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  • PF deflagra operação contra fraude de R$ 4,6 milhões ao INSS no Piauí e no Maranhão

    PF deflagra operação contra fraude de R$ 4,6 milhões ao INSS no Piauí e no Maranhão

    Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta‑feira (8), a operação Recidiva para combater fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Piauí e Maranhão. A ação investiga um esquema que inseria vínculos empregatícios falsos para obtenção irregular de benefícios previdenciários, com prejuízo estimado em R$ 4,6 milhões.

    A ação cumpre 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária em cidades do Maranhão e do Piauí, incluindo São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba (PI). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

    Segundo a investigação, o grupo criminoso era responsável por inserir vínculos empregatícios inexistentes no sistema SEFIP/Conectividade Social, utilizado para a transmissão da Guia de Recolhimento do FGTS e de informações à Previdência Social. O objetivo era viabilizar, de forma fraudulenta, a concessão de benefícios previdenciários.

    A PF informou que esta fase da operação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho de 2025, que identificou a atuação de um grupo formado principalmente por contadores.

    Nesta nova etapa, são investigados intermediários, responsáveis por aliciar os chamados “clientes”, e advogados, que teriam atuação direta para viabilizar a concessão dos benefícios irregulares.

    De acordo com estimativa da Coordenação‑Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo causado pela concessão de 50 benefícios já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

    Segundo o órgão, a suspensão desses pagamentos pode gerar economia futura de valor semelhante, considerando a expectativa de sobrevida dos beneficiários, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Ao todo, 32 policiais federais participam da operação. Além das buscas e prisões, a Justiça autorizou medidas cautelares, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o arresto de bens e o bloqueio de valores dos investigados.

    Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.

  • Mar, filme maranhense sobre recomeços, finaliza gravações no município de Raposa

    Mar, filme maranhense sobre recomeços, finaliza gravações no município de Raposa

    A equipe de produção do longa-metragem maranhense Mar anunciou, nesta semana, o encerramento dos trabalhos de gravação. Filmado inteiramente no estado, o filme aposta em uma história que agrega elementos socioculturais locais no foco principal do roteiro.

    As filmagens foram realizadas no litoral do município de Raposa, com destaque para a praia de Mangue Seco. O trabalho do set de gravação movimentou a cena audiovisual local e marca mais um passo importante para o cinema produzido no Maranhão.

    Dirigido pelo cineasta nipo-brasileiro Hsu Chien, o filme reúne novamente o cineasta e o ator maranhense Fernando Braga, em sua quarta parceria. Antes de filmarem Mar, os dois já haviam trabalhado em Luís, curta-metragem que foi reconhecido internacionalmente.

    O longa acompanha a história de Mário. Após perder a esposa e o filho em uma tragédia, ele se afasta do mar, onde antes encontrava sentido para a vida. Em meio ao luto, ele inicia uma jornada íntima de reconstrução, buscando no reencontro com o mar uma forma possível de recomeçar.

    Prêmios internacionais – A dupla de cineastas ganhou prêmios no Milestone International Film Festival, Humro Cinema Film Fest, do Nepal, Kyoto Cinematica Film Festival, do Japão, entre outros festivais internacionais. Com participação especial da atriz Iléa Ferraz, Mar apresenta uma narrativa contemplativa, com planos longos, silêncios e forte carga emocional. “O mar surge como elemento simbólico central, conectando memória, dor e esperança ao longo da trama”, explica o Hsu Chien.

    Cultura maranhense no centro da história – “Além da história, o filme também valoriza o território maranhense, destacando paisagens, cultura local e profissionais da região”, concluiu o diretor. A produção reforça o potencial do Maranhão como cenário e polo criativo para o cinema autoral. Segundo Fernando Braga, com o fim das filmagens, “a expectativa agora gira em torno das próximas etapas de pós-produção e da estreia que promete emocionar e levar o Maranhão ainda mais longe nas telas”, conclui o cineasta.

  • Maranhense Manoel Gomes, da música “Caneta Azul”, é pré-candidato a deputado em São Paulo

    Maranhense Manoel Gomes, da música “Caneta Azul”, é pré-candidato a deputado em São Paulo

    Após candidatura sem sucesso em 2022, Manoel Gomes volta à política e tenta vaga de deputado federal por São Paulo pelo Avante

    O artista maranhense Manoel Gomes, que viralizou em 2019 com a música “Caneta Azul”, anunciou nas redes sociais sua filiação ao Avante para disputar as eleições em São Paulo. Segundo o partido, o músico e comediante, que soma mais de 6 milhões de seguidores no Instagram, deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

    “Meu povo… Eu só estava esperando o tempo certo. Vocês me conheceram pela música, mas agora essa caneta não escreve só canções. Ela também vai trabalhar pelo povo. Porque eu venho de vocês. Sei o que a gente vive, e o que a gente precisa. E essa parte da história, a gente vai escrever juntos”, publicou.

