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  • Lindbergh pede prisão de Eduardo por campanha a sanções dos EUA ao TSE

    Lindbergh pede prisão de Eduardo por campanha a sanções dos EUA ao TSE

    O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, após o anúncio, feito em entrevista, de uma nova campanha nos Estados Unidos a favor de sanções contra autoridades judiciais brasileiras, com foco em ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    No último sábado (4), Eduardo Bolsonaro confirmou que pretende acionar novamente o governo americano para interromper vistos e aprovar novas penalidades contra a Justiça Eleitoral brasileira. “Estarei atento, farei as minhas denúncias como entender pertinente e que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências”, declarou.

    Segundo o ex-parlamentar, o esforço seria direcionado à Casa Branca, ao Congresso americano e a “quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais”.

    Na representação, Lindbergh afirma que o discurso de Eduardo “não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral”, mas representa “a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”.

    O congressista acrescenta que “a finalidade declarada é inequívoca no sentido de monitorar, reportar e acionar, em tempo real, centros de poder situados fora do país para constranger integrantes da Justiça Eleitoral brasileira no curso da disputa presidencial, com o objetivo de favorecer o seu irmão [Flávio Bolsonaro (PL-RJ)], pré-candidato a cargo eletivo”.

    Veja a íntegra da representação.

    Audiência marcada

    Eduardo Bolsonaro responde a ação penal por coação no curso do processo que resultou, em setembro, na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de prisão. O ex-deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de buscar sanções contra ministros do STF em retaliação ao julgamento, o que levou à suspensão de vistos e à inclusão do nome de Alexandre de Moraes na lista de alvos da Lei Magnitsky.

    O interrogatório está previsto para o dia 14, em modalidade virtual. Como Eduardo está fora do Brasil e não indicou advogado, sua defesa ficará sob responsabilidade da Defensoria Pública da União.

    Também tramita um processo administrativo disciplinar contra Eduardo na Polícia Federal, onde possui o cargo de escrivão. Além de responder por abandono do cargo, a PF cita ainda tentativas de Eduardo de ofender, ameaçar e expor servidores da corporação na mídia, com o objetivo de intimidar as equipes responsáveis por investigações supervisionadas pela Corte.

    Processo: AP 2782-DF

    Com informações do Congresso em Foco

  • Justiça do Maranhão condena empresa de transporte aéreo por falha na prestação de serviços

    Justiça do Maranhão condena empresa de transporte aéreo por falha na prestação de serviços

    Em sentença proferida no 7º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, o Judiciário julgou procedente a ação de um homem, condenando a Latam Airlines ao pagamento de indenização por danos morais.

    De acordo com informações do processo, o autor adquiriu passagens aéreas junto à requerida, para saindo de São Luís (MA) com destino a Salvador (BA). Porém, houve atraso e seu voo foi realocado para o dia seguinte, com outro itinerário. Diante dos fatos, entrou na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.

    Na sentença, a juíza Maria José França Ribeiro destacou que o caso é de relação de consumo. “Da análise dos autos, verifica-se ser indiscutível o não cumprimento do contrato de transporte aéreo na forma que foi contratado, onde o transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos e contratados, sob pena de responder por perdas e danos, salvo motivo de força maior, o que deve ser verificado na análise desta demanda (…) Na ação, a demandada afirmou que o voo foi cancelado operacionalmente, por conta da necessidade de manutenção não programada na aeronave, ocasião inevitável e imprevisível”, pontuou.

    NÃO COMPROVOU A MANUTENÇÃO NA AERONAVE

    Observou, ainda, que a empresa deveria comprovar a tese de manutenção não programada, demonstrando que de fato houve o comprometimento da partida do voo que impediu a viagem, obrigando a realocação. “Por isso, não merece acolhimento a tese de imprevisibilidade de falha técnica da aeronave, quando ausente elementos de provas que sustentem a tese da empresa de transporte aéreo (…) Nem mesmo qualquer relatório indicativo de um problema de força maior foi anexado ao processo, ou dados acerca de manutenção contínua das aeronaves”, ponderou.

