O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim já sinalizava que seria alvo da Polícia Federal por ordem expressa do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, Cutrim afirma que já sabia da operação que seria deflagrada contra ele.
No vídeo, amplamente divulgado, o ex-secretário diz que parlamentares ligados ao grupo político do ministro comentavam antecipadamente sobre a existência de um mandado de prisão.
Na oportunidade, ele afirma que estava sendo vítima de perseguição política e questiona a imparcialidade de Flávio Dino para conduzir o caso.
O ex-secretário também rebate tentativas de associá-lo ao crime da Tec Office, sustenta que o homicídio teve motivação pessoal e diz que sua imagem estava sendo explorada politicamente.
Cutrim disse ainda que parlamentares alinhados ao ministro Flávio Dino teriam atuado como mensageiros em supostas propostas envolvendo decisões judiciais e apoio eleitoral.
Na sexta-feira, dia 17, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Cutrim por determinação do STF. Posteriormente, ele teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, e passou a cumprir medidas cautelares impostas pelo STF, com a bênção expressa de Dino.

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