    Esta será a segunda vez que Manoel Gomes disputa um cargo político. Em 2022, ele concorreu a deputado estadual pelo PL no Maranhão. Com o nome eleitoral “Caneta Azul”, obteve pouco mais de 7 mil votos e não se elegeu.

    Gomes se soma a uma lista crescente de outsiders que miram a carreira política em 2026. O pleito também deve contar com outros influenciadores digitais, como Rico Melquíades, pré-candidato à Câmara pelo PSDB de Alagoas; Gracyanne Barbosa, que busca uma vaga no Legislativo pelo Republicanos do Rio de Janeiro; e a empresária Silvia Abravanel, filiada ao PSD em São Paulo, pré-candidata à Câmara.

    O Avante também conta com um nome conhecido como pré-candidato à Presidência da República. O partido filiou recentemente o escritor de autoajuda e psiquiatra Augusto Cury, que publicou em março uma carta aberta na qual apresenta seu projeto presidencial e defende a construção de alternativas para romper a polarização.

    Com informações do Congresso em Foco

  • Frente Parlamentar debate valorização salarial de agentes de saúde e endemias no Maranhão

    Frente Parlamentar debate valorização salarial de agentes de saúde e endemias no Maranhão

    A Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos Profissionais da Saúde promoveu, na terça-feira (7), uma audiência pública para discutir melhorias e garantias de direitos aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) no Maranhão. A reunião, realizada na Assembleia Legislativa, foi conduzida pelo presidente da Frente, deputado Antônio Pereira (MDB).

    O encontro contou com a participação dos deputados Arnaldo Melo (PP) e Wellington do Curso (sem partido), além de representantes da Federação Maranhense dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (FEMACS).

    O foco do debate foi a proposta de alteração da Lei 12.694/2025, vinculada ao Programa Cuidar de Todos, do Giaveno do Estado. O objetivo é instituir um escalonamento anual do percentual de complementação remuneratória para os profissionais, visando garantir ganhos reais conforme o cumprimento de metas de indicadores de saúde nos municípios.

    “Os agentes de saúde atuam na linha de frente nos municípios. Nosso objetivo é melhorar a estrutura e garantir equipamentos adequados para que esses profissionais desempenhem seu papel fundamental junto à população”, afirmou o deputado Arnaldo Melo.

    Papel social

    O deputado Wellington do Curso reforçou o papel social da categoria. “Conhecemos a realidade desses profissionais da saúde. Eles acolhem as pessoas mais vulneráveis e precisam de um olhar atento do poder público”, pontuou.

    Para embasar a discussão, a Frente Parlamentar solicitou um estudo à Consultoria Legislativa da Alema. A Nota Técnica produzida analisou a necessidade da criação de um anteprojeto de lei, uma vez que a solicitação dos agentes gera impacto na situação orçamentária e financeira do Estado, devendo estar em plena conformidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

    A presidente da Federação Maranhense dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (FEMACS), Shirlene de Maria Sousa, destacou a importância da revisão legal. “Nossa proposta visa à discussão de melhorias e garantia de direitos. Com a nova revisão da lei do Programa Cuidar de Todos, 53 municípios já foram contemplados com premiação e complementação, e precisamos que a categoria tenha ganhos reais e seja mais valorizada”, explicou.

    Escalonamento

    A nova proposta sugere que o Governo do Estado encaminhe à Casa um projeto de lei para instituir o escalonamento gradual do incentivo, podendo atingir até 60% do piso nacional. A medida mantém a lógica de pagamento em parcela única condicionada a metas, mas amplia a valorização dos profissionais na ponta da atenção básica.

    O projeto também prevê o rateio dos valores advindos do Ministério da Saúde para ACS e ACE em partes iguais, proporcional aos meses de trabalho, desde que os profissionais estejam em plena atividade e devidamente registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

    Ao avaliar o encontro, o deputado Antônio Pereira ressaltou o encaminhamento de um expediente oficial ao governador Carlos Brandão com o anteprojeto sugerido.