    A magistrada entendeu que, consideradas tais circunstâncias, não há como ser afastado o dever de reparação dos danos por causa da falha na prestação do serviço de transporte aéreo. “Conclui-se que a situação vivenciada pelo autor ultrapassa a esfera do mero aborrecimento, vindo a caracterizar o dano moral, ante o transtorno, angústia e aflição experimentados (…) O valor da indenização deverá cumprir a função pedagógica de obrigar a demandada a evitar casos semelhantes (…) Desta forma, arbitro a indenização por danos morais em R$ 4.500,00”, finalizou.

  • Eleições levam 11 governadores e 10 prefeitos de capitais a renunciar

    Eleições levam 11 governadores e 10 prefeitos de capitais a renunciar

    Saídas para a disputa eleitoral redesenha o comando político nos Estados. Trocas fortalecem vices, embaralham alianças regionais e mudam o peso dos partidos na largada da campanha. Veja quem saiu

    A desincompatibilização para as eleições deste ano provocou uma mudança imediata no comando de 11 Estados e 10 capitais brasileiras. O prazo para deixar o cargo terminou no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, como determina a legislação para ocupantes de funções no Executivo que queiram disputar postos diferentes.

    As mudanças nos governos estaduais não representam apenas uma exigência formal da lei eleitoral. Na prática, elas alteram o peso das legendas na máquina administrativa, reposicionam aliados regionais e entregam visibilidade a vice-governadores que podem entrar na disputa já no exercício do cargo.

    Entre os governadores que renunciaram estão dois presidenciáveis: Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás. Os demais, em sua maioria, devem disputar vagas no Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras em 2026.

    De saída

    Deixaram os cargos Gladson Cameli (PP), no Acre; Wilson Lima (União), no Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás; Mauro Mendes (União), em Mato Grosso; Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais; Helder Barbalho (MDB), no Pará; João Azevêdo (PSB), na Paraíba; Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro; e Antonio Denarium (Republicanos), em Roraima.

    Na maior parte dos casos, os vices assumem o comando dos Estados e passam a ocupar posição estratégica na sucessão local. O cenário mais delicado é o do Rio de Janeiro. Sem vice-governador, o Estado terá de escolher um ocupante tampão para o cargo até o fim do mandato. O formato dessa escolha ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal, que definirá se a eleição será direta ou indireta.

    Entre os novos governadores, já anunciaram pré-candidatura Celina Leão (PP-DF), Ricardo Ferraço (MDB-ES), Daniel Vilela (MDB-GO), Mateus Simões (PSD-MG), Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), Hana Ghassan (MDB-PA), Lucas Ribeiro (PP-PB) e Edilson Damião (Republicanos-RR).

    A saída do cargo, porém, não assegura presença na urna. A renúncia é apenas uma etapa legal para viabilizar a candidatura. A oficialização depende das convenções partidárias e do registro no Tribunal Superior Eleitoral, previstos para agosto.

    Prefeitos de capitais

    Além das mudanças dos governadores, 10 prefeitos de capitais também deixaram seus mandatos para tentar o governo de seus respectivos Estados. Estão nessa lista Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; Lorenzo Pazolini (Republicanos), em Vitória; João Campos (PSB), no Recife; Eduardo Braide (PSD), em São Luís; Cícero Lucena (MDB), em João Pessoa; David Almeida (Avante), em Manaus; Dr. Furlan (PSD), em Macapá; Tião Bocalom (PSDB), em Rio Branco; Arthur Henrique (PL), em Boa Vista; e João Henrique Caldas, o JHC, hoje no PSDB, em Maceió.

    Reeleição

    A legislação não obriga governadores candidatos à reeleição a deixar o cargo. Por isso, nomes como Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe permanecem à frente dos governos durante a campanha. A mesma regra vale para o presidente Lula caso confirme a tentativa de reeleição.

    Sem eleição

    Há ainda governadores que optaram por cumprir o mandato até o fim sem entrar na disputa. É o caso de Paulo Dantas (MDB), em Alagoas; Carlos Brandão (sem partido), no Maranhão; Ratinho Junior (PSD), no Paraná; Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte; Eduardo Leite (PSD), no Rio Grande do Sul; Marcos Rocha (PSD), em Rondônia; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), no Tocantins.

