A greve dos trabalhadores rodoviários na região metropolitana de São Luís completa mais um dia de impasse, deixando milhares de usuários do sistema de transporte público da capital maranhense sem o direito de ir e vir.
Enquanto isso, a próxima reunião entre empresários do setor e trabalhadores está prevista para acontecer na próxima terça-feira (3), nas dependências do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro da Areinha.
Mais de 700 mil passageiros estão impossibilitados de usar o transporte público, ficando à mercê do transporte alternativo, que não consegue absorver toda extensão da frota disponibilizada na Grande Ilha, além de cobrar preços exorbitantes por viagem aos usuários, configurando extorsão enquanto perdura a greve.
Inicialmente, as empresas ofereceram um reajuste de apenas 2%, o que foi rejeitado pelos rodoviários que na oportunidade exigiam 18% de reajuste salarial, baixado em seguida para 15%, além do cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, aumento no valor do tíquete-alimentação para R$ 1,5 mil e a inclusão de dependentes no plano de saúde.
Mais recentemente, os trabalhadores rodoviários aceitaram dialogar com uma proposta de 12% de reajuste salarial, oferecida pela Justiça do Trabalho.
Por meio de nota, tanto a Prefeitura de São Luís, que controla o sistema urbano, e o Governo do Estado, que coordena o transporte metropolitano, disseram que os repasses às empresas de transportes estão em dia, portanto, não havendo a necessidade de total paralisação no sistema, que segundo a Justiça deveria estar operando com, no mínimo, 80% da frota na malha viária.

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