    “Concluímos esta audiência com um avanço concreto. Elaboramos um anteprojeto, com a participação da presidente Iracema Vale, que equilibra a responsabilidade fiscal com a justa valorização desses profissionais que são o pilar do SUS em nossas comunidades. Vamos levar essa demanda ao governador Carlos Brandão para que possamos transformar esse incentivo em realidade, garantindo segurança jurídica e financeira para os agentes que cuidam dos maranhenses”, finalizou o parlamentar.

  • Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

    Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira à noite (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. 

    Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

    “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

    “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

    Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

    Irã

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças

    A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”.

    Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.

    “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano.

    Ameaça 

    Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

    “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

    Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

    Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

    Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

    * Com informações da Reuters

  • CCJ dá parecer favorável a MP que prorroga prazo para parcelamento de débitos de empresas em recuperação judicial

    CCJ dá parecer favorável a MP que prorroga prazo para parcelamento de débitos de empresas em recuperação judicial

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão, analisou, entre outras proposições, a Medida Provisória 541/2026, de autoria do Poder Executivo. A MP, que recebeu parecer favorável, altera dispositivo da Lei 12.339, de 3 de julho de 2024, que institui o parcelamento especial de débitos, tributários e não tributários, de empresários ou sociedades empresárias em processo de recuperação judicial.

    A Medida Provisória prorroga, até 31 de março deste ano, o prazo para que empresas e empresários em recuperação judicial possam aderir ao parcelamento especial de débitos tributários e não tributários.

    A reunião foi aberta pelo presidente da CCJ, deputado Neto Evangelista (União Brasil) que, em seguida, passou a condução dos trabalhos ao vice, deputado Florêncio Neto (MDB). Os deputados Arnaldo Melo (PP), Ricardo Arruda (MDB) e Adelmo Soares (MDB) também participaram da reunião.

    Florêncio Neto destacou a relevância da MP 541/2026.  “Uma medida provisória importante porque prorroga o prazo para que empresas possam aderir ao programa do governo e possam, portanto, receber esse benefício. Acredito que o incentivo ao empresário, ao empreendedor, é sempre muito importante. Uma iniciativa louvável voltada para empresas que são grandes geradoras de emprego e renda no Maranhão”, frisou Florêncio Neto.

    Em mensagem enviada à Casa Legislativa, o Governado do Estado destaca que a iniciativa “reveste-se de inequívoca relevância social e econômica, pois visa assegurar a continuidade de mecanismos voltados à regularização fiscal de empresas em recuperação judicial, contribuindo para a preservação de atividades econômicas, a manutenção de postos de trabalho e estabilidade do ambiente produtivo no estado do Maranhão”, diz o documento.

    Também foi apreciada a redação final do Projeto de Lei 029/2026, de autoria da presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale (MDB).  O PL institui o Observatório Maranhense do Feminicídio e das Tentativas de Feminicídio. “Quero parabenizar a CCJ e a presidente Iracema Vale pela aprovação, na comissão, deste projeto que institui o Observatório do Feminicídio no nosso estado. Será uma maneira de termos um acompanhamento mais pormenorizado de vários desses casos, catalogando-os e dando amplo acesso, visibilidade e publicidade a esses casos que são, infelizmente, cada vez mais frequentes”, finalizou Florêncio Neto. 

  • Crime de genocídio: Donald Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos

    Crime de genocídio: Donald Trump ameaça eliminar civilização de 3 mil anos

    “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou nesta terça-feira (7) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.

    Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

    Agora, o presidente da maior potência militar e nuclear do planeta vem, repetidamente, ameaçando destruir o Irã como nação, dizendo que vai devolver o país à “idade das pedras”.

    Em entrevista à Agência Brasilo professor de direito internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Gustavo Vieira avaliou que as ameaças de Trump são gravíssimas e colocam em risco toda a paz mundial.

    “Essa fala vai contra todas as bases que fundam o direito internacional, que busca a coexistência das nações. Isso é uma ameaça de um crime de genocídio, de crimes contra a humanidade e de guerra que já foram categorizados desde o Tribunal de Nuremberg e estão normatizados pelo Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente”, explicou o especialista.

    Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

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    Vieira ponderou que é desproporcional aniquilar uma nação para poder abrir o Estreito de Ormuz. “O legado disso para a comunidade internacional é muito preocupante. A gente vai ver uma escalada de investimentos em armas e sistemas de defesa”, completou.

    Para a professora de direito internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Elaini Silva, a ameaça de Trump viola a Carta da ONU.