    Em alguns Estados, essa permanência decorreu menos de desinteresse eleitoral e mais de obstáculos políticos. Fátima Bezerra articulava disputar o Senado, mas recuou depois que o vice, Walter Alves, se recusou a assumir o governo. Eduardo Leite, por sua vez, trabalhava para viabilizar uma candidatura presidencial, mas foi derrotado por Ronaldo Caiado na disputa interna do PSD.

    Com informações do Congresso em Foco

  • Retaliação pesada: atuação de Duarte Júnior contra esquema do INSS quase o tira das eleições

    Retaliação pesada: atuação de Duarte Júnior contra esquema do INSS quase o tira das eleições

    O deputado federal Duarte Júnior foi direto ao ponto ao enfrentar o escândalo envolvendo o INSS, se colocando como um dos principais nomes na defesa dos idosos que tiveram seus direitos violados. Atuante e incisivo, ele se tornou um verdadeiro algoz de quem, segundo denúncias da CPMI, teria participado de um esquema que prejudicou milhares de brasileiros.

    Mas a resposta veio em forma de retaliação. Nos bastidores, Duarte enfrentou um cerco político pesado. Mesmo com mandato, ele quase ficou sem partido para disputar as eleições. Tentou filiação em diversas siglas, mas esbarrou em sucessivas negativas vindas de direções nacionais alinhadas ao governo federal.

    O motivo seria claro: o enfrentamento direto a interesses poderosos. Informações apontam que nomes ligados ao entorno do presidente Lula, incluindo familiares, foram citados nas discussões, o que teria acirrado ainda mais o cenário.

    Sem poder tirá-lo do cargo, a estratégia teria sido outra: inviabilizar sua candidatura. Uma manobra considerada por aliados como um golpe baixo e sujo, com o objetivo de silenciar uma voz incômoda.

    Faltando poucas horas para o fim da janela partidária Duarte anunciou sua filiação no Avante.

    O caso gera um alerta grave. Para muitos, o que está em jogo vai além de um mandato: é o recado dado a quem decide enfrentar o sistema.

    Com informações do Portal a Fonte

  • “Estamos nos tornando indiferentes à violência”, alerta Papa Leão XIV

    “Estamos nos tornando indiferentes à violência”, alerta Papa Leão XIV

    Pela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos. 

    “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV, neste domingo (5).

    O líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio.

    “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”.

    Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo”, ponderou o líder católico.

    Leão XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e conflitos.

    “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou o papa;

    Ele lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.

    “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”

    Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”

    Com informações da Agência Brasil

  • Com apoio do Governo do Maranhão, Via Sacra do Anjo da Guarda transforma ruas do bairro em palco de arte e fé

    Com apoio do Governo do Maranhão, Via Sacra do Anjo da Guarda transforma ruas do bairro em palco de arte e fé

    O maior espetáculo teatral a céu aberto do estado e um dos principais do Nordeste, a Via Sacra do Anjo da Guarda foi encenada pelas ruas do bairro durante a Semana Santa, reunindo uma multidão. O evento é realizado pelo Grupo Independente de Teatro Amador (Grita) e conta com o apoio do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), via Lei de Incentivo à Cultura, e da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

    Esta é a 45ª edição do espetáculo que, além de ser uma manifestação artística da comunidade, também representa resistência, sendo patrimônio afetivo e cultural da capital maranhense. O tema deste ano foi “Paixão que inclui, arte que acolhe” e provocou reflexões sobre apagamento histórico, desigualdades sociais e racismo. O momento de fé e cultura foi vivenciado por milhares de pessoas.

    Claudio Silva, um dos fundadores do Grupo Grita, afirmou que a história do grupo também é a história do bairro Anjo da Guarda. “Existe uma cultura que a gente vem transformando de acordo com o tempo. Quando a gente começou aqui, não existiam casas de alvenaria. Hoje, faz 45 anos que a gente monta esse espetáculo e, a cada ano, é uma alegria imensa”, disse.

