O presidente Lula (PT) fez um apelo pela preservação da estabilidade democrática e pela defesa da integridade dos órgãos de Estado nesta sexta-feira (4), em pronunciamento realizado no Palácio do Planalto. Em meio às repercussões das recentes denúncias envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Executivo enfatizou a necessidade de garantir a confiança da população no Poder Judiciário e rechaçou o uso de prerrogativas públicas para fins privados.
O discurso ocorreu durante evento oficial em que Lula esteve acompanhado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e na presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ao se pronunciar ao lado das lideranças da Justiça, o presidente abordou diretamente o momento de tensão institucional.
“Ontem fiz uma fala sobre a crise que estamos vivendo e que o presidente Fachin acabou de falar agora. E eu tenho a preocupação, como presidente da República, de tentar fazer um esforço sobrenatural para que a sociedade não perca a esperança, a fé e a credibilidade das instituições, que são responsáveis por garantir o funcionamento do sistema democrático brasileiro e do Estado de Direito”, declarou Lula.
Segundo o presidente da República, a solidez das instituições republicanas é a principal garantia contra investidas autoritárias ou tentativas de desestabilização da ordem constitucional. “Se não tiver instituições sólidas e funcionando, a democracia será muito vulnerável. E por isso tem algumas pessoas que tentam enfraquecer, desmoralizar. Quando, no fundo no fundo, qualquer país democrático, de democracia forte, tem instituições que garantem o funcionamento dela com muita competência”, argumentou.
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