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Coletivo Nós cobra mais assistentes sociais para as escolas da rede municipal de ensino de São Luís

Com assistentes sociais presentes na galeria da Câmara Municipal de São Luís, o co-vereador Jhonatan Soares (foto), do Coletivo Nós (PT), ocupou a tribuna na sessão ordinária desta quarta-feira (13) para celebrar o Dia da Assistente Social, comemorado em 15 de maio, e cobrar mais valorização e estrutura para a categoria.

“Esta não é apenas uma data de parabéns, de flores, mas sobretudo é uma data de luta, de resistência e de afirmação da ética. O serviço social não é caridade, é ciência e é compromisso político”, afirmou o parlamentar, que direcionou a fala às profissionais presentes na galeria.

O co-vereador destacou o papel central das assistentes sociais na construção de políticas públicas estruturantes do país, como o Bolsa Família e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), e lembrou que o projeto de amparo aos órfãos da Covid-19, reconhecido nacionalmente, nasceu da iniciativa de uma assistente social.

Rede Municipal de Ensino

Um dos pontos centrais do discurso foi o déficit de profissionais na Rede Municipal de Ensino. Segundo Jhonatan Soares, São Luís conta com quase 500 escolas diretas e indiretas e possui apenas três assistentes sociais para acompanhar toda a rede municipal. “Estamos onde o Estado muitas vezes falha, garantindo que o cidadão invisível seja visto e que o seu direito seja respeitado”, disse o parlamentar.

O co-vereador também relembrou o avanço do Projeto de Lei Nº 0243/2025, de autoria do Coletivo Nós, que propõe a inserção do Serviço Social e da Psicologia na Rede de Educação Básica e que já avançou na Comissão de Educação da Câmara. Para ele, garantir assistentes sociais nas escolas é uma medida de combate estrutural à evasão escolar, ao trabalho infantil e à violência doméstica.

Jhonatan Soares também denunciou as condições precárias enfrentadas pelas profissionais nos equipamentos públicos da cidade, citando as sedes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do Coroadinho e da Cidade Olímpica como exemplos de infraestrutura inadequada, com relatos de assistentes sociais que, durante tiroteios, precisaram se proteger se escondendo debaixo das mesas.

Ao encerrar, o parlamentar reforçou o apoio do mandato às pautas da categoria, entre elas o piso salarial nacional, previsto no Projeto de Lei Nº 1.827/2019, em tramitação no Senado Federal; a jornada de 30 horas sem redução salarial e a realização de concursos públicos para garantir continuidade no atendimento. “As assistentes sociais e os assistentes sociais de São Luís e de todo o Maranhão recebam o nosso respeito e a garantia de que essa tribuna é um eco para as suas reivindicações”, concluiu.

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