    Moradora do Anjo da Guarda, Marília Baltazar participa da encenação da Via Sacra há 36 anos e está entre as pioneiras da manifestação cultural e religiosa. A dedicação é tão grande que, mesmo com problemas na coluna, ela decidiu manter a presença no espetáculo deste ano como soldado romano.

    “Eu não resisti, eu iria chorar se não saísse na Via Sacra. É muito bom e prazeroso ver o envolvimento da comunidade com esse espetáculo. Cada vez que acontece a encenação, a comunidade participa, seja debaixo de chuva, mesmo estando doente, sempre está todo mundo presente, colaborando. É uma apresentação muito linda e o povo do Anjo da Guarda se sente honrado por isso”, comentou.

    Segurança reforçada

    Para garantir a segurança do evento e a tranquilidade de moradores e visitantes, foi montado um grande planejamento de segurança com a Operação Semana Santa, desencadeada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). As ações contam com cerca de 500 policiais militares apenas em São Luís e se estendem ao interior do estado, com ampliação das estratégias de prevenção e combate à criminalidade.

    A Operação Semana Santa conta com o trabalho integrado do sistema de segurança pública estadual e, além da Polícia Militar, mobiliza a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Perícia Oficial, o Centro Tático Aéreo (CTA), o Centro de Inteligência de Segurança Pública (Cisp), o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) e a Força Estadual.

    “A Via Sacra é um grande evento religioso que costuma unir as pessoas para fazerem suas orações. Então, o sistema de segurança pública está aqui para dar proteção à população e a todas as pessoas que estão aqui para aproveitar esse momento e voltarem para suas casas com tranquilidade”, afirmou a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade.

    O reforço das ações policiais da Operação Semana Santa segue até o Domingo de Páscoa (5) em todo o estado.

    Apoio à cultura

    Com a Lei de Incentivo à Cultura, a Secretaria de Estado da Cultura (Secma) está apoiando a 45ª edição da Via Sacra do Anjo da Guarda com investimento de R$ 250 mil, além da estrutura de palco e som. O maior espetáculo teatral ao ar livre do estado também conta com o apoio da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), contribuindo para o enriquecimento cultural da Grande Ilha e fortalecendo os laços entre o Porto do Itaqui e a comunidade local.

    “O Porto do Itaqui, por meio das ações de responsabilidade social, tem vários projetos sociais nessa área do entorno Itaqui-Bacanga, e apoiar a Via Sacra no Anjo da Guarda é reconhecer a identidade cultural que temos nesse território vizinho e tão parceiro. Acreditamos em uma comunhão e troca de experiências, gerando renda, empreendedorismo e, mais do que nunca, a união de todos por um mesmo território”, comentou a gerente de responsabilidade social do Porto do Itaqui, Marina Moura.

    Além do espetáculo, o projeto envolve oficinas e ações de capacitação profissional, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, diretriz seguida pela gestão da Emap. A Via Sacra do Anjo da Guarda une investimento em cultura, inclusão social e segurança pública.

  • Prazo para regularização de eleitores sem biometria termina na segunda

    Prazo para regularização de eleitores sem biometria termina na segunda

    Eleitores que ainda não têm biometria registrada na Justiça Eleitoral têm até esta segunda-feira (6) para iniciar, pela internet, pedidos de primeiro título, transferência de domicílio eleitoral e revisão cadastral por meio do autoatendimento eleitoral.

    A partir desta data, esses eleitores terão que concluir o procedimento presencialmente até 6 de maio, último dia para regularizar a situação eleitoral antes do fechamento do cadastro. O prazo está fixado na Resolução nº 23.760/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Grupo afetado

    O principal grupo que deve se atentar à data-limite são os novos eleitores, aqueles que vão votar pela primeira vez. O alistamento eleitoral pode ser solicitado a partir dos 15 anos, mas só poderá votar quem tiver 16 anos completos até a data da eleição. Apesar da possibilidade, a participação só é obrigatória com a maioridade, aos 18 anos.

    São necessários, para a solicitação do título, os seguintes documentos:

    • documento oficial de identificação com foto (como carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
    • comprovante de residência recente;
    • comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.

