Guantánamo permanece ocupada, onde eles mantêm forças e recursos. Assim, várias gerações de cubanos cresceram e viveram suas vidas sob essa ameaça”, disse. Os EUA têm uma base em Guantánamo, em Cuba, desde 1903. 

    Diferentemente de outras épocas, agora existe um excesso de informação sobre possível invasão a Cuba que o diplomata avalia como tentativa de amedrontar a população.

    “Sabemos que as guerras atuais se lutam, de alguma maneira, usando a informação. Se trata de contaminar o país e a população que vão ser agredidos, para que as pessoas tenham medo, se desanimem. Lemos o que publica a imprensa corporativa estadunidense indicando nessa direção [da invasão]. Entendemos que se quer intoxicar a nossa população”, comentou.

    Negociação com EUA

    A Casa Branca tem renovado constantemente as ameaças de ação militar contra Cuba após o recrudescimento do bloqueio econômico imposto à ilha, com ameaças de sanção aos países que vendam petróleo para Havana.

    A medida fez Cuba ficar mais de três meses sem receber uma gota de petróleo, levando a apagões diários de mais de 12 horas na capital e de até o dia inteiro em municípios do interior do país de 11 milhões de habitantes. 

    No final de março, um petroleiro russo furou o bloqueio dos EUA com 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto, dando um pequeno alívio ao país. Porém, a carga daria para suprir a demanda de um terço do consumo de um mês, segundo o governo local. 

    Nesse contexto, foram iniciadas negociações entre Havana e Washington em busca de acordo que permita a Cuba importar petróleo.

    O diplomata e acadêmico José Cabañas destacou que não é a primeira vez que Cuba faz negociação com a Casa Branca, mas que não deve admitir concessões que violem a soberania frente aos EUA.

    “Sempre negociamos com os EUA e com qualquer outro país a partir de uma posição de igualdade, respeito e reciprocidade. E Cuba nunca, nem mesmo nas piores circunstâncias, considerou que precisasse fazer concessões para alcançar uma relação respeitosa com os EUA”, destacou.

    Cuba denuncia bloqueio na ONU

    Na semana passada, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou às Nações Unidas (ONU) o bloqueio energético dos EUA contra o país como punição coletiva, com objetivo de subjugar o povo cubano pela fome, doenças e escassez de bens de primeira necessidade.

    “Mais de 96 mil cubanos, incluindo 11 mil crianças, aguardam cirurgias devido aos cortes de energia, apesar dos esforços das instituições de saúde para encontrar soluções. Mais de 16 mil pacientes que necessitam de radioterapia e 2.888 que dependem de hemodiálise são afetados pela interrupção de serviços que exigem fornecimento estável de energia”, disse.

    Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento”, com as dificuldades enfrentadas pela população, após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano. 

    A luta pela opinião pública dos EUA

    Na semana passada, Díaz-Canel recebeu parlamentares do Partido Democrata dos EUA, que são críticos ao bloqueio energético imposto por Trump. A deputada Pramila Jayapal defendeu que os EUA e Cuba deveriam normalizar as relações. 

    “O embargo dos EUA contra Cuba é o mais longo da história mundial — e o bloqueio de combustível está causando uma crise humanitária ainda maior para o povo cubano”, comentou em uma rede social.

    O embaixador José Cabañas Rodríguez disse que, dentro dos EUA, existe um movimento de solidariedade a Cuba que pode pressionar contra uma invasão.

    “É talvez uma grande contradição que, no país com uma política oficial agressiva contra Cuba, existe possivelmente um dos maiores movimentos de solidariedade que temos no exterior, e que está ativo”, ressaltou.

    Para falar diretamente com a opinião pública norte-americana, o presidente cubano concedeu entrevista exclusiva à emissora NBC News, publicada nesse domingo (12), destacando a determinação do governo de resistir a qualquer ação militar contra o país. 

    “Se isso acontecer [uma invasão], haverá combate, haverá luta. Nós nos defenderemos, e se tivermos que morrer, morreremos, porque como diz nosso hino nacional: ‘morrer pela pátria é viver’”, afirmou.