    “É a imagem da barbárie. Quando a ameaça é mais do que um uso da força pontual para coação, mas de extermínio de um povo, já estamos falando de crimes tão graves que podem envolver a responsabilidade pessoal dos governantes”, disse Elaini Silva, doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

    A avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), é de que guerra e as ameaças de Trump têm o efeito de fortalecer a República Islâmica devido ao nacionalismo da população.

    “Os iranianos são uma sociedade com uma identidade nacional e com uma consciência nacional muito forte. Então, essa ideia de que o Irã vai ser destruído, humilhado ou subjugado, obviamente, faz com que as pessoas prefiram apoiar qualquer regime que defenda a soberania nacional”, disse.

    O antropólogo acrescentou que, ainda que a ameaça de Trump não se concretize, a destruição já está em curso. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que 160 monumentos históricos tenham sido danificados ou destruídos pelos ataques dos EUA e de Israel.

    Trump evita comentar crime de guerra

    Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

    “Você está se comprometendo a cometer um crime de guerra?”, disse o profissional de imprensa em áudio captado pela transmissão oficial. O presidente apenas virou o rosto e pediu novas perguntas aos jornalistas. “O que mais?”, desconversou.

    Em coletiva de imprensa no mesmo dia, um jornalista do New York Times questionou Trump se ele não estaria violando o direito internacional ao ameaçar atacar infraestruturas civis.

    O presidente estadunidense acusou o jornal de “falta de credibilidade” e disse que não permitiria que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das tantas justificativas da guerra. Porém, mesmo os serviços de inteligência dos EUA apontam que Teerã não buscava desenvolver esses armamentos.

    Na mesma postagem em que promete um genocídio no Irã, Trump diz que não quer que isso aconteça, “mas provavelmente acontecerá”.

    “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, completou. Contraditoriamente, Trump finaliza o comunicado pedindo para Deus abençoar “o grande povo do Irã”.

    Com informações da Agência Brasil

  • Braide escolhe empresária da região tocantina para compor vice na chapa ao governo do Maranhão

    Braide escolhe empresária da região tocantina para compor vice na chapa ao governo do Maranhão

    Em evento realizado em Imperatriz nesta terça-feira (7), o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), oficializou o nome da empresária Elaine Carneiro como sua pré-candidata a vice-governadora na disputa pelo Palácio dos Leões.

    Elaine é filha do influente empresário João Cruzeiro do Sul, mas consolidou sua própria trajetória no setor produtivo da Região Tocantina.

    Como diretora da Pneus Brasil, ganhou destaque por sua gestão focada em inovação e valorização de equipes, tornando-se uma liderança empresarial respeitada no segmento.

    Estratégia

    A escolha de Elaine Carneiro é um movimento calculado de Braide para atingir três objetivos centrais:

    • Representatividade: Ampliar a presença feminina na chapa majoritária.
    • Fortalecimento Regional: Consolidar a base de apoio na Região Tocantina, segundo maior colégio eleitoral do estado e ponto estratégico para qualquer projeto rumo ao governo.
    • Diálogo com o Mercado: Aproximar a candidatura do setor empresarial e produtivo do interior.

    Com este anúncio, Braide busca romper a barreira da capital e estadualizar seu nome na corrida pela sucessão. A movimentação é vista por analistas como um passo decisivo para fortalecer alianças fora da Ilha de São Luís e estruturar uma pré-campanha competitiva em todo o território maranhense.

    Com informações de O Imparcial

  • Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas

    Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

    O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

    De acordo com a Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.

    Outro dado mostra que, em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram à interdição de oito empresas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade.

    O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, reforçou que as medidas não têm como foco a restrição mercadológica ou proibição de manipulação dos ativos, mas sim coibir o uso irregular e proteger a saúde da população, garantindo a qualidade e eficácia dos produtos.

    A agência vê aumento de relatos sobre eventos adversos e identificação de uso off label (prescrição diferente da aprovada na bula) desses produtos, como para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência emitiu alerta para o risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras.

    “Esse é um desafio regulatório não só para o Brasil, mas para as principais agências do mundo, essa situação do avanço do consumo de medicamentos derivados de GLP-1 e o avanço da manipulação em cima desses produtos”, disse em coletiva de imprensa.

    Riscos

    Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição. O uso indevido de nomes comerciais e divulgação e venda de múltiplos produtos sem registro também foram identificados.

    A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas.

    Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

    Eixos estratégicos

    O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos:

    Aprimoramento regulatório

    • Revisão da Nota Técnica 200/2025 que orienta procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs de agonistas de GLP-1. 