    Também devem ficar atentos os eleitores que mudaram de cidade e pretendem votar no novo município. A transferência de domicílio eleitoral depende de um pedido formal e da atualização cadastral dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral. Para solicitar, é necessário enviar um comprovante da nova residência, uma foto sua com um documento de identificação e um documento com foto em formato digital.

    A data-limite também vale para pessoas que tiveram alteração nos dados pessoais, como nome, em caso de casamento ou alteração de gênero no registro civil, ou endereço, e precisam revisar o cadastro antes do pleito.

    Autoatendimento

    O serviço é oferecido por meio do autoatendimento eleitoral, ferramenta disponível no portal da Justiça Eleitoral. Por meio dela, o eleitor pode preencher os dados, anexar documentos e abrir o requerimento de forma remota. Depois disso, o sistema indicará a necessidade de comparecimento presencial para coleta biométrica e conclusão do atendimento.

    Após o envio do pedido, o eleitor deve observar o prazo para concluir o procedimento. A Justiça Eleitoral informa que, nos casos em que o comparecimento presencial é exigido, o eleitor precisa se dirigir a um Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em até 30 dias, sob pena de exclusão do pedido.

    Com informações do Congresso em Foco

  • PL amplia hegemonia, PT sofre baixa e União Brasil lidera perdas na Câmara

    PL amplia hegemonia, PT sofre baixa e União Brasil lidera perdas na Câmara

    O fim da janela partidária na sexta-feira, 3, consolidou o PL como a força dominante na Câmara dos Deputados. A legenda, que já detinha a maior bancada da Casa, foi a que mais se beneficiou com a troca de partidos pelos parlamentares, ampliando sua vantagem competitiva para o pleito de 2026, ultrapassando a marca dos 100 parlamentares. Em contrapartida, o União Brasil registrou o desempenho mais negativo, sofrendo uma debandada de quadros.

    O período estabelecido pela lei eleitoral para a troca de siglas sem a perda do mandato legislativo por infidelidade partidária resultou em uma movimentação intensa nos bastidores de Brasília. O PL registrou a entrada de 17 novos deputados e a saída de quatro. Já o PT, segunda maior bancada, manteve-se estável, mas registrou uma baixa com a saída da deputada Luizianne Lins (CE), que migrou para o Rede.

    + Tebet, Moro e Pacheco: os principais políticos que trocaram de partido para a eleição

    A sigla mais afetada foi o União Brasil, que contabilizou 18 saídas e apenas duas adesões. A perda de capilaridade da legenda reflete dissidências internas e a migração de nomes para o bloco de oposição liderado pelo PL.

    Veja composição dos partidos para a Câmara:

    • PL: Antes da janela – 86; Depois da janela – 101;
    • PT: Antes da janela – 67; Depois da janela – 66;
    • PP: Antes da janela – 50; Depois da janela – 54;
    • PSD: Antes da janela – 47; Depois da janela – 47;
    • União Brasil: Antes da janela – 59; Depois da janela – 44;
    • Republicanos: Antes da janela – 44; Depois da janela – 41;
    • MDB: Antes da janela – 42; Depois da janela – 37;
    • PODE: Antes da janela – 16; Depois da janela – 24;
    • PSB: Antes da janela – 16; Depois da janela – 20;
    • PSDB: Antes da janela – 14; Depois da janela – 19;
    • PSOL: Antes da janela – 11; Depois da janela – 12;
    • PC do B: Antes da janela – 9; Depois da janela – 10;
    • PDT: Antes da janela – 16; Depois da janela – 6;
    • SOLIDARIEDADE: Antes da janela – 5; Depois da janela – 6;
    • PV: Antes da janela – 4; Depois da janela – 5;
    • REDE: Antes da janela – 4; Depois da janela – 5;
    • NOVO: Antes da janela – 5; Depois da janela – 5;
    • AVANTE: Antes da janela – 8; Depois da janela – 4;
    • CIDADANIA: Antes da janela – 4; Depois da janela – 2;
    • PRD: Antes da janela – 5; Depois da janela – 2;
    • MISSÃO: Antes da janela – 0; Depois da janela – 1.