    O aperto do cerco econômico ao país caribenho neste ano reforça a tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

    Com informações da Agência Brasil

  • Governo promove ações de desenvolvimento para a Baixada Maranhense

    Governo promove ações de desenvolvimento para a Baixada Maranhense

    O Governo do Maranhão realizou uma extensa agenda de compromissos na região da Baixada Maranhense neste fim de semana, com ações de mobilidade, infraestrutura e desenvolvimento.

    No município de Pinheiro, a comitiva de lideranças e autoridades visitou a estrada que liga Pacas ao povoado Vitória dos Bragas, no sábado (11). No local, o grupo acompanhou de perto as condições de mobilidade e ouviu as demandas da população da região.

    Durante a vistoria, acompanhado de vários prefeitos, o governador Carlos Brandão revelou o planejamento para as próximas intervenções no trecho. Já foi construída uma ponte de 12 metros sobre o Rio Pacas e feita a pavimentação em parceria com a Prefeitura de Pinheiro.

    “Precisamos melhorar ainda mais a mobilidade. O projeto já está pronto e será executado em parceria com a Prefeitura, assim que o período de chuvas permitir. A proposta é uma avenida duplicada, com iluminação, já que é difícil diferenciar os limites entre Pinheiro e Pacas. Essa expansão é uma das mais importantes para o município”, relatou Brandão.

    As melhorias na via já começam a ser percebidas por moradores. A autônoma Maria de Jesus relatou mudanças na rotina da comunidade, antes mesmo da inauguração, com ganhos significativos para o comércio local. “Aqui, antes, era só terra. Agora está muito melhor, uma maravilha. A gente atravessava esse trecho de canoa. Quero parabenizar o Governo do Estado”, declarou.

    Ainda no sábado, a programação seguiu para a Paróquia de Santo Inácio de Loyola, onde foram entregues kits musicais à comunidade católica.

    O governador Carlos Brandão destacou o alcance da iniciativa. “Ajudar com equipamentos e instrumentos musicais fortalece o louvor do povo católico. Estamos fazendo isso em várias igrejas para melhorar o louvor. Assim, conseguimos levar a mensagem de Deus através do louvor, ajudando as pessoas a terem uma vida mais harmônica e fortalecendo a fé”, afirmou.

    O secretário de Políticas para as Comunidades do Maranhão, Fabiano Furtado, reforçou que a ação está dentro de um contexto de inúmeras políticas voltadas aos fiéis católicos. “Essa entrega simbólica de um kit musical para a Paróquia Santo Inácio de Loyola faz parte de um projeto do Governo do Estado que, por determinação do governador Carlos Brandão, fortalece os ministérios de música cristãs, especialmente nas comunidades do estado. Hoje, estamos em Pinheiro realizando essa entrega para fortalecer a evangelização”, ressaltou.

    O pároco Domingos Hirgino ressaltou o impacto da iniciativa para a comunidade e disse que teclado, violão e guitarra já tem destino. “Para nós é uma alegria muito grande porque essa promessa foi feita no ano passado. Pedimos esse instrumento e estamos vendo ser entregue. Isso incentiva nossa juventude, pois queremos criar uma escolinha de música para adolescentes e jovens”, testemunhou.

    A programação teve continuidade, neste domingo (12), com vistoria da MA-014, rodovia de 150 km que liga Vitória do Mearim a Pinheiro. A visita contou com várias paradas, entre elas, em São Bento, no trecho em obras do povoado Zé de Mariano e Matinha.

  • Cartórios de todo Brasil fazem mutirão de registro civil esta semana

    Cartórios de todo Brasil fazem mutirão de registro civil esta semana

    Cartórios de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal começam nesta segunda-feira (13) uma mobilização para ampliar o acesso a documentações básicas, principalmente para a população mais vulnerável. 

    Coordenada pela Corregedoria Nacional de Justiça, a campanha Registre-se vai reunir diversas instituições, que irão variar conforme o estado.

    A 4ª Semana Nacional do Registro Civil, que vai até o dia 17 de abril, pretende diminuir o sub-registro de nascimentos no país. Além de documentos básicos, como certidão de nascimento e RG, em alguns locais poderá ser emitido o título de eleitor.

