Prefeito e primeira-dama de Turilândia, acusados de desviar mais de R$ 56 milhões, ficaram em silêncio perante MPMA

Representantes do Ministério Público do Maranhão (MPMA) deveriam ouvir nesta sexta-feira (9) os depoimentos do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e da primeira-dama Eva Curió, ambos investigados por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões, utilizando artifícios de empresas fictícias. Porém, seguindo a regra dos demais acusados, como é o caso dos 11 vereadores do município, o casal optou por ficar em silêncio.

Paulo e Eva Curió foram os últimos investigados a serem ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Depois dessa etapa, o MP vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia.

Os depoimentos dos investigados tiveram início na segunda (5). No primeiro dia de oitivas, cinco permaneceram em silêncio, enquanto apenas Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema.

Nessa quarta (7), a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, também foram ouvidos pelo Ministério Público e se mantiveram em silêncio.

Na quinta (8), o Ministério Público do Maranhão ouviu os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação no esquema. As audiências foram realizadas por videoconferência, a partir da sede da Promotoria de Justiça de Santa Helena, município vizinho a Turilândia. Os depoimentos foram colhidos por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Todos os parlamentares optaram por permanecer em silêncio durante as oitivas.

Os interrogatórios estavam inicialmente previstos para começar no dia 29 de dezembro, mas foram remarcados após pedido da defesa da maioria dos investigados, que alegou não ter tido acesso às investigações e ao processo durante o recesso.

Gestores, empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador são investigados por integrar o esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e seus aliados.

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