O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, voltou a ser alvo, nesta terça-feira (11), de mais uma ação da Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações, a Polícia Federal retornou praticamente aos mesmos endereços visitados na operação anterior, determinada pelo ministro Flávio Dino, na primeira vez: o apartamento onde Cutrim cumpre prisão domiciliar e o antigo gabinete onde atuava como secretário de Estado de Assuntos Legislativos.
No sítio do ex-secretário os policiais recolheram apenas alguns projéteis de arma de fogo. Fontes ouvidas sob reserva indicam que a nova diligência seria um desdobramento do caso que envolveu o jornalista e blogueiro Luís Pablo, também alvo de busca e apreensão por ordem de Moraes, episódio que já havia ganhado repercussão nacional.
Cutrim já respondia, antes desta nova ação, a medidas cautelares fixadas pelo STF, cumprindo prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por decisão de Dino.
A ordem viera poucas semanas após operação de julho, também determinada pela Corte, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em endereço ligado ao ex-deputado, sob suspeita, segundo informações da época, de coação e obstrução da Justiça.
Presunção de inocência à parte, o que se observa é um enredo que não parece disposto a se encerrar num único capítulo.
Delegado aposentado da própria Polícia Federal, Cutrim ocupou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão em diferentes períodos, cumpriu três mandatos como deputado estadual e, em janeiro de 2025, havia sido nomeado secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo estadual.
Uma trajetória construída, em boa parte, dentro do aparato que hoje o investiga. Resta saber se o rio, desta vez, desemboca em algum lugar, ou se, como queria o filósofo, seguirá apenas mudando de água sobre a mesma pedra.
Com informações de O Informante

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