    Também serão disponibilizados atendimentos assistenciais, orientações jurídicas, serviços de saúde e ações em unidades prisionais.

  • Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

    As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

    “Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

    O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa.  Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

    O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

    “[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.

    “Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional”, acrescentou Ghalibaf.

    Estreito de Ormuz

    Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.

    “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

    A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

    Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

    O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

    No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

    “Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

    Com informações da Agência Brasil

  • Brasil deslancha com Kerolin e goleia Coreia do Sul pelo Fifa Series

    Brasil deslancha com Kerolin e goleia Coreia do Sul pelo Fifa Series

    A seleção brasileira feminina estreou com uma grande vitória no Fifa Series, torneio amistoso organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Na noite do último sábado (11), o Brasil atropelou a Coreia do Sul por 5 a 0 na Arena Pantanal, em Cuiabá.

    Vestindo a camisa 10 da Amarelinha, tão acostumada a ser usada pela craque Marta, Kerolin foi a protagonista da goleadaA atacante do Manchester City (Inglaterra) iniciou a partida no banco, mas entrou na segunda etapa e teve participação decisiva em três dos quatro gols das brasileiras após o intervalo.

    Criado em 2024 para fomentar encontros entre seleções de diferentes níveis e continentes, o Fifa Series ocorre, pela primeira vez, no naipe feminino. São três sedes com quatro participantes cada. Apesar do caráter amistoso, os duelos valem pontos. Em caso de empate, há decisão por pênaltis.

    O Brasil é uma das sedes desse primeiro Fifa Series feminino – as demais são Costa do Marfim e Tailândia. Além das equipes verde e amarela e sul-coreana, participam dos jogos em Cuiabá as seleções de Zâmbia e Canadá.

    As africanas serão as adversárias brasileiras na terça-feira (14). No outro sábado (18), o time canarinho encara as canadenses. As duas partidas começam às 22h30 (horário de Brasília).

    Mais cedo, também na Arena Pantanal, o Canadá fez 4 a 0 na Zâmbia, com gols das atacantes Nichelle Prince e Annabelle Chukwu (dois cada). A seleção da América do Norte soma os mesmos três pontos da brasileira.

    Pressão e vantagem

    Para enfrentar a Coreia do Sul, o técnico Arthur Elias mandou a campo o Brasil com a goleira Lelê; as zagueiras Thaís Ferreira, Lauren e Isa Haas; as volantes Duda Sampaio e Ary Borges; a lateral-esquerda Yasmin e quatro atacantes: Dudinha pela esquerda, Gio Garbelini centralizada e Ludmila e Aline Gomes à direita, com esta última um pouco mais atrás, como uma ala.

    O Brasil tomou conta do campo sul-coreano, mas pecava na tomada de decisão. Aos nove minutos, Ludmila invadiu a área pela direita, quase na linha de fundo, e bateu cruzado, rente à trave. Cinco minutos depois, Dudinha recebeu de Yasmin pela esquerda, girou e chutou em cima da goleira Ryu Ji-Su.

    Na sequência, aos 16, em contra-ataque com três brasileiras contra duas adversárias, Gio Garbelini demorou a tocar para Ludmila, que teve a finalização bloqueada. Aos 23 minutos, foi a vez de Thaís Ferreira, após cobrança de escanteio de Yasmin pela direita, cabecear por cima do gol, com muito perigo.

    A Coreia do Sul assustou aos 29, após saída do gol errada de Lelê que Casey Phair tentou aproveitar. O chute da atacante quase raspou a trave direita. A resposta brasileira veio aos 35 minutos, com Yasmin. Gio Garbelini recebeu de Ludmila pela direita, dentro da área, e cruzou. A lateral surgiu pela esquerda e bateu forte, parando em outra defesa de Ji-Su.

    Tanta pressão, enfim, deu resultado aos 41 minutos. Yasmin lançou Ary Borges na área. A capitã tocou para Isa Haas, que segurou a marcação e devolveu para a volante chutar. A bola desviou na zaga e saiu do alcance da goleira.

    Efeito Kerolin

    Na volta do intervalo, Arthur fez três mudanças. Entraram Raíssa Bahia, Mariza e Kerolin nos lugares de Yasmin, Isa Haas e Gio Garbelini, respectivamente.