    Entre os nomes que migraram do União Brasil para o PL estão o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (AL), Rosângela Moro (SP), Coronel Assis (MT) e Nicoletti (RR). Já Kim Kataguiri deixou a legenda liderada por Antônio Rueda para migrar para o recém-criado Missão.

    O PSDB, que aparece na segunda posição no ranking de legendas que mais angariou deputados federais, busca ampliar seu papel de destaque no cenário político nacional. Uma aquisição importante para a legenda foi o ex-ministro das Comunicações do governo petista Juscelino Filho (MA), que deixou o União Brasil.

    Já a deputada Duda Salabert (MG) saiu do PDT e retornou ao PSOL, o deputado Otoni de Paula (RJ) migrou do MDB para o PSD, e a deputada Luisa Canziani (PR), do PSD para o PP.

    Importância da Câmara dos Deputados

    Apesar do encerramento do prazo para trocas, o cenário das bancadas ainda não é definitivo. A composição final depende do retorno de ministros que saíram do governo e que podem reassumir seus mandatos na Câmara. Com a volta dos titulares, suplentes que ocupam cadeiras atualmente — e que podem ter trocado de legenda — deixarão o exercício do mandato, alterando novamente os números totais de cada sigla.

    A Câmara dos Deputados é responsável por discutir e votar leis que afetam diretamente a vida do cidadão brasileiro, além de autorizar processos contra o presidente e aprovar o Orçamento da União. Nenhuma proposta do Executivo — seja a criação de um imposto ou um novo programa social — vira realidade sem passar pela análise dos 513 deputados. Por isso a importância de se ter uma bancada forte na Casa.

    O governo Lula 3 enfrentou uma certa dificuldade de governabilidade. Sem uma maioria sólida, o Executivo se viu diante de barreiras para aprovar pautas essenciais, como a regulamentação da Reforma Tributária, por exemplo, que só avançou em 2025.

    Agora, em 2026, o petista passou a pregar a união em pautas como a segurança pública e  o fim da escala 6×1, mas sabe que, sem eleger uma bancada maior em outubro, o próximo mandato pode ser novamente marcado pela dependência dos vontades da Câmara.

    Com informações da IstoÉ

  • Nunes Marques viajou a Maceió em voo pago por advogada do Master, diz jornal

    Nunes Marques viajou a Maceió em voo pago por advogada do Master, diz jornal

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, viajou de Brasília a Maceió ao lado da esposa em um avião particular custeado pela advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua para o Banco Master.

    A aeronave utilizada é administrada por uma empresa responsável por gerir bens do banqueiro Daniel Vorcaro. As informações são dos repórteres Gustavo Côrtes, Aguirre Talento e Vinícius Valfré, do Estadão.

    Segundo o ministro, a viagem ocorreu em novembro de 2025, a convite da advogada, por ocasião de sua festa de aniversário. Em nota, ele afirmou que Camilla organizou o voo e arcou com todos os custos, incluindo o deslocamento de outros convidados.

    A advogada confirmou a versão, dizendo que contratou o voo de forma privada e pessoal para a celebração. Ela é casada com o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, que também teria participado da viagem.

    Registros do terminal executivo do aeroporto de Brasília mostram que o ministro e sua esposa embarcaram na manhã de 14 de novembro. Pouco depois, uma aeronave operada pela empresa Prime Aviation decolou com destino a Maceió. O avião, um modelo Legacy 650 com capacidade para até 17 passageiros, é ligado à estrutura empresarial associada a Vorcaro.

    A mesma documentação indica que a advogada, o desembargador e outros passageiros acessaram o terminal no mesmo horário.

    A relação entre o Banco Master e o entorno do ministro também aparece em outros pontos. Um dos filhos de Nunes Marques recebeu valores por serviços jurídicos de uma empresa que, no mesmo período, teve receitas milionárias provenientes do banco. Além disso, investigações apontaram trocas de mensagens entre o ministro e Vorcaro.

    O caso não é isolado. Registros indicam que outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também utilizaram aeronaves operadas por empresas ligadas ao mesmo grupo em ocasiões distintas.