    Segundo a Anvisa, a nova norma vai comportar desde a entrada do insumo até a preparação final do produto, com especificações sobre rastreabilidade, qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva; a qualificação dos fabricantes e fornecedores; e o estabelecimento de testes mínimos de controle de qualidade.

    A proposta está em construção e será discutida no próximo dia 15 na reunião da diretoria colegiada da Anvisa.

    • Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007). Essa resolução é a que norteia todo o processo regulatório das farmácias de manipulação.
    • Fortalecimento das medidas sanitárias cautelares para suspensão de Autorização de Funcionamento (AFE) em situações de risco iminente e a retirada automática de efeito suspensivo de recursos administrativos.

    Monitoramento e fiscalização

    • Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas de estética.
    • Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas e odontológicas. A Anvisa possui o sistema VigiMed para que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem sobre efeitos adversos de produtos.
    • Aperfeiçoamento da matriz de risco do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1.
    • Ampliar as medidas preventivas, para reprimir a entrada de produtos irregulares no território nacional.

    Articulação institucional, federativa e internacional

    • Acordo de cooperação técnica e criação de grupo de trabalho com entidades médicas e outros órgãos de controle.
    • Ações proativas de informação e treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
    • Cooperação com agências reguladoras internacionais.

    Ampliação da oferta de produtos registrados

    • Priorização das análises de pedidos de registros. De acordo com a Anvisa, há 17 pedido de registro de canetas emagrecedoras na agência, que estão em andamento e serão priorizadas para ampliar a oferta de produtos registrados.

    “Com a queda da patente da semaglutida, uma boa parte desses produtos estão vindo com novas opções e foram solicitados [os registros] para a Anvisa e nós estamos priorizando essa análise”, explicou Safatle.

    • Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência, como EMA (Europa) e FDA (Estados Unidos), para avançar com a regulação.

    Comunicação com a sociedade

    • Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples.
    • Orientação sobre riscos do uso indiscriminado.
    • Informação sobre produtos irregulares.
    • Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral.
    • Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais.

    Governança

    • Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação das medidas para avanço contínuo do plano de ação instituído.

    Com informações da Agência Brasil

  • Vereador despede-se da Câmara e faz balanço de atuação no Parlamento

    Vereador despede-se da Câmara e faz balanço de atuação no Parlamento

    O vereador Anderson Borges (PP) despediu-se, nesta segunda-feira (6), do cargo que ocupou por um período como suplente e fez um balanço de sua atuação na Câmara Municipal de São Luís. O parlamentar assumiu a vaga do vereador André Campos (PP), que havia se afastado em dezembro de 2025 para presidir a Agência Executiva Metropolitana (AGEM) e retorna agora ao Parlamento.

    Durante discurso na tribuna, Borges destacou ações sociais realizadas ao longo do período, com ênfase em iniciativas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. “Esta tribuna hoje é ocupada com muita alegria e gratidão para destacar uma ação que ganhou repercussão não só em nossa cidade, mas também na Imprensa nacional”, afirmou, ao citar o trabalho desenvolvido durante a Quaresma pela Paróquia São Maximiliano Maria Kolbe, que ofereceu café da manhã a pessoas em situação de rua.

    O vereador ressaltou o caráter social e humano da iniciativa. “Mais do que alimentar o corpo, essa ação levou acolhimento, respeito, dignidade e, sobretudo, a palavra de Deus àqueles que muitas vezes são invisíveis aos olhos da sociedade”, declarou. Ele também destacou a distribuição de pescados durante a Semana Santa: “Passamos esse período garantindo alimento àquelas pessoas que mais precisam, especialmente, na Sexta-feira Santa”.

    Ao fazer um balanço do mandato, Anderson Borges enfatizou a atuação próxima da população. “Nosso compromisso está onde o povo está. Seguimos percorrendo os quatro cantos da cidade, ouvindo as pessoas e levando suas demandas”, pontuou. E ainda mencionou sua atuação em causas sociais, como a situação de pacientes com doenças inflamatórias intestinais: “Não podemos ignorar o sofrimento de quem ficou mais de três meses sem acesso ao suplemento alimentar essencial”.

    Em sua despedida, o parlamentar reforçou que continuará na vida pública. “Saio desta cadeira, mas não saio da política. Volto às minhas bases com a convicção de que o verdadeiro poder de um político é servir”, declarou. Borges encerrou o pronunciamento agradecendo aos colegas parlamentares, servidores da Casa, equipe e eleitores. “Gratidão a todos que contribuíram para que eu pudesse chegar até aqui”, finalizou.