    Duas das caras novas precisaram de apenas um minuto para ajudar o Brasil a ampliar. Kerolin foi lançada por Raíssa Bahia pela esquerda, invadiu a área e chutou cruzado. A zaga sul-coreana ficou olhando e Ludmila apareceu para concluir.

    O Brasil não diminuiu o ritmo. Após Kerolin e Dudinha ficarem no quase, aos sete e aos nove minutos, a combinação entre elas resultou no terceiro gol do Brasil. Aos 12, Kerolin recebeu de Ary Borges pela direita. Já na área, ela cruzou e Dudinha, de meia-bicicleta, mandou para as redes. Três minutos depois, foi a vez da camisa 10 marcar o dela, tocando por cima na saída da goleira após lançamento de Ludmila. Um golaço.

    Arthur fez mais alterações. Primeiro, Lauren, Ary Borges, Ludmila e Aline Gomes deram lugares a Vitória Calhau, Angelina, Tainá Maranhão e Gi Fernandes. Esta última, aos 19 minutos, quase deu uma assistência logo na estreia pela seleção principal, ao cruzar pela direita e Raíssa Bahia – outra que vestia a Amarelinha pela primeira vez – acertar o travessão.

    Aproveitando a vantagem e o domínio para rodar o elenco, o técnico brasileiro ainda colocou Maiara e Marília nas vagas de Duda Sampaio e Dudinha. Depois, promoveu a estreia de Paloma Maciel, no lugar de Thaís Ferreira, para atuar ao lado de Vitória Calhau, com quem forma dupla de zaga no Cruzeiro.

    E foi justamente o entrosamento entre jogadoras do mesmo clube que resultou no quinto gol do Brasil. Aos 37 minutos, Raíssa Bahia deu ótimo lançamento pela esquerda para Tainá Maranhão sair na cara da goleira e bater rasteiro, no canto esquerdo. As duas representam o Palmeiras.

    A Coreia do Sul até descontou aos 41 com a meia Park Soo-Jeong, que aproveitou a falta de comunicação entre Lelê e Mariza – ironicamente, ex-companheiras de Corinthians – e chutou para o gol vazio. Mas ficou nisso.

    Com informações da Agência Brasil

  • Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até o dia 6 de maio

    Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até o dia 6 de maio

    Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

    Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. 

    Quem precisa tirar o título?

    O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

    Como posso solicitar o título de eleitor?

    Veja as formas de solicitação:

    – Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
    – Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

    O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.  

    >> Confira os documentos necessários para tirar o título: 

    • Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
    • Comprovante de residência recente;
    • Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.

    É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto. 

    Com informações da Agência Brasil

  • TCE condena ex-prefeito e ex-vice de Arari ao pagamento de débitos de R$ 196.045,53 e multa de R$ 19.604,55

    TCE condena ex-prefeito e ex-vice de Arari ao pagamento de débitos de R$ 196.045,53 e multa de R$ 19.604,55

    O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), em julgamento de Tomada de Contas Especial, condenou os ex-prefeitos de Arari Djalma de Melo Machado (2013-2016) e Rui Fernandes Ribeiro Filho (2017-2020) ao pagamento de débito de R$ 196.045,53 e multa de R$ 19.604,55.

    A condenação resulta de julgamento de Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SINFRA) em razão da omissão no dever de prestar contas dos recursos recebidos por meio do Convênio nº 031/2015-SINFRA.

    O convênio tinha como objeto a execução de obras de pavimentação asfáltica no município de Arari.

    A Tomada de Contas Especial é um procedimento realizado na esfera do controle da gestão pública quando identificados um dos seguintes aspectos: a omissão no dever de prestar contas; a não comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo Estado ou Município; a ocorrência de indícios de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos; a prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário.

    A decisão da Corte de Contas maranhense foi unânime e tomada na Sessão Ordinária da quarta-feira, 08/04. Os gestores condenados têm prazo de quinze dias para os pagamentos determinados pelo TCE, a contar da publicação oficial do Acórdão. A decisão do TCE ao Ministério Público Estadual (MPE), para as providências que a instituição entender cabíveis.