    A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou.

    Com informações do ICL Notícias

  • Brandão fica até o final do mandato nos Leões; dez governadores renunciam ao cargo para disputar eleições; veja lista

    Brandão fica até o final do mandato nos Leões; dez governadores renunciam ao cargo para disputar eleições; veja lista

    Em nove das 27 unidades da federação, os eleitores viram os vices-governadores assumirem no lugar dos titulares em razão da data-limite — 4 de abril — para renunciar ao mandato a tempo de disputar outro cargo nas eleições de 2026.

    Como em pleitos anteriores, o destino preferencial é o Senado Federal. Oito renúncias foram movidas pelo desejo de trilhar o caminho natural para governadores que completam seu segundo mandato e, portanto, não podem postular a reeleição. As duas derradeiras foram motivadas por candidaturas à Presidência da República.

    Veja a lista completa de governadores

    Acre: Gladson Cameli (PP) está em primeiro mandato e renunciou para concorrer ao Senado

    Alagoas: Paulo Dantas (MDB) cumprirá o mandato até o final e apoiará Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, à sucessão;

    Amapá: Clécio Luís (União Brasil) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Amazonas: Wilson Lima (União Brasil) cumprirá o mandato até o final e não definiu apoio à sucessão;

    Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Ceará: Elmano de Freitas (PT) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Distrito FederalIbaneis Rocha (MDB) renunciou para concorrer ao Senado. Celina Leão (PP) assumiu o cargo e será candidata à reeleição com apoio do antecessor;

    Espírito SantoRenato Casagrande (PSB) renunciou para concorrer ao Senado. Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o cargo e será candidato à reeleição com apoio do antecessor;

    GoiásRonaldo Caiado (PSD) renunciou para concorrer à Presidência da República. Daniel Vilela (MDB) assumiu o cargo e será candidato à reeleição com apoio do antecessor;

    Maranhão: Carlos Brandão (sem partido) cumprirá o segundo mandato até o final e apoiará o sobrinho, Orleans Brandão (MDB), à sucessão ao Palácio dos Leões;

    Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil) renunciou para concorrer ao Senado. Otaviano Pivetta (PP) assumiu o cargo e será candidato à reeleição com apoio do antecessor;

    Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) renunciou para disputar a Presidência da República. Mateus Simões (PSD) assumiu o cargo e será candidato à reeleição com apoio do antecessor;

    Pará: Helder Barbalho (MDB) renunciou para concorrer ao Senado. Hana Ghassan (MDB) assumiu o cargo e será candidata à reeleição com apoio do antecessor;

    Paraíba: João Azevêdo (PSB) renunciou para concorrer ao Senado. Lucas Ribeiro (PP) assumiu o cargo e será candidato à reeleição com apoio do antecessor;

    ParanáRatinho Júnior (PSD) desistiu de concorrer à Presidência para cumprir seu segundo mandato até o final. Não definiu apoio à sucessão, com seus ex-secretários Guto Silva (PSD) e Rafael Greca (PSD) como principais cotados;

    Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Piauí: Rafael Fonteles (PT) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL) renunciou para concorrer ao Senado, mas foi declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Apoiará o ex-secretário Douglas Ruas (PL) à sucessão;

    Rio Grande do SulEduardo Leite (PSD) foi preterido por Caiado como candidato à Presidência por seu partido e decidiu cumprir o segundo mandato até o final. Apoiará o vice-governador Gabriel Souza (MDB) à sucessão;

    Rondônia: Marcos Rocha (PSD) cumprirá o segundo mandato até o final e não definiu apoio à sucessão;

    Roraima: Antonio Denarium (PP) renunciou para concorrer ao Senado. Edilson Damião (MDB) assumiu o cargo e será candidato à sucessão com apoio do antecessor;

    Santa Catarina: Jorginho Mello (PL) está em primeiro mandato e será candidato à reeleição;

    São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) está em primeiro mandato e concorrerá à reeleição;

    Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos) cumprirá seu segundo mandato até o final. Apoiará a senadora Dorinha Seabra (União Brasil) à sucessão.

    Com informações da Isto É